sábado, 17 de maio de 2008
a volta do hotwired?
o valleywag postou sobre a compra da ars technica pela empresa dona da wired e do anúncio da wired em retomar o webmonkey, um site que ensinou uma boa parte dos webslaves a fazer web.
a wired tinha talvez o site mais visitado do mundo na década passada, o hotwired, que foi minguando depois que foi comprado por uma pechincha pela lycos após o estouro da bolha das .com.
foi uma tremenda besteira se você pensar em quanto eles estariam faturando hoje só com anúncios tipo adsense, os caras tinham o maior portal da internet, se não tanto em termos de visitação pelo menos em números de páginas. sem falar de um pagerank thru the roof, o site abordava de receita de coquetéis à esportes e viria na primeira página do google para praticamente qualquer pesquisa.
não tenho certeza qual seria o papel do hotwired atualmente, com a pulverização do conteúdo em formato de blog. ele era um tipo de portal que você visitava algumas vezes ao dia para passar o tempo, algo como o nosso agregador de feeds hoje em dia. o bacana era que ele ditava as regras que todo mundo seguia, a combinação de cores gritantes tipo fúchsia e verde flúor, o gif animado, até o banner foi ele que inventou.
resta saber se as novidades são realmente uma tentativa de restabelecer a marca. no fim da quantas, a internet tá precisando de um cnet mais descolado.
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quinta, 15 de maio de 2008
shared nunca mais
fiz o que eu queria ter feito há muito tempo: tirei o blog de um plano shared hosting e, com 5 dólares a mais por mês, acrescentei uma slice de 256 mb de ram às outras slices que rodam o orangotag no slicehost.
não é algo que eu necessariamente aconselharia qualquer um a fazer, você tem que lidar com logs, updates, monitoramento. mas quando já se faz isso (e eu cuido sozinho dos servidores do orangotag) e se consegue usar a mesma configuração em todos os ambientes, o trabalho não aumenta linearmente com o número de slices. hoje em dia é tão fácil clonar e subir unidades de servidores pequenos ao invés de concentrar tudo num servidor mais parrudo que em 5 minutos eu posso ter 20, 30 cópias de uma instalação inicial usando uma API, pelo meu celular.
para meu blog rodar bem numa slice de 256 é impossÃvel rodar apache, postfix e outras ferramentas já testadas e amplamente adotadas pela web afora. entra em campo o nginx, micro-servidor web russo adotado por meio mundo rails por ser algumas vezes mais rápido e mais leve que o apache e por isso mesmo perfeito para células de cloud computing. o lighttpd vem logo abaixo do ngnix para parsear e compilar o php (nginx não roda fastcgi ou qualquer outro programa externo), rodando com o xcache. o mail handling sai do servidor web e o mx vai direto pro google apps.
estou bem feliz com a nova configuração: gentoo (minha distro preferida para webservers), nginx, lighttpd, php e mysql. tudo numa slice que quase toma os 256 mb e nada de swap.
caso queira se aventurar, eu usei algumas referências que lhe podem ser úteis (1 2 3).
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quarta, 7 de maio de 2008
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the 4th dimension 



consigo entender por que algumas pessoas verão o the 4th dimension e o descartarão como pretensioso: é preto e branco, metade dos créditos são dedicados à consultoria de fÃsicos e, ao fim, muda para colorido.
não sei se existe algum termo para esse tipo de filme, eu chamo de puzzle movie e vai bem com o pi do darren aronofsky e o primer do shane carruth. é sobre jack emitni (”in time” ao contrário), um cara com TOC que acredita que pode sentir a quarta dimensão quando dorme. a história começa com ele pequeno, quando dá sinais de ser um gênio da matemática, mas, com o passar do tempo, com jack mais velho trabalhando numa oficina de relógios, não fica bem claro se ele realmente desenvolve a habilidade ou só pensa em seus delÃrios que o faz.
num de seus sonhos à quarta dimensão, jack vê alguém, que se supõe ser albert einstein, colocar um livro de anotações num relógio que jack havia recém consertado. ele vai a casa da dona do relógio e o rouba, com a esperança de que a fórmula para viajar no tempo. o estudo do livro, porém, desperta uma série de eventos que revelam a verdade sobre a vida de jack.
pensando bem, 4th dimension não é tanto um filme quebra-cabeças, já que o final dá uma conclusão bem clara à trama. porém existe espaço para divagação e elaboração de loucas teorias, o que deve garantir uma certa sobrevida cult ao filme, que foi bem recebido no circuito indie americano.
o que me fascinou em 4th dimension foi mesmo o clima pesado, as referências de teorias fÃsicas bem aplicadas e a trilha, que além de um bom score original, repete a insana gwely mernans do aphex twin quase à exaustão. é frio na espinha certeiro todas as vezes que é executada.
o filme é o debut de uma dupla de diretores que já estão no meu radar, tom mattera e david mazzoni. ainda vou revê-lo com as 2 trilhas de comentários, é em filmes assim que o dvd brilha como formato.
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quarta, 26 de março de 2008
- synchstep · app para iphone que toca as músicas da sua library cuja batida se aproxima do ritmo das suas passadas# (0)
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terça, 25 de março de 2008
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domingo, 23 de março de 2008
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quinta, 6 de março de 2008
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quarta, 5 de março de 2008
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terça, 4 de março de 2008
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segunda, 3 de março de 2008
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domingo, 2 de março de 2008
trocando o fire pele wire

troquei a versão light (freeware) do netnewswire, o feedemon de mac, pelo newsfire(foto) logo depois de sair da mtv - já não precisava do feature de sincronização entre máquinas que o newswire tem já que passei a trabalhar só com o meu macbook.
não me habituo com os readers de web, nenhum ainda te dá a rapidez de uma interface compilada rodando no seu desktop, e ler feeds para mim tem que ser algo rápido, qualquer firula ou demora no acesso a um feed já tira minha atenção e volto a fazer o que estava fazendo anteriormente (invariavelmente trabalho). eu também não tenho o costume de “zerar feeds”, assino muita coisa, não teria como. eu uso smart folders para tentar domar o overload de informações, o que funciona muito bem.
feeds querem ser livres, pela sua própria natureza. eles são versões push de sites e blogs que, em sua imensa maioria, são de acesso gratuito. nunca ninguém pagou por browsers, os leitores de sites e blogs. ninguém quer pagar por feeds, o browser de RSS.
ninguém estranhou muito quando a versão parruda do netnewswire virou freeware no começo do ano (a versão light não tinha procura nem baixava podcasts).
agora o newsfire seguiu a tendência e é dado de graça também e muita gente achou ruim porque pagou, além da licença, mais 11 dólares para ter todos os upgrades de graça do programa, para sempre. também paguei pela licença mais cara, ultimamente era a única razão para continuar usando ele.
apesar da sua interface ser muito mais bonita, simples e mais confortável para o usuário de mac, o newsfire tem um grande problema em gerenciar muitos feeds, o que o torna um comedor de RAM crônico toda vez que está buscando novas atualizações ou reorganizando-se internamente.

o netnewswire (foto) é muito mais comportado com memória RAM e ciclos de processamento, mas é feio e desajeitado, claramente feito por quem usa PC. é altamente configurável, o que é bom, mas deixá-lo utilizável no primeiro uso depois de uma instalação sempre me toma tempo. nenhum dos mais de 20 estilos de templates que vêm com ele o deixa com uma cara de outra ferramenta mac, o que me coloca numa jornada pela rede para achar um template melhorzinho (estou usando o feedlight).
o engraçado é que realmente nenhuma dessas soluções incorpora tudo que eu procuro num feed reader, pulo de um para outro até achar um que dome os meus feeds e não me cobre isso em tempo. tempo somente, porque, ao contrário da tendência de não se cobrar por eles, estou disposto a pagar por um que seja o menos obstrutivo possÃvel.
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sexta, 29 de fevereiro de 2008
mister b. gone
“It seemed to me, while I was talking of the brief, harsh years of those who plowed fields and blinded birds, that life - any life - is not unlike a book. For one thing, it has blank pages at both ends.”
Clive Barker,
Mister B. Gone
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quinta, 28 de fevereiro de 2008
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quarta, 20 de fevereiro de 2008
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
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quarta, 6 de fevereiro de 2008
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