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quarta, 28 de maio de 2003
remake de clássicos do terror
seria a mais completa falta de novas idéias para filmes de terror?
dois filmes que apostam em clássicos americanos do gênero tiveram a estréia adiada para 2004.
inicialmente agendados para estrear esse ano na disputadíssima semana de halloween, exorcist: the beginning e o remake de the texas chainsaw massacre agora estão com estréia marcada para janeiro e fevereiro do ano que vem, respectivamente.
confesso que perdi as esperanças quanto ao texas massacre agora que foram reveladas as primeiras fotos da produção.
o envolvimento de tobe hooper (o diretor e co-escritor da versão clássica de 74) com o rascunho do roteiro do remake me deixou animado, mas dizem que nada desse foi usado e que o produtor executivo ($$$) michael bay quer que o filme pegue um rated-R de leve: sem chance de cenas com muito sangue porque ele, bay, é chairman de uma associação que combate a violência nos filmes.
ele faz parte de uma organização contra a violência no cinema e é produtor do remake do massacre da serra elétrica…. aham. não vou nem perder meu tempo.
mas… tudo indica que a prequel do exorcista vai ser do caralho!!! um primeiro draft do trailer já tá sendo divulgado para distribuidoras e tem uma descrição no latinoreview de alguém que já viu.
o escritor caleb carr já tinha o roteiro escrito até antes do exorcista ser relançado na versão reeditada e ficou anos convencendo os execs à fazerem the beginning.
the beginning se passa em 1944 e carr parece ter costurado a história do primeiro encontro de father merin com o demônio que mais tarde encontraria em georgetown com fatos políticos da época (o filme começa numa holanda ocupada pelos nazistas).
a premissa é que a prequel vai ser antes de tudo um filme sério. ainda bem: chega de clones de pânico!
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terça, 27 de maio de 2003
abarat no brasil

acabou de ser lançado no brasil o último projeto do escritor/desenhista/cineasta inglês clive barker - é, aquele do hellraiser, candyman, livros de sangue…
abarat é uma série de quatro volumes direcionado ao filão do mercado infanto-juvenil aberto por harry potter.
clive já tinha feito um livro pra crianças, o thief of always, que é bem legal.
abarat vem ilustrado com dezenas de telas à óleo fantásticas, pintadas por barker ao longo de quatro anos.
elas são bem spooky, provando que clive não consegue se livrar do seu estilo grotesque, mesmo quando escreve para o público infantil. por essa razão, não sei se vai colar com os fãs de potter.
mas, pelo menos nos eua, abarat vendeu bem. talvez seja porque clive mistura toda a tradição inglesa em literatura macabre com uma paixão descabida pela alegoria e metafísica, coisas que sempre deram certo diluídas nos produtos infantis made in japan (como entender todos os céus e dimensões e fusões de espírito que acontecem em dragon ball?)
de qualquer maneira, os direitos para o cinema já estão vendidos pra disney, que promete bombar o mundo de abarat com filmes, desenhos e tudo mais que a sua máquina mercadológica sabe fazer.
a edição brasileira (pela companhia das letras) está muito boa. impressão de primeira, papel idem.
estranho foi o fato de omitirem que clive barker é gay nas informações sobre o autor na orelha da versão brasileira.
clive faz questão de colocar na orelha de todos seus livros (inclusive na versão gringa desse abarat) que é casado com o fotógrafo david armstrong e que os dois têm uma filha adotiva.
nada mais justo traduzir isso ao invés de colocar só um “vive na califórnia.” decisão esquisita da cia das letras.
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sábado, 24 de maio de 2003
da série ninguém merece
kelly key no chat msn/mtv essa sexta:
Peregrino em Bate-Papo_MTV1 pergunta: Qual foi o maior mico que vc ja pagou,depois de virar famosa?
Kelly_Key diz: foi num show q nao tinha banheiro e eu tive q fazer coco num saquinho e esconder atras do espelho
essas e outras no arquivo completo do bate-papo
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sexta, 23 de maio de 2003
genghis khan
“O Brazilian Genghis Khan, grupo de sucesso da música pop nos anos 80, está de volta ao cenário musical brasileiro com novo show e versões contemporâneas para seus clássicos, Genghis Khan, Marco Polo, Latino América e Comer-Comer, que ganharam roupagem eletrônica.
Além das novidades musicais o quarteto apresenta dois novos integrantes em sua atual formação, que tem a experiência dos remanescentes Tânia Padulla e Jorge Danel com o reforço dos bailarinos e cantores Cláudio Borges e Marisa Milani.
Desde o início de maio eles têm feito sucesso em diversas apresentações pelo estado. O destaque fica para o show realizado dia 16 de maio no Trash 80’s, casa paulistana que cultua os hits da década de 80. A resposta do público, que lotou a casa abriu espaço para uma nova apresentação, que será realizada no dia 30 de maio, a patir da 1 hora da manhã.
O Brazilian Genghis Khan surgiu em 1979 no cenário artísitico nacional, incrementando o cast da gravadora R.G.E.. Rapidamente tornou-se uma explosão devido à originalidade de suas roupas, e ao mix de suas músicas e coreografias contagiantes, dançantes e caracterizações mutantes sem igual.”
Trash 80’s
Show com “Brazilian Genghis Khan”
Data: 30/05/2003
End.: Álvaro de Carvalho, 40 - Centro
Fone: (11) 3253-6625
imperdível!
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quinta, 22 de maio de 2003
kiln people
“i left a me in the freezer in case you get lonely”
kiln people, do david brin (TOR, 2002) fala de um futuro em que a “soul standing wave”, algo como o conjunto de todas as suas memórias até o que você está pensando nesse momento, pode ser copiada para ilimitadas cópias descartáveis e sintéticas de você mesmo.
todas as cópias (tb chamadas de “rox”, “golem” ou “dittos”) são bem parecidas ao “rig” (termo usado para a cópia original), no momento do download. mas não iguais: vários fatores entram na jogada e fazem com que você e suas cópias sejam diferentes em pequenos aspectos. como a qualidade da mídia-você virgem, por exemplo.
a qualidade dos dittos varia numa escala de cor: os verdes são para tarefas corriqueiras, eles resolvem pepinos em bancos, fazem compras, enfrentam o trânsito. os cinzas (e outros tons escuros em geral), são mais caros. eles têm boa intuição, sentem gostos e cheiros e são usados para tarefas mais intelectuais: eles vão pra firrrma trabalhar enquanto o você original fica em casa cuidando do corpo-matriz, fazendo exercício, indo pra praia, coçando o saco.
mas todos são você. e o que eles mais querem é voltar pra casa no fim do dia (o prazo de expiração da maioria dos dittos) e fazer o inload do que pensaram e fizeram para a cópia original: é o único jeito de garantir a continuidade de quem você é.
se o você copiado não é “inloadado” por alguma razão (o você copiado teve um dia ruim e não quer compartilhá-lo com você mesmo - a opção do “inloading” é sempre da cópia, ou seja, sua) ele morre, uma morte menor.
só que quem morreu não foi você. foi o você que viveu um dia diferente, um dia que pode ter mudado quem você é. foi um eu do qual você não lembra, foi uma pessoa diferente.
david brin leva a idéia dos vários eus às últimas consequências, em situações inimagináveis, com todas as implicações sociais e morais que ter quinze vocês andando por aí pode acarretar.
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segunda, 19 de maio de 2003
matrix, considerações
confesso que só agora tou percebendo a enorme quantidade de artigos pipocando pela rede sobre a filosofia por trás do matrix.
eu acho que chamar matrix reloaded de um filme religioso é apelação. não é bem por aí.
fala-se do poder da escolha, de descobrir a verdade por si mesmo, de se mostrar a porta e cada um decidir-se se a cruzará ou não.
budismo? não, gente. pensem bem.
essa verdade absoluta que morpheus prega em matrix não existe. a tripulação do nabucodonossor se acha tão dona da verdade que se dá o direito de matar todos aqueles que, para eles, vivem na mentira.
é como se uma vida de “ignorância”, uma vida de quem está enraizado no sistema, valha menos que uma vida de um dos “iluminados”.
é um fascismo, muito bem escondido.
e a tal matéria da super interessante dizendo que os cientistas estão intrigados? só agora, depois de matrix?
a idéia que essa nossa realidade não é tão real assim está aí desde sempre. mesmo antes da premissa da realidade virtual, criada pela SF. só o fato de não sabermos de onde viemos e para onde vamos atesta isso.
se você acredita na existência de uma force majore, um criador, então todos nós somos peças no seu quebra-cabeça, pedaços de um todo, de uma matrix.
dizer que foi matrix que despertou os cientistas para esse fato, dessa realidade controlada por certas regras, é negligenciar anos e anos de pensamento existencialista.
tanta especulação só ajuda a distanciar-se da questão que realmente importa: que matrix é um puta filme bom de ação, inovador, mas nada muito além disso.
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sexta, 16 de maio de 2003
ttt extended

tou sentindo a meme do terceiro installment do senhor dos anéis se instalando, sorrateiramente.
agora que o reloaded já passou, o retorno do rei é o que mais quero ver esse ano.
estou tentando adiar o surto, me mantendo afastado das cópias do silmarillion e unfinished tales que eu comprei no começo do ano. por enquanto ainda estou na onda cyberpunk (sanfran style), que tb quando começa tem que ser freada um pouco.
vou ler os dois mais pro fim do ano, pra surtar de uma vez só.
de qq maneira, tou achando o último do david brin sensacional… kiln people. depois escrevo mais sobre ele.
foi divulgada uma pré-lista de features do dvd estendido do duas torres (foto). a versão especial terá 43 minutos a mais entre cenas inéditas e estendidas/reformatadas!
a EA games tb soltou um video promocional com as cenas do retorno do rei que estão no game do filme, que deve sair bem antes do filme. o theonering.net fez um frame-a-frame.
entre outras coisas, dá pra ver um pouco de minas tirith… e é incrívelmente parecida com o que eu tinha em mente.
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quinta, 15 de maio de 2003
sign builder
este site, sério, ajuda as pessoas a montarem placas de sinalização segundo normas ansi de segurança. ou não.
essa tá boa de levar na circuito de sábado.
fiz mais algumas…
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matrix reloaded review
(minor spoilers _beware_)
sim, senhoras e senhores, os wachowski geek brothers fizeram outra vez: reloaded não vai decepcionar quem gostou do primeiro filme.
sim, os padrões foram estendidos mais uma vez. qualquer outro filme de ação vai ter que rebolar, e muito, pra chegar aos pés dos efeitos e lutas do reloaded.
os primeiros 10 minutos do filme são ação non-stop, propositadamente feitos para chocar e avisar a audiência que o negócio é procurar uma posição mais confortável na poltrona, porque a jornada vai ser longa.
nem tão longa assim, pelo menos até zion. logo somos apresentados à última cidade dos homens, em algum lugar no centro da terra.
zion é impressionante. o uso das bigatures (termo criado pela weta, equipe do senhor dos anéis, para as miniaturas numa escala bem maior que o que costuma-se fazer) dão um efeito de realismo incrível.
logo depois da chegada a zion, o ritmo do filme muda. muito ficou no ar sobre essa sociedade que é a última esperança da raça humana.
somos brevemente apresentados à estrutura política da cidade, os problemas que morpheus encontra em confiar tão piamente em neo e todo aquela trama pano de fundo sobre o que rola por trás de toda pancadaria. tudo que eu senti falta no primeiro.
mas os dias de zion estão contados e a necessidade que a tal profecia, tão falada no primeiro filme, se cumpra, exige que neo e sua tchurma entre em ação mais uma vez.
e que ação!!! a luta dos multi-agentes smiths, já conhecida bem antes do filme estrear, vai num crescendo fascinante. não dá pra desgrudar os olhos….
caso você não tenha visto alguns dos últimos trailers disponíveis pela internet (em que mundo você vive mesmo?), saiba que agora neo voa… e voa também uma câmera impossível atrás dele, dando frios na barriga de qualquer um.
a participação de monica bellucci (foto) vale a menção. ela está maravilhosa de persephone e a sequência na qual ela aparece dá uma boa mudada no ritmo do filme, que por vezes fica meio chato com tanto papo filosófico-religioso.
a tal rodovia construída especialmente pro filme e que custou 3 milhões de doletas (foto) faz valer cada centavo em cada segundo que passa na tela: ela é, sem algum rastro de dúvida, a melhor cena de ação jamais vista na história do cinema e ponto. ela é o melhor momento do filme. de arrepiar o cabelo do saco de qualquer um!!!
daí pro final, uma grande revelação é feita, algo que eu não esperava. e você vai voltar pra casa com a maior sensação de coitus interruptus que existe.
reload é tão bom quanto promete, porém não é perfeito.
alguns downers:
a música poderia ser melhor. tá muito com cara de música de blockbuster com uns rifinhos de sintetizadores que soam pra lá de 90. tudo bem que a idéia é manter uma homogeneidade entre os filmes, mas ninguém merece ouvir um trance meio oakenfold (aliás, acho q era dele mesmo) durante uma das melhores cenas de ação dos últimos tempos.
as frases de efeito! elas não estão diluídas no roteiro. pra alguns personagens, elas simplesmente são só o que se fala. depois de um tempo cansa um pouco.
fico pensando no que o morpheus fala quando tá tomando uma birita no boteco da esquina…
a rave em zion (foto). realmente, gostaria de acreditar que séculos de evolução do ser humano sirvam pra alguma coisa, algo melhorzinho que uma rave com um proghouse irado bombando. tudo bem, é chatice minha mesmo. mas essa cena é muito longa e intercalada com a bunda pelada do keanu reeves, não vai a lugar algum e é bem pouco diferente de um comercial de bebida ice alguma-coisa.
é impossível dizer que reload não sofre da crise de filme do meio. o mote do filme, a iminente destruição de zion, não acontece, nem pro bem nem pro mal. ficou pro próximo. fica difícil imaginar qualquer outro filme que termine sem resolver o que começou e fique por isso mesmo.
só um filme tão aguardado quanto esse conseguiria tal coisa.
mas passando a régua, mal posso esperar pra ver reloaded mais uma vez. e faz bem lembrar que o revolutions já é em novembro.
ps. talvez seja só um feature da cabine, como talvez não. ao fim dos créditos de reloaded tem um teaser, o primeiro já apresentado, do revolutions. vale a pena esperar até o fim da projeção pra conferir.
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sign builder p2
six more in english to have a go at the contest
a small victory is putting out.
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quarta, 14 de maio de 2003
allconsuming.net
o allconsuming.net é um agregador de informação sobre livros que comunidade blogueira mundial está lendo, falando, discutindo.
é uma puta idéia. se você se informa, lê qualquer tipo de livro e quer contribuir, é fácil. é só fazer seu blog pingar o weblogs.com sempre que postar alguma coisa.
as melhores ferramentas de blog se utilizam desses pings para informar ao resto do mundo que tem conteúdo novo escrito por você na rede.
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24h pro matrix reloaded
essa semana, geeks em polvorosa: quinta vou postar minha review do matrix reloaded aqui lá pelas 2-3 da tarde.
estamos combinados!
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terça, 13 de maio de 2003
luke piestalker
todo mundo já lutou com um sabre de luz imaginário e fez vumm vumm vumm.
só que o moleque gravou isso na camera da escola e esqueceu de deletar. big mistake.
luta original
luta remixada (com efeitos especiais)
[via tetsuo, waxy.org]
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vingadores do espaço
conversando sobre programas de tevê da nossa infância no almoço da firrrma hj, falei novamente daquele robô com perucon loiro do qual, aparentemente, só eu lembro.
pois é, mas eu sabia que ele existia e há um tempo atrás descobri pela rede umas fotos, feliz por não ter inventado essa figura esdrúxula e sem saber porque isso ficou na minha cabeça por todos esses anos.
trata-se de um seriado japonês, um tokusatsu. eu adorava isso.
o goldar (magma taishi ou embassador magma) é um ser de 30 metros, um robô, ao que tudo indica. mesmo assim, engravidou a meiguíssima silvar, de aparência e estatura humana, e teve gam. don’t ask.
os dois viravam foguetes quando seus amigos humanos sopravam um apito. uma apitada chamava gam, duas, silvar e três chamava o goldar, que tb virava um foguete, embora dourado e maior que os de gam e silvar.
ainda tinha o rodak, o vilão que quer conquistar o planeta e…
mathusan, o velhinho yoda da história.
vale lembrar que a mente por trás disso é osamu tezuka, mestre dos mangás das antigas, criador do astro boy e metrópolis.
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ringu, o livro
já saiu a tradução pro inglês do ringu, o livro que vendeu mais de 3 milhões de cópias no japão e deu origem a mania toda.
eu vou esperar o paperback, pq não tou podendo.
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quinta, 8 de maio de 2003
detective story
shinichiro “bebop” watanabe fez o melhor animatrix até agora. o visual bebop + bladerunner, os zilhões de tons de cinza, a cidade, os mega-engarrafamentos.
os roteiros dos animatrix são até agora meio vazios, acabam servindo mais de suporte ao filme do que a uma história que se segure por si só.
detective story nem precisa disso, o conceito e a visão do sr. watanabe superam tudo.
e falta uma semana pra nós da tevê conferirmos o reloaded. confesso que apesar de gostar do matrix, acho que, pelo menos no primeiro, os elementos e conflitos do filme ficam muito diluídos nas dezenas de cenas de ação.
tudo bem, porrada, espadas, artes marciais, é essa a proposta dos irmãos wachowski. só espero que no reloaded se mostre mais o que está por trás de tudo isso, o mundo em que a história está fundamentada.
aliás, matrix, zion (a cidade dos rebeldes) e vários outros conceitos e palavras são emprestados do fututo de gibson, principalmente da sprawl series (sim, estão lá, letra por letra). já que rolou a brodagem, gostaria de ver um pouco da filosofia do futuro do qual esses elementos fazem parte nos próximos filmes.
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miéville
olhando os nominees ao hugo awards desse ano, deparei-me mais uma vez com o tal de china miéville.
eu sou meio viciado no cyberpunk de stephenson/gibson. aliás, antes de tudo, eu tenho uma tendência à literatura impossível, no sentido em que quanto mais fugir da minha realidade, mais apelativo me parece.
dito isso, eu prefiro SF não muito fantasiosa. gosto do mundo das ruas de tóquio, das penúmbras urbanas de sprawl. gosto menos dos satélites de c. clarke, por exemplo.
o china é um ano mais velho do que eu, tem quatro livros editados e um arthur c. clarke na estante. ele é meio inglês, meio egípcio e, ao que parece, curte d’nb!
vou começar a ler o perdido street station logo assim que terminar o kiln people do david brin.
o scar é meio que uma continuação do perdido, uma reutilização da cidade em que a história do perdido se baseia.
até a pouco estava lendo (finalmente) o cidade de deus, que vou meio que passar pra categoria de livro de ler no banheiro… não que ele seja ruim, bem longe disso.
é que não consigo mais resistir à premissa do kiln people - a possibilidade de num futuro distante se gerar cópias descartáveis de você mesmo, todas compartilhando o mesmo hd, ou cérebro. sounds fun :)
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quarta, 7 de maio de 2003
de chiloé ao atacama
bia e alê estão na bolívia e finalmente deram notícias.
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