lemur
mais uma promessa de interface para controlar softwares de música, esse lemur prova ser mais prático do que o audiopad já que ele não precisa de uma superfície para projetar sua gui.
resta saber até quanto o hardware dele pode ser flexível à futuros upgrades do programa que rege a interface, que roda separadamente no laptop.
carregando...
garanta o seu
“Coloque a malandragem do samba no pé, o romantismo do bolero e o samba da gafieira embalados no gingado carioca com a euforia do swing, o aconchego do forró e o calor da salsa.”
compre agora e garanta o presente ideal para aquele amigo secreto de fim de ano na firrrma!
carregando...
ipod top 10
tou trabalhando num wrapper em perl de manuseio das playlists automáticas do ipod para o blog, de modo a criar esta listinha de forma automática toda vez que eu espetar o ipod no laptop. alguma sugestão de outros features com a db do itunes?
enquanto não termino, vai na mão mesmo:
godofredo’s top 10 most played:
- 1. Prologue - Kraftwerk [00:02:17]
- 2. Valid Rand - arovane & phonem [00:01:20]
- 3. arovane - 04 - ambelio - Arovane [00:05:50]
- 4. arovane - 08 - failed - Arovane [00:05:15]
- 5. arovane - 09 - amine - Arovane [00:05:28]
- 6. Naked - Archetype feat. Rosina [00:04:53]
- 7. Caring Is Creepy - The Shins [00:03:20]
- 8. One By One All Day - The Shins [00:04:08]
- 9. New Slang - The Shins [00:03:51]
- 10. The Celibate Life - The Shins [00:01:50]
ps1. apesar de ter ouvido pra caramba o lilies, último álbum do arovane, acordei hoje com um bode magnânimo dele - tou achando ele meio que o richard clayderman do techno com essa mania de pianos en reverb!
ps2. archetype costuma ser o nome com qual charles noel lança os mais abstratos e pesados tracks de techno que saem dos estados unidos nesses anos de vacas magras. só que ultimamente noel tem recebido belas donzelas afro-americanas em seu estúdio e feito tracks com vocais muito do caralho. todos eles ainda sem previsão de lançamento, o que é uma pena.
carregando...
bons pulos
dois bons dvds para quem gosta de terror, o remake do texas chainsaw massacre e a estréia do diretor eli roth, cabin fever.
são filmes que eu já queria ver há um tempo e como, por uma razão ou outra, não chegam aqui nem direto para locação, comprei em dvd.
com o primeiro eu tenho que me redimir: o remake do massacre é, às vezes, até mais amedrontador que o original do tobe hooper.
e não é só no fator sustos que ele impressiona: o remake é primorosamente filmado, com ângulos bem pensados e fotografia e trilha perfeitas. até a jessica biel como a peituda-em-perigo ajuda a trama, que só sofre com as mesmas limitações que o roteiro original tinha: é que, no fundo, o texas chainsaw massacre não tem nenhuma sub-trama, nada vai muito além do infame monstrão do leatherface cortanto partes de adolescentes emaconhados.
lembro do original tendo uma duração ínfima de um pouco mais de 60 minutos, não tinha como inventar muita coisa para essa nova versão e ainda bem que assim não o fizeram.
de certa forma, a nova versão perde o efeito tosco do original (e tosquice em filme de terror quase sempre contribui mais do que atrapalha) e percebe-se que, por vezes, o diretor (também iniciante em longas) marcus nispel teve que mostrar menos nojentice do que poderia, dado ao atual policiamento de violência que rola numa hollywood pós 11/09.
de qualquer maneira, se o gênero lhe apetece e o dvd estiver dando sopa em alguma importadora ou locadora com seção de gringos não pense duas vezes.
já cabin fever é outro lance: está mais perto do terrir do pânico (e não do “todo mundo em pânico“, note a diferença) do que de um legítimo filme de terror, mas mesmo assim assusta.
o iniciante eli roth não se incomoda em ser chamado de tarantino do terror (com a benção do próprio quentin, fã de carteirinha do cabin) e a comparação é ótima se o próprio roth não forçasse tanto a barra para que ela acontecesse (não me surpreenderia se ele mesmo tivesse criado o apelido).
cabin fever é realmente um pulp fiction de clássicos do terror 70-80, uma mistura de madrugada dos mortos com evil dead. as referências são tantas que o filme se preocupa muitas vezes em ser mais uma colagem de situações e esteriótipos batidos do que em meter medo.
mas, por outro lado, todo sangue, tripas e membros separados que faltaram em massacre vêm muito bem servidos no cabin fever. são litros e litros de sangue e miolos, mais até do que o próprio tarantino deve ter gasto nas lutas do primeiro volume de kill bill.
(o dvd tem até um feature chick visiontm que tapa as cenas mais, um, carneficinosas com duas mãos que encobrem a tela!)
como primeiro filme, eli até que manda bem. ele até conseguiu fazer o angelo badalamenti compor uma linda balada para a cena de amor mais importante do filme, em que o nerd-cool-porém-virgem tenta, digamos, uma aproximação sexual da peituda-porém-recatada-adormecida usando seu dedo. tudo, logicamente, acaba dando muito errado para desespero de ambos (e, de certa forma, de quem vê o filme também - veja bem, o termo “tirar uma lasquinha” nunca mais será o mesmo depois da dita cena).
roth lutou oito anos para fazer o cabin fever como queria, sem concessões. agora, com gente como tarantino (que chegou a agradecê-lo nos créditos do kill bill v2) e peter jackson babando em cima e com nada menos que três projetos em produção (um deles - the box - é a ataptação de uma história do além da imaginação com roteiro do diretor/roteirista de donnie darko, richard kelly), o cara vai virar figurinha fácil nos próximos anos, pode apostar.
carregando...
the horror
o chud.com já subiu a cobertura completa do toronto film festival desse ano, com certeza o evento mais legal de cinema fantástico no mundo.
os destaques são aqueles filmes que eu já tenho anotado aqui para ver: saw, the machinist, steamboy, zebraman, house of flying daggers, etc.
a maioria nem deve chegar por aqui no cinema, a solução é conferir na mula e, se valer a pena, encomemdar o dvd pelo bezos.
carregando...
gibson
na reta final da eleição americana, william gibson quebra o exÃlio da blogosfera para deixar bem claro quem comanda não é quem rulz…
And because, as the Spanish philospher Unamuno said, “At times, to be silent is to lie.”
clap clap clap
link
carregando...
the golden age
enquanto muito se especula sobre o que seria literatura pós-cyber, o escritor john c. wright chuta o balde em the golden age, uma história que se passa 10.000 anos no futuro.
o livro, que mesmo com o teor inovador não conseguiu fugir do batido formato trilogia, deve ter sido tão difícil de escrever como é lê-lo.
o maior obstáculo das 400 e tantas páginas é que a hermerticidade na qual a sociedade do futuro de golden age está organizada torna difícil muitas vezes uma possível transposição de valores desse hyperfuturo para o dia a dia do século 21. um futuro onde pessoas vivem dentro de seus próprios mundos, encobertas por camadas e filtros de software que resumem relações entre as personagens a pacotes de bytes transmitidos por protocolos definidos por tutores particulares embuídos da mais evoluida inteligência artificial.
a ação é restrita, como seria o esperado numa época onde tempo e espaço podem ser moldados ao gosto do freguês. o que é colocado em pauta é, mais uma vez, a busca pela a essência humana num mundo onde a consciência/sentiência pode ser emulada.
só que wright enxerga mais adiante e evita a distopia pronta e instantânea do futuro onde homem e máquina estão sempre em confronto. a questão central (e ao mesmo tempo quase que subliminar) desse golden age, é, se num futuro longínquo nossa sociedade atingisse um platô utópico de prosperidade e bem-estar comum, como a natureza humana se comportaria? seria mais humano proteger uma sociedade que atingiu seu ápice ou fugir dela e ser miserável outra vez? (involuir como a nova evolução?)
wright, muito sabiamente, não fornece nenhuma resposta ou saída retórica para essa questão, e por isso golden age pode ser lido como uma space opera em esteróides, um flash gordon (ao qual phaeton, o personagem central de golden age, remete muitas vezes) encontra asimov com uma dose cavalar de lsd.
o contexto político e social do seu primeiro livro está bem submerso. cutuque um pouco e golden age parece tão subversivo quanto um admirável mundo novo.
carregando...
rebordose dj crew
caramba, que semaninha.
para comemorar o fim do inferno vmb e o t-1 para as minhas merecidas férias, acontece a rebordose dj crew número dois no centrão de são paulo, com um line-up fudidamente bom:
- thiago salvioni
- charles adler (wnur fm chicago, il)
- schild (rj)
- spiceee
- miguel
- frança
+ infos no rebordose.net
carregando...
zap zap
5: vai marta!
muda pro 39: go kerry!
5: te fode maluf!
39: die bill!
o debate aqui em são paulo foi beeeem morno. meio desanimado, com cara de fechou o caixa, agora é esperar para contar a bufunfa. o paulinho estava fraco da força. uma avanir ali ia dar uma animada.
e o kerry? o homem terminava cada resposta na hora que a luz vermelha aparecia, sem nunca precisar ser cortado e ainda com uma frase forte, fechando a idéia mesmo. impressionante.
o bush nunca ia até a vermelha (tinha uma caixa, tipo semáforo, que avisava o candidato e a platéia do tempo de resposta de cada um), na luz amarela ele já tinha esquecido o que tinha começado a falar.
sem falar que umas horas ele parecia o ozzy falando… sério, não dá para entender o tipo de apelo que ele pode ter sobre qualquer eleitorado.
carregando...