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terça, 30 de novembro de 2004
mas pensando bem
lá vou eu dizer que você precisa ouvir outra coisa de qualquer jeito… é mais forte que eu.
a coletânia but then again (~scape music) é um compêndio de faixas de projetos do mundo todo de música eletrônica pensativa, ou idm, lançada pela gravadora de stefan betke, o engenheiro de som de uma pá de discos da turma do urban dub berlinense (eg. basic channel/rhythm & sound/chain reaction) e o responsável pela trilogia (blue, red & yellow) de álbuns do pole.
só que, pensando bem, but then again não é mais uma coletânia de idm.
o que faz dela algo brilhante é a ótima seleção de nomes, alguns bem conhecidos (o californiano john tejada e o alemão thomas fehlmann são arroz-de-festa no mundinho da laptop music) e outros nem tanto (como o coletivo japonês cappablack), e o teor dessas músicas que, apesar do forte apelo aos já esperados clicks, glitches e cluncks, orbitam o hip-hop, jazz, blues e indie rock sem medo de ser feliz.
pule todas as músicas e ouça a balada “doorstep”, de uma tal de electronic panorama orchestra com uma frida asmussen nos vocais invocando uma joni mitchell nervosa. se não arrepiar nenhum pelinho sequer do seu corpo pode encomendar o caixão, o coração já parou…
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fun on irc
funkybudha: do you notice how people seem to drop a few neurons BEFORE they start posting comments on flickr?
spiceee: same with fotolog.net. guess it’s some non-spoken rule, like they all agree on sounding a bit dumber so all the IQs even out in the end. pretty humble attitude, if you ask me - cos i know quite a bunch of people which i would totally have a different opinion on hadn’t i met them in real life.
funkybudha: duuuuuude, so true. i was completely tipping off the balance with the very few ones i did write. so ostentatious of me.
spiceee: slaps funkybudha! your future days shall be one whole contrition!
funkybudha: did you just quote that from somewhere?
spiceee: yeah, one of your flickr comments.
funkybudha: duuude, i’m such a wuss…
spiceee: we’re hopeless.
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anos atrás: knowing (2003)
sábado, 27 de novembro de 2004
rocking the decks
- Go Hiyama/Oscar Mulero “Art & Strategy” (Warm Up)
- Paul Bailey “Orders For Offerings (Limited)” (Veto)
- Unknown “The DJ Edits Vol 1″ (Birdland)
- Regis/Gunjack/Advent “The Experiment RMXs” (Black Codes)
- Ian Lehman “Villain Story” (R.A.S)/”Motorspecies EP” (Tonewrecker)
- Oscar Mulero “Anaconda – Remixes” (Theory)
- Sysex “Emitter” (Inceptive)
- Reeko “Punishment Ward” (Theory)
- Sebastian Kramer “Artificial Instinct” (MainOut)
- Grovskopa “Croation Techno Sluts” (Recycle Sound)
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terça, 23 de novembro de 2004
bungie rox!
eles sincronizam as estatísticas das partidas de halo 2 jogadas no xbox live com o site deles!
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segunda, 22 de novembro de 2004
daft mylo
se o homework do daft punk marcou sua vida e one more time fez você perder a fé em escutar outro álbum bacana no estilo samples improváveis + disco + vintage synths, corra atrás do destroy rock & roll da one-man-band escocesa mylo - satisfação garantida ou seu dinheiro de volta.
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domingo, 21 de novembro de 2004
almighty halo!
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happy birthday
happy birthday, happy birthday
happy birthday, happy birthday
happy birthday, happy birthday
happy, happy birthday in a hot bath
to those nice nice nights
i remember always, always
i got such a fright
seeing them in my dark cupboard
with my great big cake
if they were me
if they were me
and i was you
and i was you
if they were me
if they were me
and i was you
and i was you
if they were me and i was you
would you have liked a present too?
Altered Images, Happy Birthday
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sábado, 20 de novembro de 2004
halo, o filme
segundo o ain’t it cool news, existe uma forte possibilidade da warner adquirir os direitos do halo para uma adaptação.
a bungie, aparentemente, só cede se o diretor for o ridley scott. esses caras têm a cabeça no lugar!
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quarta, 17 de novembro de 2004
lovely b-day
esse finde, de sábado para domingo, este que vos fala completa mais um ano de existência.
para comemorar a data, vou tocar no after do lov.e, o love machine, a partir das cinco da matina.
ainda no line-up: doctor e miguel.
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bling-bling coding
livrinho encomendado, binários para windows devidamente instalados.
estamos apostando alto, até porque gente alta está apostando também.
e porque ruby e não pular no python bandwagon? framework frameworks!
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o operário
o operário do título (the machinist, em inglês) é um christian bale esquelético (chega a assustar) que por algum motivo não consegue dormir há um ano. como era de se esperar, tudo começa a ficar surreal na vida do peão insone e coisas e pessoas estranhas começam a aparecer.
o trailer é promissor, sombrio e fora do padrão. só que no fim o operário não nega a fábrica daonde o filme saiu: a intenção é boa, a direção de arte é certeira, mas o produto final não é nada além de um desses suspenses com “pegadinha”.
o que eleva o operário à condição de must-see é tão somente a atuação de bale, que consegue salvar com o definhamento mental e físico do seu trevor reznik as deficiências de uma história que vai perdendo o interesse com o tempo.
quando é certo que o que quer que esteja acontecendo não vai colar quando a granda charada for revelada, o que mantem o interesse na trama é justamente saber quanto tempo a caveirinha vai aguentar antes de ter um colapso.
saber que parte do visível esgotamento do personagem foi vivido na pele, que não é truque, dá mais força ainda à história que cada segundo de filme fica mais repulsiva, ao ponto de espantar um ou outro espectador desavisado de uma sessão bem concorrida da mostra br.
quando o final chega é de se agradecer porque finalmente o rapaz vai poder comer uma coisinha além da uma lata de sardinha e uma maçã que foi sua refeição diária por meses a fio!
ele tinha mais é que se empanturrar, o mérito do filme é dele.
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quinta, 11 de novembro de 2004
malditos covenants!

santo capitão keyes, não é que o halo 2 saiu mesmo?
e quão oportuno é ter um roomie indo para uma mega-convenção na gringa para trazê-lo até mim!
a espectativa é grande, a saudade de matar aqueles covenants idiotas também.
só não tenho saudade da flood, espero que nenhum vírus alienígena apareça no meio do jogo e transforme fogo amigo e inimigo em zumbis feitos de fungo outra vez.
e eu também passaria bem sem aquela bolinha AI chata que fugiu no fim do primeiro jogo…
o resto, bring it on!
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os esquecidos
deixa eu só dar meus dois centavos sobre os esquecidos.
eu não achei tão ruim assim como críticas que andei lendo por aí.
acho que todos esses filmes com plot twists (tudo o que você achou que era realidade é uma grande mentira, huuuhaaa) sempre vão sofrer para achar um final convincente. e, quase que invariavelmente, vão falhar.
o que está em jogo é quão divertido o filme pode ser até que o grande segredo seja revelado.
e os primeiros 50 minutos do filme conseguem manter um bom nível de suspense, com pelo menos um susto que fez as 300 pessoas de uma sessão lotada de cinema pularem da cadeira, conterem um grito e olhar para o lado e dizer “meu deus” (se você já viu, pode até saber da cena que eu estou falando).
os esquecidos diverte se você não sair de casa com esperanças de assistir um puta filme genial. se você é daqueles que fica puto com o fato de uma simples dona de casa conseguir passar o filme inteiro se escondendo dos competentíssimos detetives do fbi, passe longe.
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dark walter
o remake hollywoodiano do j-horror dark water, dirigido pelo nosso walter salles, já tem um primeiro teaser pronto.
olha que tá parecendo bem assustador!
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quarta, 10 de novembro de 2004
ipodcasts
já viram o novo meme? ou será que sou só eu que estou meio por fora?
tem uns aplicativos aí que combinam um agregador de rss e um plugin do itunes para copiar para o seu ipod entradas de audioblogs sempre que você espeta o bichinho na máquina para recarregar.
não deixa de ser interessante, mesmo achando os audioblogs que existem por aí muito chatos.
mas, pensando bem, não me importaria de baixar um noticiário da bifequibe ou algo do tipo.
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os primeiros cronenbergs
stereo (de 1969) e crimes of the future (1970), os primeiros longas de david cronenberg, estavam quase que inacessíveis até o lançamento em dvd de fast company, o também raro exploit movie sobre corridas de carros filmado por cronenberg nos anos 70.
fast company, lançado pela pequena blue underground, reune agora os dois primeiros filmes do rei do horror visceral como extras muito bem digitalizados e remasterizados de um pacote que é item necessário para os fãs do film auteur canadense.
filmados enquanto cronenberg ainda estava na universidade (e usando as próprias instalações niemeyerianas do campus de scarborough da universidade de toronto), os dois filmes não tem diálogos, mas são narrados, usam quase que os mesmos atores e giram em torno do mesmo tema: num futuro próximo cientistas usam humanos como cobaias para estudar males ainda pouco conhecidos.
stereo é narrado por cientistas que enclausuram vários jovens com uma certa propensão à telepatia numa clínica, ora os dopando com enzimas que inibem a capacidade de comunicação oral, ora com drogas/afrodisíacos que teoricamente produzirão um estado de tesão polimórfico (?) que, de uma forma ou outra, diz o cientista em voiceover, tem tudo a ver com telepatia.
não dá pra levar a sério a tonelada de baboseiras em forma de jargões científicos criadas por cronenberg e proferidas pelo narrador da forma mais tediosa possível, então desencane de entender.
stereo é puramente um experimento visual muito bem filmado em preto e branco e as cenas no prédio ermético e desolado têm várias vezes quase que um feeling de kubrick.
já crimes of the future, um filme um pouco mais elaborado, é narrado por um cientista que, após ver seu último paciente morrer, sai a procura de outros departamentos de um centro de pesquisa a fim de entender a doença de pele causada pelo uso descontrolado de cosméticos.
o mal em questão, descoberto pelo seu tutor desaparecido, ataca primordialmente jovens meninas e faz com que elas segreguem um líquido espumoso (e possivelmente alucinógeno) pelos poros do corpo (cronenberg puro!)
andando por outros departamentos, o cientista se depara com novas práticas de cura da doença, como a aplicação de uma grande pressão nos pés do paciente para que esse tenha a impressão que está involuindo para um estágio aquático de existência.
numa dessas, ele encontra um rapaz que tem dois dedos do pé meio colados que o leva a conhecer outro cientista que, por sua vez, avisa que uma menina criada em laboratório e trazida à puberdade artificialmente deve ser capturada e fertilizada para que seja estudada depois.
os dois filmes podem ser encarados, acho eu, como uma crítica cruel do status quo da vida acadêmica de cronenberg, que na época levava algum curso científico bem nas coxas pela pura falta de cursos de cinema no canadá.
enfim, é ração para fãs das loucuras de cronenberg. de forma alguma chame o amigo iconoclasta para assistir!
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terça, 9 de novembro de 2004
firefox 1.0
saiu! e não rola de baixar de jeito nenhum hoje…
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segunda, 8 de novembro de 2004
bloghosts vai fechar
eu que achei que tinha encontrado um hosting para a vida toda, tou aqui caçando outro porque o eficiente bloghosts vai fechar (de maneira muito estranha, diga-se de passagem.)
ninguém entendeu o que rolou e tinha muita gente usando eles para hosting de blogs, viu…
eles afirmam que vão continuar com as máquinas ligadas e suporte em pé até janeiro próximo, mas já estou aprontando as malas para o hosting matters.
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‘return’ of the sith
link
(esse parece que vai, eim!)
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domingo, 7 de novembro de 2004
arrastão fest
mesmo com quatro pontos de revista (e ingresso à 80 mangos) rolou um arrastão esperto durante o show do kraftwerk na sexta: levaram carteiras, câmeras digitais e bolsinhas de óculos vazias!!!
segundo a folha de são paulo, quem promoveu o rouba-rouba foi o libertines.
cadeia neles!
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sábado, 6 de novembro de 2004
die maschine
it’s fun to compute!
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sexta, 5 de novembro de 2004
tim festival
salvem-me do kid606
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quinta, 4 de novembro de 2004
hábitos
o vizinho aqui de baixo tem o costume de chegar em casa às oito da noite e tocar smack my bitch up do prodigy 3 vezes seguidas, dia sim, dia não.
vejam bem, ele tem um puta sound system exatamente abaixo do meu quarto. tudo treme com os bum bum b-bum’s.
tudo bem que no fim de semana eu dou o troco. e essa hora eu quase sempre procuro não estar em casa, mas excepcionalmente hoje não pude me livrar.
e foi hoje que ele resolveu sair da rotina e tocar a belÃssima música 5 vezes.
opa, sexta, enquanto eu publico isso.
o que eu acho impressionante é a simplicidade do moço: enquanto muita gente está esperando uma grana de fim de ano para comprar o ipod photo com 60 gb de disco para andar por aà com todos os mp3s do computador, o vizinho de baixo só precisa de um floppy para viver feliz.
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quarta, 3 de novembro de 2004
visões
alguns posts fresquinhos sobre a vitória de bush em blogs americanos.
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o começo da queda
link
não dá para olhar e achar que ele é a melhor opção para a economia ou segurança de uma nação, isso é conversa fiada.
bush ganhou porque o império tem que ruir, é quase que uma realidade histórico-newtoniana; subiu, desceu.
mas o mundo também perde? perde sim, mas eles perdem muito mais no final. estão vendendo o futuro para uma corporação do mal embustida na embalagem de um texano risonho de buchecha rosada.
e daqui a 4 anos, quem vai para o trono é o irmão dele, o atual governador da flórida. tenho certeza.
e o norte, mais esperto, vai querer se livrar do sul logo, logo. vem aí a guerra civil 2.
e, com muita sorte, eles vão se auto-explodir. e os bush vão olhar tudo de camarote, tipo nero em roma, já bem acomodados como líderes de algum país muçulmano que os “acolher”.
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