patolino samurai

socorro, assassinaram os looney tunes! o que passa pela cabeça de uma pessoa para transformar o patolino em kickboxer cibernético? gente, é o patolino… e o beep-beep? virou um urubu descolado!
coitadas dessas crianças.

socorro, assassinaram os looney tunes! o que passa pela cabeça de uma pessoa para transformar o patolino em kickboxer cibernético? gente, é o patolino… e o beep-beep? virou um urubu descolado!
coitadas dessas crianças.
é só o que se fala por aí:acharam um link escondido na home do wordpress.org que manda para uma página com artigos que nada tem a ver com o blogware mas que se valiam do alto índice do site no ranking do google para ganhar dinheiro com anúncios tipo adwords.
matt mullenweg, o developer e mantenedor do wordpress simplesmente servia esses artigos, cujo único objetivo era repetir o maior número de vezes palavras muito procuradas no google, e recebia uma comissão de uma terceira companhia que “criava” esse conteúdo.
o objetivo, segundo matt, era angariar fundos para que a wordpress, inc (empresa que funcionaria à parte do projeto open-source que é o wordpress) contratasse seu primeiro funcionário.
olha, a coisa toda cheira mal. primeiro, porque a prática é considerada 171 pelo google, é falsificação de conteúdo, você recebe por um serviço que está fingindo prestar.
segundo porque wordpress, inc. e wordpress.org deveriam ser duas coisas independentes.
é certo que todo esse lance de organizações open-source ainda está engatinhando e muito ainda tem que ser decidido: deveria ele, o mantenedor central do código, prestar contas de toda grana que entra por doações via paypal para os outros desenvolvedores envolvidos? eu acho que sim. tem muita gente envolvida no projeto, trabalhando de graça e que pensaria duas vezes antes de ajudar se soubesse que tem alguém tirando uma grana para empreitadas próprias - indevidamente.
tenho visto muitos desses fiascos acontecerem em empresas que estão começando, de uma forma ou de outra (lembram da mancada do movable type?). sabe como evitar todo esse desconforto? simplesmente não deixe programador gerir a empresa na qual trabalha, sempre dá merda.

estamos usando (até demais da conta, na verdade) esse controlador de projetos escrito em ruby aqui na firrrrma.
tem funcionado bem, só que a versão pro bono deixa cadastrar somente um projeto por vez, o que nos obriga a colocar nossos projetos como subprojetos de um projeto geral (que seria tudo que está vencendo e tem que ir pro ar no mês corrente).
fica um pouco bagunçado, mas se daqui a uma semana estivermos usando a aplicação com o mesmo fervor dos dois últimos dias acho que vamos pular para um plano pago.
“I’m the only one of us who had a choice. And, never mind what the Calvinists say - no man is truly damned until he has damned himself. The rest of you are just like trapped animals gnawing your legs off.”
Neil Stephenson, The Confusion
voltei pro baroque cycle - 1700 páginas to go.

mais um quebra-cabeça que um filme, primer não é para qualquer um.
exibido no vivo open air esta última sexta, deixou com certeza mais do que metade da platéia achando que foram 36 reais jogados fora.
o filme narra a história de dois engenheiros que se deparam, em suas pesquisas de garagem, com uma descoberta revolucionária que permite que eles se dupliquem e habitem regiões diferentes no espaço-tempo separadas por um intervalo discreto de algumas horas.
em meio à crises de uma existência americana suburbana e desapontados com o trabalho enfadonho numa grande corporação, ao invés de publicar ou patentear o processo eles preferem voltar no tempo e aplicar quantidades mínimas de dinheiro em ações de empresas que eles sabem subir de um dia pro outro.
tudo parece correr bem até que eles se vêem cercados de copias deles mesmos que não pensam necessáriamente igual aos originais.
é aí que primer vira a mesa e se transforma num thriller angustiante, porque vai se tentando resolver esse verdadeiro cubo mágico enquanto o enredo fica cada vez mais desconexo e violento.
o estreante shane carruth (que escreve, atua e dirige o filme, ganhador do prêmio do juri no sundance) não se preocupa em explicar o filme por inteiro, não se trata de uma cópia de memento, como eu já vi escrito por aí.
e é isso que pode decepcionar a audiência menos audaciosa: primer requer uma segunda, terceira e talvez quarta tentativa e vai te deixar com uma pulga atrás da orelha entre uma vez e outra. até porque por mais que a premissa seja um chute no balde de pretensão, fica a impressão de uma tênue linha de possibilidade matemática alí. dvd encomendado.

queria ver o schultze gets the blues outra vez. várias vezes, aliás. pra ter em casa.

estou adotando uma técnica mais drástica para aumentar um pouco a freqüência de raposas de fogo por aqui (estamos com 15% da raposinha e ainda 75% de ie).
como um botão só não tava dando conta, abracei a idéia do caio e estou mostrando uma mensagem toda especial para usuários do finado internet explorer.
gostaria de deixar clara minha opinião sobre o assunto. eu não sou contra o internet explorer e à favor do firefox. eu sou contra um browser abandonado, cuja última atualização foi há quase cinco anos.
(eu sei que o ie7 está sendo feito a toque de caixa, mas o ie6 está num estado tão crítico que não dá para esperar nem mais um segundo para trocar de browser, sério)
faço questão de deixar o blog (e tudo mais que eu faço) compatível com o máximo de browsers possíveis (você não pode nem imaginar o que foi aprontar a home xhtml do mtv.com.br para rodar em ie 5.0 de os 9) e não existe só o firefox por aí: o opera, o camino, o konqueror (e o safari, sua adaptação pro osx) e o omniweb são browsers que se mantém em dia tanto no quesito segurança quanto em obediência à padrões internacionais de tecnologia.
o que acontece é que uma campanha para que as pessoas abandonem o problema (ie) não tem tanta força quanto uma campanha que apresenta o problema e uma solução simples, fácil de instalar e compatível com vários sistemas operacionais (firefox).
uma dúvida recorrente por aqui é que tipo de público compra dvd no brasil. tipo, quem é o heavy buyer mesmo, não quem compra no fim de ano ou em ocasiões especiais - aniversários, amigos ocultos, etc.
sabe por quê? eu sei por alto que nunca se vendeu tanto, mas a qualidade está em franca decadência - já não se vê nem uma folhinha com os capítulos dentro (quando vem encarte é quase que invariavelmente spam de outros dvds e até outros serviços que nada ou pouco tem a ver com o dvd em questão).
a impressão no próprio dvd é cada vez pior também - quase padrão piratas de camelô.
fora esses lançamentos de distribuidoras “independentes” como a europa e imagem que até lançam títulos bem legais, mas quase sempre só em cópia fullscreen.
só que o preço, por incrível que pareça, está pau a pau com o americano, os nacionais às vezes até superando o preço da amazon.
exemplo: moça com brinco de pérola, lançado pela imagem filmes. R$39,90 na promoção da americanas.com. você tá comprando um dos filmes com a melhor direção de arte dos últimos tempos, só que em fullscreen, ou seja, com 40% a menos de filme, dvd simples. 40% a menos de scarlett johansson; veja bem.
agora olha lá o preço da amazon: US$11.24, ~ R$30,00. por um dvd duplo, widescreen, com uma pá de extras.

olha só o brilho eterno. R$44,90 (já vi por R$50,00). na amazon, a versão collectors, com mais um dvd, numa caixa folder digipak e um booklet de fotos sai por U$20.99, R$56 reais (R$55 se você usar o a9).
eu sei que não é pra todo mundo, tem que ter cartão internacional, às vezes pára na receita, tem que pagar mais imposto, demora.
mas para quem se vê como colecionador, compensa. e daí volto a minha pergunta inicial - qual a importância do cara que coleciona dvds no mercado brasileiro? porque está muito fácil (e compensador tanto no bolso quanto na qualidade do que se coleciona) deixar de comprar dvd por aqui.
“Shame on us!” the assemblage cries out as one, except for a young man in the cheap seats who discovers for the first time that he can give himself a blowjob. But that’s ok; the woman doesn’t mind.
Alan DeNiro, Fuming Woman (en Trampoline: An Anthology)

maya arul é a one-woman-band m.i.a.
filha de imigrantes cingaleses, maya é de uma singularidade de fazer arular, seu álbum de estréia, pular de gravadora em gravadora até achar a londrina xl, que teve peito para bancar o competente misto de electro, hip hop, reggae e letras politizadas.
m.i.a. parece uma versão bollywood de neneh cherry, no bom sentido. o álbum ecoa raw like sushi (debut de neneh em 89) de várias maneiras e o figurino da maya no sensacional clipe de galand (dirigido pelo ruben fm) parece entregar que ela tem bem noção de ter bebido no hip-house/acid inglês do final dos 80.
felizmente, arular não é para se analisar mas para se dançar. então, faça uma sessão galand - sunshowers - 10 dollar - pull up the people e acredita na foto!
o vaticano, sempre alerta, censurou o código da vince ontem.
os três padres que estão isolados em missão científica no norte da groelândia tiveram que queimar o exemplar que acharam congelado à beira-mar semana passada. dois já o haviam terminado.
constantine diverte: é uma fita de ação estilosa, com um enredo bem fundamentado (tem uma série de hq com alan moore por trás e isso não é dizer pouco), personagens que fogem do lugar comum, boas atuações e efeitos que se não são primorosos, seguem uma boa e consistente direção de arte e não passam aperto ao escrutino da tela grande.
vá ver!!!
ficamos parados no trânsito, exatamente na frente da igreja cujas portas abertas mostravam que a razão da confusão por ali era mesmo um casamento.
a música que escolheram para a entrada da noiva chamou nossa atenção: a bandinha tocava o assim falou zaratrusta com um desconserto que só comprovava a insolência da escolha.
só faltaram os macacos invadindo a nave da igreja com uns ossos na mão para o gran finale, mas essas coisas nunca acontecem!
essa última campanha da volks é a prova derradeira que os publiciotários brasileiros comem cocô.
pra começar, o raciocínio que se todo produto durasse bastante todo mundo perderia seu emprego é idiota. não se precisa nem argumentar.
agora, o desfecho é sofrível. incita um individualismo, um conformismo estúpido. e, pra imagem de uma empresa que deve ter uma certa preocupação (senão moral pelo menos no limiar do bom senso) com protocolos de cuidado com o meio ambiente, é ao menos danoso.
então continue consumindo produtos ruins, continue poluindo desenfreadamente, que eu fico com meu empreguinho e meu volkswagenzinho na garagem, ufa!

the perry bible fellowship - nenhuma outra tirinha na web chega perto. esse nicholas gurewitch comanda, sozinho.
em outra sessão de lembranças comuns da infância nos 80, eu lembrei de mais três coisas que eu assistia na tevê e de que, aparentemente, só eu lembro.
(eu tenho a tendência de lembrar de umas coisas muito específicas, o que faz a maioria das pessoas acharem que eu invento tudo.)
enquanto falam de herculóides e dos muzzarelas, eu lembro do pinóquio japonês que passava no sbt, que era a coisa mais arrasadoramente vil já feita no universo.

o pinóquio japinha comia, diariamente, o pão que o diabo amassou diante dos olhares inocentes de criancinhas, essas ignorantes, coitadas, de um mundo que podia ser tão mau.
o boneco de madeira queimou as pernas e ficou manco, foi alvejado por tiros de soldados, era enganado por todos os adultos e surrado por todas as crianças normais que ele encontrava pelo caminho. eu não lembro bem, mas aposto que até o grilo-falante dessa versão tirava um com a cara do pinóquio.
era, praticamente, meia-hora diária de lars von trier formatado para o público infantil.
o pior é que não tinha como não gostar deste panaquinha de madeira. os cabelos azuis dele balançavam ao vento, o que era um feature inédito naquela época, criava um realismo absurdamente real.
no final, assim como o desenho da orfãnzinha heidi (igualmente maltrada por todos ao seu redor), os créditos passavam com o pinóquio andando sozinho por bosques escuros, com uma música em japonês de dilacerar o coração.
continue lendo reminiscências catódicas →
a history of violence, novo filme de david cronenberg, já está sendo testado em platéias americanas.
e, segundo testemunhos dados ao ain’t it cool news, parece ser um crowd pleaser.
enquanto isso, o incansável howard shore prepara uma ópera com a sua trilha para a mosca.
pra terminar, dia 09 (quarta) vão passar o the brood no cinesesc, às 21:30. é cópia digital (dvd).

acharam deus no lado escuro da lua e o trouxeram para a terra. ele agora está construindo uma estrada. uma mulher sonha que não consegue mais voar e se submete à operações plásticas para transformar seus ombros em asas. uma entidade alienígena com a cabeça de caveira de cavalo. humanóides azuis andam de um lado para o outro gritando e curando a doença das pessoas que os geraram. alpinismo e adolescentes vampiros. londres, chuva, humidade e fog.
é impossível classificar m. john harrison, como essa coletânea de contos parece provar. seria beatnik se não entendesse tanto de física quântica, e sua londres, mesmo por vezes surreal, é de uma qualidade cotidiana que expurga qualquer traço de faz-de-conta.
seus personagens estão sempre à procura de algo nem sempre palpável e podem ser de um escrotismo barroco. as histórias podem tomar (e quase sempre tomam) rumos não tão agradáveis para leitores de um dan brown. o título do livro vem à tona várias vezes. quando você está escalando uma montanha (tema recorrente das suas histórias e paixão na vida real), se segurando no último fio de uma corda de sobriedade que está à ponto de ruir - lembre-se: essas são as coisas que nunca acontecem.
este things never happen e o seu light, que eu li ano passado, são motivo bastante para que harrison seja um dos mais completos autores de ficção contemporâneos, imo.
light é assombrante. é quase que um breakthru em ficção-científica tão importante quanto o neuromancer de gibson, só que de tão estranho e diferente não deve agradar o leitor padrão do estilo.
imagine como essa entidade alienígena de cabeça de cavalo aparece para um cientista que está no limiar de uma descoberta revolucionária, transformando-o num serial killer. e que anos luz dalí naves meca-orgânicas podem existir em várias dimensões paralelas por causa da tecnologia desenvolvida a partir dessa descoberta. outra existência alien habita toda forma de computador, otimizando procedimentos e melhorando a sua vida só porque eles adoram humanos. isso é só olhar light por uma fresta…
mesmo o pensaletes não sendo um blog que gira muito em torno de comentários, instalei o plugin para dar suporte a gravatares - o ícone fica ao lado do seu nome na assinatura de qualquer comentário se você tiver alguma imagem associada ao email que usou.
acho que eu vou ser o único nome com ícone, mas de qualquer forma acho bacana se a coisa pegasse por estes cantos…
estou pensando em fazer cópia local dos ícones num futuro próximo.

17 capítulos depois e meu personagem favorito de lost, o gordinho hurley (jorge garcia), ganha seu primeiro flashback hoje à noite, lá na gringa.
já era a hora, a primeira temporada tem só mais 4 capítulos. já se sabe que um dos personagens do alto escalão morre e que pelo menos um dos mistérios da ilha é revelado.
lost estréia dia 7 por aqui, os dois primeiros episódios encavalados, transmitidos ao mesmo tempo no sony e axn, às 20h.

robot stories deveria se chamar human stories: o primeiro longa de greg pak não é sobre robôs mas sim sobre pessoas inseridas num mundo onde a tecnologia as força, de uma forma ou outra, a entender, ou mesmo rever suas definições de humanidade.
os quatro segmentos nos quais o filme é dividido tentam, de maneira sábia e quase sempre não apelativa, sem muitos truques, atuações sinceras e baixíssimo orçamento, misturar os conceitos de tecnologia como mera ferramenta e tecnologia como extensão da vida humana. o resultado final é irregular, mas com alguns momentos primorosos.
continue lendo robot stories →