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terça, 31 de maio de 2005

ray loriga

“Two commercial planes have flown over low and close together. The recent increase in plane crashes is mainly down to this crazy behaviour by pilots, who try to make up for the actual lack of air space with imagination and arrogance. But what would aiports be without these little delights.”

Ray Loriga, Tokyo Doesn’t Love Us Anymore

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season finale do lost starstarstarhalf star

assim por cima, sem grandes spoilers, o capítulo duplo de fim de temporada de lost foi ok, mas não tão excepcional quanto se esperaria de gente que já colocou a protagonista de alias no meio da rua de hong kong ligando para a cia no último segundo de episódio e descobrindo que estava morta há dois anos.

tenho que tirar o chapéu para a morte de um dos sobreviventes, o ponto alto desse season finale pelo inesperado da situação.

dos mistérios da ilha nada foi revelado. quer dizer, deu pra ver um pouco o que seriam os tais monstros, mas serviu para encobrir ainda mais o verdadeiro intuito da ilha. ah, sim, eles não estão sozinhos lá, mas isso todo mundo já sabia.

não quero acreditar nisso mas tá parecendo que jj abrams, que nunca teve medo de ousar em alias (às vezes até em detrimento do bom senso e credibilidade da trama), está virando refém do sucesso da série e vai cozinhar o segredo em fogo baixo pra ver se o caldo rende mais temporadas do que deveria.

tomara que seja só pressa de entregar esse último episódio especial e que a coisa volte a entrar nos eixos na segunda temporada!

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anos atrás: ironia (2004), css em erros (2004), detenham-na (2004), o dia depois... (2004)

segunda, 30 de maio de 2005

gaiman no colégio

matthew cheney, autor do blog mumsimus e professor de literatura, resolveu inovar e incluir o american gods do neil gaiman como leitura obrigatória da sua classe de ginásio.

Not all of them enjoyed American Gods — some of the kids said it was just too weird for them overall, some never got into the story enough for the amount of pages to seem like anything other than a burden — but over and over again kids have said to me this week, “I’m glad we read that book,” or “I never thought I could enjoy a long book” or “I didn’t want it to end!”

eu ainda ganho olhares incrédulos quando digo que li 1984, admirável mundo novo e a revolução dos bichos no colégio. não acho, no entanto, que isso seja a maior razão do meu gosto por livros - meu avô era escritor, sempre tivemos muitos livros em casa e ler era diversão antes dos terríveis mela-cuecas do romantismo brasileiro serem empurrados goela abaixo pelas professoras de português.

mas o que cheney diz, e que faz muito sentido, é que mesmo com toda a repulsa à leitura como tarefa obrigatória (e iconoclastia característica da idade) o que pega mesmo é a inexperiência em decodificar histórias que misturam realidade com fantasia.

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domingo, 29 de maio de 2005

hal e ibm

“Does I.B.M. know that one of the main themes of the story is a psychotic computer? I don’t want to get anyone in trouble, I don’t want them to feel they have been swindled. Please give me the exact status of things with I.B.M.”

Stanley Kubrick in a letter to Roges Caras, August 31, 1966, The Stanley Kubrick Archives

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sexta, 27 de maio de 2005

must see 2005

listinha atualizada!

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anos atrás: gondry e rucker (2004), abarat no brasil (2003)

quarta, 25 de maio de 2005

acaba hoje

a segunda e terceira parte do fim da temporada de lost vão ao ar hoje lá na abc. quem já viu o episódio da semana passada via p2p sabe que o negócio vai pegar!

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segunda, 23 de maio de 2005

sith sense

este vader sabe-tudo é bem mais legal que o frango subserviente!

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anos atrás: genghis khan (2003)

sábado, 21 de maio de 2005

paul schrader speaks

“Without the Internet a film like this (DOMINION - PREQUEL TO THE EXORCIST) would just be forgotten. A few people would know about it, people inside the industry, but basically when this has happened in the past or when things like this have happened in the past, it just vanishes into a black hole of forgetfulness. With the Internet it’s possible to reach those people who are interested, and nurture their interest, and keep the talk about the film alive, because it’s never completely forgotten. Once it’s forgotten, the chance of bringing it back to life diminishes dramatically.”

Paul Schrader, Chud.com Interview

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anos atrás: tá dominado (2004), só roque salva (2004)

quinta, 19 de maio de 2005

a history of violence

a history of violence, o novo do cronenberg, já tem trailer exclusivo para o site de oficial de cannes. está na corrida ao palme d’or e dizem que tem gás pra isso. eu acredito!

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anos atrás: boroviçka (2004), matrix, considerações (2003)

quarta, 18 de maio de 2005

star wars: episódio iii starstarstarstar

anakin e pádme

vamos dar um viva à george lucas. a vingança dos sith é diversão das boas: tem profundidade (a história segura um bom roteiro, não é preciso encher tanta linguiça), é menos mecânico e mais humano (dá para se sensibilizar com os personagens) e seguro de si - é como se lucas, finalmente, estivesse a vontade com o mundo que ele mesmo criou.

por mais que se trate de uma série de filmes das mais conhecidas do cinema, todo filme tem que ter um conflito. o episódio iii, diferente dos dois primeiros, tem um dos bons: precisa explicar o porquê da conversão de anakin para “o lado negro da força”.

aí que george lucas peca pelo exagero: tem tanta cena cujo único intuito é fazer o espectador ter a mais absoluta certeza que anakin deve ir mesmo contra os jedi que é como se o próprio george estivesse do seu lado falando “entendeu agora, entendeu? viu só? mas você entendeu mesmo? olha isso aqui também!”

chewie ajuda yoda a fugir

isso acontece justamente quando o filme vai perdendo o momentum da batalha inicial, uma das mais audaciosas em termos técnicos de toda a saga. foi nessa hora que achei que o fato de ter dormido só umas 4 horas ia pegar e nem o thx estalando de puro da sala do kinoplex itaim iria me fazer acordar.

é quando anakin jura lealdade ao chanceler palpatine e parte para assassinar as crianças-padawans do templo jedi, uma das cenas mais emocionantes, que a vingança dos sith surpreende. a partir daí, lucas usa uma mão certeira para mostrar a conclusão de um plano diabólico arquitetado por palpatine desde a ameaça fantasma para convencer o senado que os jedis são inimigos do império e eliminá-los um a um usando o exército dos clones.

o confronto final de anakin com obi-wan, a transformação de anakin em darth vader (após uma cirurgia no corpo chamuscado e agonizante de um vader ainda sem a armadura negra) e o nascimento de luke e lea não poderiam ter sido melhor resolvidos visualmente. é o que esperávamos ver desde o episódio i, o grande elo de ligação com o que vimos na primeira trilogia há anos.

grande parte do mérito do filme fica com o magnífico desenho de produção, turbinado por uma industrial light and magic que parece revigorada depois de anos de trabalhos aquém da fama e dos oscars conquistados nos anos 80 e início dos 90. isso deve dar uma confiança à lucas, que dessa vez até passeia mais descompromissadamente pelos mundos da sua saga, fazendo da vingança dos sith um filme bonito de se ver, sem aqueles sustos que a gente leva quando um personagem ou outro se revela absurdamente como criatura de cgi.

por fim, saí da sala me despedindo da saga já sem muita saudade. reconheço o trabalho de lucas como um divisor de águas na história do cinema - ajudou a melhorar todos aspectos técnicos da realização de filmes; desde o som, passando pela edição e finalmente pela digitalização das produções, possibilitando que cada vez mais se façam filmes por menos dinheiro e, por conseqüência disso, até mais criativos.

o que não sinto nesse último filme é a sensação de desfecho. até porque ele é, na verdade, um prólogo visual para satisfazer o que já estava há muito subentendido. a história vai continuar, senão no cinema, na miríade de tie-ins e subprodutos da franquia star wars (já está confirmada uma série de tevê e muitos jogos da lucas arts são quase que filmes interativos).

wookies vão à luta

acho que a coisa até tem chance de se tornar mais interessante a partir de agora, uma vez que sempre achei (e por sempre quero dizer agora que sou homem barbudo) que em star wars a história se desdobrava para servir o filme mais do que é saudável quando se constata que, quer queira quer não, ela se baseia numa mitologia fantasiada por lucas que serve de base para outras mídias como livros, rpgs, videogames, etc e que, por isso, deve ter um mínimo de consenso.

passando a régua, corra pro cinema que vale a pena. escolha uma sala com som digital. e nada de ficar triste achando que é a última vez que vai ouvir falar da história dos skywalkers - seus netos ainda correrão pela sala fazendo air sabers resonantes: uoon uooon!

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anos atrás: street chaves (2004), wordpressed! (2004)

sexta, 13 de maio de 2005

antarctic journal

antarctic journal

este koreano já entrou na listinha só pelo competente trailer.

filmes de suspense em regiões geladas e filmes com zumbis têm uma influência inexplicável sobre mim. alguém já viu filme com zumbis *e* desastres envolvento muita neve? tremo só de pensar da possibilidade do crossover.

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xbox 360 specs

  • IMB PowerPC based CPU with three cores at 3.2 Ghz apiece
  • 500Mhz ATI graphics processor with 10MB DRAM
  • Detachable, upgradeable 20GB hard drives
  • Three USB 2.0 ports
  • Built-in Ethernet port
  • Built-in 802.11a, b, and g Wi-Fi
  • All games support 16:9 widescreen, 720p and 1080i resolution (and standard definition output)
  • 48Khz 16-bit audio, 32-bit processing and over 256 audio channels

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xbox 360 revelado

Xbox 360 is more than a videogame console. With links to broadband via it’s built in Ethernet, wireless support, built in Windows Media connect and Media Center Extender and the potential capacity for large storage capabilities, Xbox 360 is clearly poised as a Trojan horse ready to invade the living rooms of Windows users everywhere and leverage their PCs as media hubs, their MSN messenger IDs and happily deliver PVR functions via Media Center, as well as music, messaging and other software services that Microsoft will happily charge for.

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anos atrás: citando vandermeer (2004), vinte e três (2004), luke piestalker (2003), vingadores do espaço (2003), ringu, o livro (2003)

terça, 10 de maio de 2005

cena insólita

na fila do supermercado, 3 pessoas na minha frente. embaçando a fila, uma loira, presumivelmente a namorada do ex-participante de big brother, este que deixou a pobre coitada na boca do caixa com um pão na mão enquanto dava o truque de “esqueci uma coisinha” e fazia o restante das compras.

voltando com um carrinho cheio, ele ainda pede para alguém pegar um produto num armário fechado à cadeado. mais uns 5 minutos de espera - a loira olhando o vácuo, inabalável.

por fim, conta computada: 43 reais. o ex-big brother faz uma cara amarela e diz que vai dar um pulinho no carro para pegar o dinheiro, levando a loira junto.

15 minutos depois, pago e vou embora, vendo os empacotadores rindo, levando as compras de volta às gôndolas.

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resumo de filmes

tenho notado que muita gente chega aqui procurando por resumo de filmes no google.

primeiro achei que era para trabalhos de colégio/faculdade, lembrando aqueles resumos de livros que vendiam no cursinho pré-vestibular. mas os filmes são os mais variados, muitos, à primeira vista, sem possível cunho didático como constantine, madrugada dos mortos, (!), o exorcista

o que será que querem esses indivíduos? economizar tempo e fazer bonito em rodinhas de conversa mesmo sem ter que ver o filme? ou será que procuram a sinopse? será que existe uma demanda? one wonders

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anos atrás: diários (2004), diretores de fc (2004)

sexta, 6 de maio de 2005

primer starstarstarstarstar

dvd zona 1
widescreen 16:9
dolby digital 2.0 surround
$20.96

o dvd de primer não é a resolução definitiva da charada que o filme é. o comentário do diretor, no entanto, ajuda a esclarecer o problema deixando mais evidente certos axiomas cujas derivações você é que tem que se virar para descobrir.

a idéia, em poucas palavras (not!), é a seguinte: dois cientistas descobrem um jeito de isolar partículas num ambiente fechado, num movimento periódico entre um ponto e outro. cada partícula faz 12 (ou seriam 13?) viagens antes de voltar à posição inicial, criando um campo de tempo próprio.

quando abe entra na máquina, ele sai antes das 13 interpolações, 12 horas antes do abe principal entrar na máquina. abe conta para aaron sobre o teste, mas é um aaron que já é uma cópia de um outro, já que o evil aaron começa a experimentar com a máquina escondido de abe (e da outra cópia de aaron que ele dopou e escondeu no sótão). complicou?

que nada! a coisa complica é quando aaron e abe encontram ao acaso com uma terceira pessoa, thomas granger, pai da ex-namorada de abe, e constatam que ele teria descoberto sobre a máquina e a usado, já que ele está com a barba por fazer quando abe o tinha encontrado naquela tarde com a barba recém feita. eles perseguem granger até que ele tenha um derrame (ou algo parecido) e caia duro no chão.

como nenhum dos dois tinha contado nada sobre a máquina para ninguém, eles começam a pensar em qual situação uma das suas cópias teria tido que abrir o jogo.

abe, nesse momento, não sabe sobre a terceira máquina que aaron está usando para ajustar os últimos dias como ele bem entende. abe dopa a sua cópia e volta no tempo mais uma vez para tentar salvar granger e, fazendo isso, estraga o passado que aaron esteve tentando mudar. aaron, vendo que não tem mais saída, abre o jogo com abe.

o dvd tem dois tracks de comentários (um do diretor e ator shane carruth e outro com o restante do cast) e a transferência é boa, sempre levando em conta que o filme foi captado em 16mm e “explodido” para 35, o que dá um certo efeito granulado que se intensifica nas tomadas com menos iluminação. o som é decente para um filme que custou só 7.000 dólares, mas nada de espetacular.

é um dos melhores filmes do estilo que eu vi. é inovador porque apresenta um roteiro em forma de problema de lógica, como um desafio. quem quiser assistir um filminho sem compromissos, passe longe. agora, quem gosta de filme que pira o cabeção, primer é must see.

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anos atrás: nano-dna-roboto (2004)

quinta, 5 de maio de 2005

all about lily chou-chou starstarstarstar

dvd zona 1
widescreen 16:9
dolby surround 2.0
$26.96

lily chou chou é uma legítima idoru, um cantora pop japonesa que existe mais na mente dos otakus do que no mundo físico. é num fórum de um site de fãs de lily que os adolescentes, cujas vidas atribuladas são relatadas nas quase 3 horas (representando 3 anos) de all about lily chou chou, trocam confissões, sempre sobre a proteção do anonimato de seus nicks.

a cantora que dá nome ao filme é, curiosamente, só pano de fundo (sabe-se que ela existe mesmo pois acontece um show dela lá pelas tantas) para o diretor e roteirista shunji iwai retratar a agústia do dia a dia de um grupo de colegiais convivendo com bullying, suicídio, crime juvenil e “prostituição” (ou qualquer outro nome que abracinhos descompromissados e calcinhas usadas vendidas à executivos tarados deva ter) numa escola japonesa.

o filme começa narrando a história de yuichi, um menino franzino (e por isso obrigado a dar dinheiro e se submeter a todas outras vontades de uma das gangs do colégio) que, logo percebe-se, é o criador do site/fã-clube de lily. no segundo ano do filme yuichi fica amigo de hoshido, um colega do time de kendo do colégio e também fã de lily que é mais alto e mais confiante do que ele e que começa a defendê-lo da outra gangue.

só que um ano se passa e hoshido vai se transformando ele mesmo no mais temido chefe de gangue do colégio; vai se afastando de yuichi e o submetendo mais uma vez à tarefas como recolher dinheiro das colegiais que se “prostituem”, humilhar coleguinhas mais fracos etc.

numas das cenas mais marcantes do filme, yuichi descobre na entrada de um show de lily que hoshido é uma das pessoas mais legais do fórum do site quando ele marca de encontrar uma terceira pessoa e faz com que yuichi segure uma maça com o seu nick escrito, o sinal combinado. dá pra ver o mundo de yuichi desmoronando.

shunji iwai opta por intercalar as cenas “normais” com outras em que mensagens escritas no fórum por alguns dos jovens vão sendo digitadas na tela, talvez para mostrar a dualidade de como vemos esses adolescentes e como eles se vêem. funciona, mas também entedia - o filme é longo e o tema é sério; sem contraponto para torná-lo mais digerível, fica a vontade de que o filme passe mais rápido, sem intervenções, menos empolado.

o que ganha pontos para all about lily é a tremenda cumplicidade com que é filmado; a câmera de shunji iwai não se mostra intrusiva ou apelativa em momento algum. num segmento, para relatar a viagem de férias que um grupo faz a okinawa (com a grana roubada de um figurão num estacionamento de uma loja, diga-se de passagem), são os próprios atores que filmam o que vai à tela, como se estivessem registrando o momento para eles mesmos. nada seria igual àquelas férias - qualquer um deles pensaria assim se achasse o vídeo numa caixa velha alguns anos depois.

all about lily tenta (e acerta mais do que erra) ser um raio x, sem ranço panfletário, de uma juventude japonesa de futuro garantido, bombardiada de informação por todos os lados, armada de celulares e demais tranqueiras, mas que ainda não descobriu (por falta de vontade ou medo) uma nova ideologia para acompanhar os novos tempos. o que rege suas vidas são as seculares cobranças de honra familiar cristalina e êxito profissional incondicional. tudo muito bonito, mas quando a gente começa a se divertir?

sobre o dvd: o transfer deixa a desejar num filme cujas belas imagens de campos de arroz servem para antagonizar o desespero em algumas das cenas - a imagem podia ser mais enxuta. dizem que o dvd inglês e japonês são melhores tanto em vídeo quanto em áudio (o da zona 1 é um fraquinho japonês 2.0/dolby surround). entretanto o americano vem com um bom número de extras - making of extenso, cenas deletadas (das boas que aprofundam ainda mais a história e não das redundantes) e um vídeo com a mocinha que faz a voz da tal lily chou chou.

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