tom kills oprah

o trailer chegou à internet nesta madrugada e é bem legal.
nota-se que peter jackson carregou da trilogia de o senhor dos anéis a mania de retocar com matte-painting todo e qualquer shot com fundo de horizonte. com o povo da weta por trás, ele pode!

site falso muito bem feito para o lançamento do cold fear, novo game da ubisoft.
por alguns minutos achamos que a invasão dos exocells era iminente.

tem algumas fotos no flickr do que seria a interface do beta do ie 7. nada muito fora do normal, o selinho rss bem evidente.
o que eu não gostei foi essa janela do longhorn que, corrijam-me se estiver errado, parece aderir a mania de aço escovado da apple.

a night shade books, uma das editoras underground americanas mais bacanas, está fazendo a pré-venda de duas edições de luxo do já clássico “perdido street station”, o segundo livro do escritor inglês china miéville e o primeiro que se passa em bas-lag.
as duas edições (uma sai por U$75 e outra por $500) vêm com 5 ilustrações do famoso ilustrador edward miller (o cara deve ter um guinness por quantidade de capas de livro), autógrafo do china miéville e do miller e encadernação caprichada.
a edição mais carinha vem com uma dedicatória personalizada do autor.
se eu tivesse 500 doletas sobrando eu comprava, sem pensar duas vezes. é um bom investimento, já que miéville tem tudo pra ser um dos grandes novelistas deste século.
fiquei com a versão mais em conta, feliz.
só mesmo as corpulentas corporações internacionais ainda não entenderam que num mundo globalizado e ligado pela internet não dá mais para controlar o consumidor como um joão bobo.
a sony se debate em processos no reino unido para impedir que comerciantes ofereçam versões importadas do psp, o playstation portátil - bate o pé em atrasar a versão localizada como estratégia de marketing. tanto esforço à toa.
as tvs australianas também acionaram a justiça contra o p2p, que está comendo 16 por cento da audiência de shows como lost e desperate housewives, que chegam lá com até 5 meses de atraso.
junte à isso a dor de cabeça que os piratas asiáticos dão aos estúdios de cinema com a sua agilidade sobre-humana de colocar no mercado dvds “alternativos” até dias antes dos filmes entrarem em cartaz nos estados unidos e não é dificil chegar à conclusão que, com o avanço da tecnologia, o poder está nas mãos de quem compra e não de quem vende; hoje mais do que nunca.
é justamente a indústria cinematográfica que dá sinais que já entendeu isso: já está fazendo lançamentos simultâneos de filmes em cinema e em dvd nos mercados mais “pirateiros”.

fiz um novo remix para a karine alexandrino, de uma das músicas do último álbum, o querem acabar comigo, roberto.
“Nothing hurls a writer into stupidity more rapidly than the desire to be thought wise.”
novo paulo coelho esculachado no guardian.
“You can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will somehow connect in your future. You have to trust in something - your gut, destiny, life, karma, whatever.”
steve jobs fala aos calouros da universidade de stanford.

com a miniaturização de hds e processadores para palmtops, celulares e afins fica cada vez mais fácil criar próteses inteligentes.
“Microsoft and its fan boys/girls should stop confusing the message with the messenger. Instead of spanking the folks who are setting the record straight about Longhorn, why not cast blame on those who confused the messaging in the first place?”
mary jo foley está sendo espancada por falar uma ou outra verdade sobre o desastre que o longhorn poderá vir a ser.
não foi oj revisitado, não. eu era viciado no the michael jackson trial na e! e achei o resultado justo.
não porque eu ache que ele é bonzinho e nunca molestou ninguém - mesmo que existam n fatores que indiquem que ele pode ter abusado de criancinha a vida inteira, o que estava em jogo era o que a equipe de acusação apresentou no caso desse menino gavin.
e com os irmãos star e gavin, o que ficou muito, mas muito claro é que armaram um bom 171 e a promotoria, fraquíssima, falhou na escolha de várias testemunhas - muitas ajudaram mais a defesa do que as próprias testemunhas de defesa. a mãe dos chicaninhos, por exemplo, é uma louca varrida que nunca deveria ter aparecido num raio de 80 quilômetros do tribunal.
jacko tinha contra ele a imprensa, que, de maneira geral, se mostrou parcial desde a primeira sessão. pedofilia é um lance sério, mexe com uma raiva primal da gente, condenar é quase um reflexo.
agora ele podia tomar vergonha na cara, parar de cuidar dos filhos dos outros e voltar a fazer música boa.

ontem até me emocionei com o breakfast club reunion no mtv movie awards.
não gostei muito da versão do tal do yellowcard pra don’t you forget about me, mas podia ter sido pior (marilyn mason, ninguém te merece).
no mais, a cerimônia é sempre divertida: o napoleon dynamite levou, merecidamente, melhor filme, melhor ator e melhor performance musical - os sweet moves de jon heder eram quase que imbatíveis! será que a fox agora se anima de lançar o filme por aqui?

dois djs (1 2) “performam” a marcha imperial em scratches!
estou testando um novo feature por aqui.
agora quando se clica em uma das tags de qualquer post (ajax, technorati e tags, no caso deste que você está lendo), ao invés de ir somente para um índice de posts locais cadastrados com aquela tag, você vai ver uma lista dos últimos posts cadastrados no mundo todo com a mesma tag, sem sair desta página, usando o webservice do essencial technorati e um pouco de ajax.
não sei se isso já tem um nome bacana (dynamic tagging?), mas estou aceitando sugestões.
eu sei que, só testando nas últimas 48 horas, já adicionei 4 feeds de blogs bem bacanas ao meu agregador que eu talvez não tivesse achado de outra forma!
ps. como o kenji observou, um belo de um shift+reload é preciso para renovar os arquivos css e js do blog.
“The movie feels about twenty minutes too long; the reviews are mixed; nobody really loves it; and it grosses several hundred million dollars.”
leia!
steve jobs falou ontem que a apple vai mudar de fornecedor de processador, vai deixar a plataforma power pc e o processador da ibm a fim de chegar às máquinas de 3.0ghz.
agora daí tem gente falando que agora a apple vai vender computador barato e que todo mundo vai poder rodar osx em desktop pc, o que é um equívoco.
não tem nenhum truque para uma reviravolta no mercado de software aí. tudo parece ser uma questão de fornecer computadores (e laptops, no momento em que se vende mais portáteis do que estações de trabalho nos estados unidos) mais rápidos.
ou seja, “a precinha” dessa nova linha deve continuar o mesmo. o que pode retrair é a tabela das máquinas atuais - com essa mudança drástica na arquitetura das máquinas muita gente deve pensar duas vezes antes de comprar g5 com processador que deve sair de linha em breve.
“A Daslu é o traço de união entre o bom gosto e muitas oportunidades de trabalho” - Geraldo Alckmin
alckmin tem razão, a última coisa que são paulo precisa é de dasluzetes desempregadas.
com os faróis dos principais cruzamentos já tomados por criancinhas vendendo chicletes e demais penduricalhos, elas seriam praticamente obrigadas a ingressar no mundo da criminalidade!!
triste, muito triste. e como somos brasileiros e não desistimos nunca, continuo economizando pra ver se posso ir lá e pelo menos filar este picadinho nerrrrvoooso!

uma das séries de sci-fi mais bacanas dos 90 (senão “a” mais bacana) chega ao dvd dia 19 de julho lá na região 1.
terra 2 passava no canal usa aqui no brasil e durou só uma temporada. era uma série que fugia do esquemão star-trek e, talvez por isso, foi imensamente incompreendida na época.
narrava os problemas de uma expedição de colonização à um planeta terraforme à procura de um novo lar para uma uma humanidade que vive vagando no espaço depois de um apocalipse terrestre.
só que algo dá errado com a entrada deles na atmosfera e eles perdem metade do contingente, além de cairem no lado errado do planeta.
a série durou apenas 22 episódios e termina sem uma conclusão mas tem pelo menos dois tie-ins (1 2) que prometem contar o fim da história.
só tem dois “buracos” no roteiro de primer, deixados lá propositadamente: um deles é quem e em qual situação uma das cópias contou para o pai de rachel sobre a máquina do tempo, outro é o que o aaron que fugiu estaria construindo na fábrica da cena final.
veja o filme outra vez e comprove - dizer que o roteiro de um filme tem buraco só porque deixa lacunas para que quem assiste use um pouco a cachola não tem graça (au cas où vous vous demandiez).
outra, a fotografia é boa pacas, a cinematografia é que deixa a desejar - o foco se perde às vezes entre um movimento de câmera ou outro.
e o filme é amador no sentido que é a primeira incursão cinematográfica de um engenheiro, mas se todo filme amador for ruim, estou preferindo os amadores aos profissionais ultimamente. que bom que o kottke concorda comigo.

batman begins, de christopher nolan (de memento e insônia), funciona bem como veículo da franquia batman: dá uma revigorada no personagem, trazendo-o mais perto do que já se fez de adaptações de hérois de hq nesses últimos anos (pense x-men e homem-aranha). o roteiro é bem amarrado e, depois de um começo lento que mostra as origens ninjas e jiu-jiteiras (!??) do homem-morcego, engrena de vez e faz um bom balanço entre os diálogos cheio de frases de efeito (”você é aquilo que você faz e não o que é por dentro”, “treinamento não é nada, vontade é tudo”) e a ação per se.
só que nolan optou por mostrar o mundo de batman sem se valer do look dos quadrinhos e o desenho de produção, embora competente, fica em segundo plano sempre. gotham está mais para uma são paulo cinza do que a metrópolis gótica e escura que conhecemos dos filmes de tim burton. a fotografia, que se mostrou tão importante em recentes adaptações de hqs que deram certo como hellboy e constantine, deixa bastante a desejar em batman begins. batman me parece um personagem que viva muito mais na sombra do que sobre a luz de holofotes como nolan em grande parte da fita preferiu fazer. é algo que até ajudaria a esconder o efeito caricatural que emana de um homem já feito vestido de uma armadura de borracha que o impede de expressões corporais mais elaboradas.
o próprio christian bale não ajuda muito em tirar o estigma do super-herói múmia deixado por michael keaton. ele está visivelmente mais a vontade como o alter-ego playboy bruce wayne do que como o cavaleiro morcegão - ele inventou um tom de voz para retratar batman que irrita, não soa natural.
apesar dos deslizes, nolan é competente e armado de um elenco estelar, que além de bale conta com belos trabalhos de liam neeson, michael cane, gary oldman, morgan freeman, rutger hauer, tom wilkinson e katie holmes (ufa!), entrega um filme que tem seu mérito e fica muito acima de adaptações puramente caça-níqueis como elektra e demolidor.
batman begins só decepciona porque tem os ingredientes certos para ser o zeitgeist do cinema inspirado em hq mas talvez nas doses erradas.

terrorist style - o must em qualquer aeroporto internacional americano!