home/ arquivo julho de 2005
quinta, 28 de julho de 2005
cinema digital
hollywood tem presa. eu, por outro lado, não me sinto a vontade para dizer se gosto ou não.
tem algumas cópias digitais já chegando por aqui. caiu do céu foi uma. não gostei.
é algo que eu me acostumaria com o tempo, mas, quando george lucas sobe no palanque e defende a projeção digital, está falando dos projetores de 50.000, 100.000 dólares que deverão carregar o selo THX de excelência, algo que nunca chegará ao cinema mais próximo de nossas casas.
se com 1.500 reais você consegue ter um som dts na sua sala que é melhor do que 9 em 10 salas de cinema no brasil, caso os cinemas optem por usar projetores digitais da mesma categoria de seus sistemas de som, compre um benq com 1.000 lúmens e fique em casa.
carregando...
segunda, 25 de julho de 2005
electric 80s
tracklist perfeito!
[link via g3rm]
carregando...
é pra entrar em pânico?
não sou bom futurista e estou longe de ser um entendedor do mercado financeiro.
a boa saúde da economia, que se mostrava inabalável mesmo diante dos fatos alarmantes que saem todos os dias de brasília, parece estar com os dias contados (1 2).
carregando...
anos atrás: a volta (2004), cadê? (2003)
sábado, 23 de julho de 2005
terra dos mortos 




acho que irei escrever mais sobre ele, mas agora só quero, preciso, soltar um puta que pariu, que filmaço!!!
george romero se reinventou. não vá esperando a fórmula requentada acrescida de tudo que se tem feito nos filmes de zumbis mais atuais.
terra dos mortos é tão fresco quanto os petiscos dos quais os mortos-vivos se servem!
carregando...
quinta, 21 de julho de 2005
djeiando no rio
eu toco da 00h às 02h.
link
update: a gol cancelou o vôo 1660, não conseguiu pousar em congonhas antes do fechamento do aeroporto, diz ela devido a intensidade do tráfego aéreo, portanto culpa da embraero, mas tudo indicava que a empresa estava com atraso de mais de uma hora em mais de um vôo.
conclusão, não pude ir a festa e, com muita argumentação, consegui que me deixassem em casa, me livrando, pelo menos, do ônus do taxi de volta. morri com o dinheiro da ida ao aeroporto, porque segundo a gol a culpa não foi deles.
eu vi pelo menos 3 pessoas reclamando de diferentes vôos gol cancelados, sendo que o de todas as outras companhias aparentemente decolaram.
até a hora que saí de lá, umas onze e pouco, eles estavam fretando pelo telefone um ônibus de turismo para levarem os passageiros que quisessem embarcar na madrugada de sábado num vôo que sairia de cumbica, sem conseguir precisar o horário que o vôo pousaria no rio.
parece que a gol quer fazer mais vôos do que seria possivel com o seu número de aeronaves.
ponte aérea gol, nunca mais!!!
carregando...
zumbizinhos descolados
por que programaram zumbizinhos descolados a achar que quentin tarantino é o ápice do cool, e george romero é quem mesmo?
digo isso porque tentei, por alguns segundos, explicar a um deles porque achava que a trilogia dos mortos de romero era contestadora de várias maneiras, sem nenhuma resposta compreensível por parte do outro (catatônico) interlocutor.
mas, talvez como os próprios zumbis de romero, estes zumbizinhos descolados não consigam se livrar da primal obsessão, os de romero por carne humana, eles pela credencial para curtir o próximo show mais badalado do momento na faixa.
contando as horas para o terra dos mortos.
carregando...
terça, 19 de julho de 2005
além de hogwarts
harry potter é bacana?
você fica esperando sempre pelo próximo e faz fila pra comprar o livro ainda em inglês, entra na pré-venda e tals?
parabéns, você gosta de ler e um pouco de boa fantasia escapista faz o seu dia a dia mais interessante.
então, depois de ler o príncipe mestiço, que tal dar uma olhada nestes escritores (1 2)?
[via mumpsimus]
carregando...
sexta, 15 de julho de 2005
weekender
listinha a ser vista no finde (1 2 3).
carregando...
google cinéfilo
nunca tinha visto o feature, existe há muito tempo?
carregando...
terceirize seu emprego
Programmers are outsourcing their software modules to cheap and efficient labour in India. This way they get the best of both worlds- more money and more time. They earn doubly - one from the outsourced job, other from the new job they undertake.
link
i’m half as cheap as any coder from india. and i’m willing and able!
carregando...
quinta, 14 de julho de 2005
the exorcism of emily rose
um dos filmes mais aguardados por aqui já tem trailer online e é bastante promissor.
parece um remake de o exorcista, mas a possuída morre durante o ato (o quê? no sequels!?) e o padre é julgado por assassinato.
o site oficial.
carregando...
quarta, 13 de julho de 2005
simulacra
Something sizzled to the right of him. A commercial, made by Theodorus Nitz, the worst house of all, had attached itself to his car. “Get off,” he warned it. But the commercial, well-adhered, began to crawl, buffeted by the wind, toward the door and the entrance crack.
Philip K. Dick, The Simulacra
carregando...
sexta, 8 de julho de 2005
the american astronaut 



american astronaut é um musical western espacial. e dos bons!
vi pela primeira vez em 2002 na mostra e gostei. há uns meses atrás saiu o dvd e comprei, vi outra vez, e pude comprovar que é realmente muito estranho, mas, em toda sua estranheza, cativante.
é filmado num preto e branco bem granular e conta a história de um astronauta entregador de pacotes (um motoboy espacial) que, ao entregar um gato à um dono de um armazém num planeta distante, aceita um novo trabalho dele.
a tarefa é trocar uma valise contendo um clone mulher feito a partir do dna do dono do bar (portanto, supõe-se, não muito bela) pelo incrível menino que viu os peitos de uma mulher, famoso porque é o único homem num planeta minerador que teve contato com uma mulher de verdade. o menino faz shows esporádicos onde conta aos mineradores mais produtivos como eram os divinos dotes da mulher que ele uma vez viu trocar de roupa.
tendo o menino sido trocado pelo clone da mulher (este com certeza muito mais valioso que o show já desgastado do incrível), o entregador samuel curtis (interpretado pelo autor-diretor-compositor-cantor cory mcabee) deverá seguir para venus, um planeta para onde a maioria das mulheres do universo se mudou depois de desistir da convivência com os homens, portanto habitado apenas por fêmeas com a exceção de um espécime masculino, este mantido como um zangão-rei até a sua recente morte.
lá, curtis deverá dar o incrível menino em troca do cadáver do finado macho, que deverá ser retornado à sua família na terra, aonde curtis será belamente recompensado por todo o trabalho.
tudo muito simples e até corriqueiro para o astroboy não fosse professor hess, um cientista serial killer com uma arma desintegradora, que está querendo matar curtis à qualquer custo depois de descobrir numa auto-análise que a simples existência do entregador é a origem de todos os seus problemas.
as músicas (afinal, é antes de tudo um musical) variam entre um rock vaudeville inspirado talvez em antigos musicais da broadway, o blues e até garage rock. são boas o bastante para terem vida própria.
os números musicais em si não chegam a cansar (não costumo gostar de musicais). alguns são até os grandes momentos do filme, como os velhinhos dançando e cantando “hey boy” no banheiro do armazém enquanto curtis tenta dar um barrão em um dos reservados e quando o próprio curtis entoa a “the girl with the glass vagina” em homenagem à rainha venusiana.
o dvd é bem cuidado. além de uma ótima transferência para o digital, a trilha foi remasterizada para surround sound e o pack de extras é bem servido com storyboards e desenhos de produção.
agora, o grande destaque é a trilha de comentários, que é gravada ao vivo no lounge de um bar com todo mundo bebericando e sabatinando o diretor, e pode ser vista como se fosse um feature multi-ângulo durante o andamento do filme.
cory mcabee é um cara legal e está atrás de financiamento para seu próximo projeto, que deverá envolver lobisomens e outras tantas músicas bacanas.
carregando...
quinta, 7 de julho de 2005
favela rising
“The 2005 Cinema Paradise Independent Film Festival came to a close July 1 but I got to talk to two filmmakers who were on hand to show their films. The first one was a powerful and engaging documentary called FAVELA RISING. Directed by Jeff Zimbalist, the 78-minute film won the Best Documentary Filmmaker Award at the 2005 Tribeca Film Festival. It was so popular the first night it was shown that it was brought back for a second screening on closing night.”
link
carregando...
terça, 5 de julho de 2005
wallpaper da celebration
você já conhece as já celebradas fantasias do celebration complex né?
baixe o wallpaper que o nícolas fez.
carregando...
tiger skin
tou usando e gostando deste plugin que dá um visual tiger à área de administração do wordpress. bonito e organizado.
carregando...
dia do haiku
Chuva e frio:
O inverno cinza-escuro, ele pensa,
Chegou pra ficar?
escreva o seu também!
carregando...
anos atrás: zlad! (2004), liberou (2004)
segunda, 4 de julho de 2005
distopia, avante!
O governo de Assunção acaba de autorizar o estacionamento de tropas norte-americanas em seu território. Pela primeira vez teremos bases estrangeiras permanentes na América do Sul, e em região estratégica continental. Nessa tríplice fronteira se encontra a maior represa do mundo, a de Itaipu, de cuja energia todo o território paraguaio e grande parte do território brasileiro dependem.
link
carregando...
casshern 


o visual do filme impressiona. mas também só isso. baseado num anime daqueles bem complicados, o passo dessa adaptação para o cinema é maçante, com mais de duas horas de filme, muitos diálogos desnecessários e menos pancadaria do que o trailer prometia.
o futuro apocalíptico, uma mistura de steampunk com arte propaganda, é conseguido com um 3d que poderia ser menos polido e mais crível.
enfim, a idéia é boa, mas precisava de mais know-how na execução. só que quem tem o know-how nunca apostaria num filme destes. o, well!
carregando...
domingo, 3 de julho de 2005
guerra dos mundos 



quando criança, dormia tarde e assistia a tudo que queria na tv.
vi o exorcista e dormi mal por alguns dias. vi o invasores de corpos do philip kaufman e fiquei semanas com medo de ser duplicado por plantinhas que caiam do espaço. vi v, a batalha final e quase chorei quando os alienígenas bonzinhos eram répteis sacanas que estavam roubando toda a água do nosso planeta. vi tubarão e não queria entrar no mar quando ia à praia. poltergeist, entrava relutantemente em piscinas em noites quentes de verão. vi o guerra dos mundos de 1953 várias vezes nas sessões corujas de sexta e sábado de madrugada, e não queria encontrar, de jeito nenhum, o que estava dentro dos tripods de h. g. wells.
filme bom é filme que deixa cicatriz, disse uma vez david fincher. e todos os bons filmes dessa época são como cicatrizes que trazem memórias de um tempo em que tudo era novidade, num universo em que ataques extra-terrestres, tubarões gigantes e almas penadas poderiam acontecer a qualquer momento (isolados ou em combos: tubarões alienígenas, almas penadas espaciais, tudo muito plausível). estes eram os medos que habitavam nosso mundo, longe das preocupações com o dinheiro que talvez falte no fim do mês, ou a saúde de um ente querido que anda mal das pernas.
foi com o intuito de rever os thrills de criança ao ver a versão de 53 de alguma maneira revitalizada pelo spielberg de a.i. e minority report que fui pro cinema. não me decepcionei. mas também não fiquei analisando os remendos da roupa pra ver se resistiria à vários ciclos na máquina de lavar-roupa, se é que você me entende.
h.g. wells escrutiniza o ser humano melhor do que muitos outros escritores. acho que já falei aqui que a ilha do dr. moreau é uma análise sobre a tecnologia gone evil tão importante quanto 1984 e admirável mundo novo.
spielberg faz bem quando percebe que a história de guerra dos mundos é a história de uma célula familiar que tenta, de todas as maneiras, sobreviver à um invasor estranho. isto é mais importante, nesta sua versão, do que analizar este verdadeiro extermínio da raça humana de uma visão mais global.
é aí que se encontra, talvez, o ponto fraco do seu remake. roland emmerich com o dia depois de amanhã conseguiu, ano passado, entregar um épico que lida com uma tragédia global com extensões para o escopo familiar, político e científico de maneira eficaz. spielberg, talvez até com mais dinheiro, estremeceu apenas a vida de uma típica família disfuncional americana.
porém, é claro que isto foi propositalmente acertado. quisesse spielberg promover a destruição das sete maravilhas do mundo moderno, ele a teria feito melhor do que qualquer um - idustrial, light and magic de um lado, john williams do outro (aliás, que bela trilha, eim). existe uma preocupação que ocupa cada segundo do filme, e ela é a de tratar a memória dos tripods de 53 (e de uma geração cresceu com esses filmes de ficção-científica) com carinho. os tripods são elegantemente desengonçados e low-fi. a narração de morgan freeman, que abre e fecha o filme, é reminiscente de 10 em 10 filmes b que povoavam as matinês americanas décadas atrás.
é por isso que este guerra dos mundos diverte como um filmão b com a assinatura de spielberg, longe demais de um tratado sobre o encontro com vida inteligente extra-terrestre (como foi o seu próprio contatos imediatos) ou um independence day encontra a lista de schildler.
eu, rapaz crescido, voltei pra casa e estava esquentando água para uma chícara de café, quando ouvi pessoas gritando no meio da rua, pela janela. por um micro-segundo pensei que um tripod poderia ter aparecido no horizonte - fudeu! depois, lembrei - quarta-feira, jogo de futebol.
só sei que em algum lugar vai ter uma criança que vai pensar duas vezes antes de fechar os olhos, antecipando a ensurdecedora buzina de ataque dos tripods. e isso é muito bacana!
carregando...