sonho de consumo

se eu tivesse uma salinha thx dessas em casa…

se eu tivesse uma salinha thx dessas em casa…

sim, ela está em são paulo outra vez e o seu show é definitivamente a coisa mais divertida que eu já vi em terras tupiniquins.
perdi o café camalehon, mas sexta estarei na funhouse de qualquer jeito!
vamos!
Turnê ‘Sou anti-Gal, anti-Maria Rita, meu nome é igual’

comecei lendo o último livro do china miéville já esperando uma subida Ãngreme e lenta, escorado no estilo dos dois outros livros dele que se passam em bas-lag, ambos já muito comentados por aqui, perdido street station e the scar.
iron council não é diferente. sedimenta o estilo de miéville e este é lento, exaustivamente criativo, preocupado mais com o efeito de cada uma das suas sentenças do que manter o leitor acordado à noite, indo de capÃtulo em capÃtulo. não existe cliff-hanger que funcione com miéville.
justamente por este ser o livro mais audacioso em sua forma, miéville consegue se safar como um escritor de fantasia que revisita o seu universo paralelo pela terceira vez, numa carreira que gerou até hoje apenas quatro livros.
a predileção do autor pela forma nem sempre age a favor de quem lê iron council.
o exemplo mais claro é quando quase na metade do livro miéville pára o bonde e regride quase duas décadas para contar a história de judah law e a sua conexão com os peões rebeldes que, após uma série de infortúnios (estes sempre presentes na história da sua metrópolis-mor new crobuzon) roubam o trem cuja linha foram contratados para abrir na faca e neste trem constroem uma cidade itinerante.

do concurso de mash-up de posteres de filme. esse eu via, fácil.

return of the living dead é a série-cópia (mesmo que bem feita) de dan o’bannon (roterista de alien e dead & buried) capitalizando em cima do sucesso do dawn of the dead de romero.
as partes 5 e 6, aprontadas rapidamente para pegar carona na nova onde de filmes de zumbis, vão provavelmente sair direto em dvd.
o que é uma pena porque pelo menos a quinta parte, rave to the grave, parece ser bem interessante: uns amigos levam uns comprimidos para uma rave de halloween. a droga é um tal de ‘z’ que faz todos dançarem até a morte (literalmente) para logo depois se transformarem em zumbis e comerem cérebros dos caretas da festa!
o trailer já está online (via o zombie.)

here comes everyone do aloha é o disco que eu mais escutei nos últimos 12 meses. o top 25 do ipod não me deixa mentir, todas as faixas estão nas primeiras posições e não há ninguém que tire elas de lá.
nem tenho o escutado tanto ultimamente, mas vale o desabafo aqui, nem que seja só para fins de arquivar o efeito do disco; fechar um ciclo.
desconfio que o apelo deve-se a um certo resgate de um som que não ouvi nos anos oitenta, o rock com um toque progressivo à the police.
não sugiro que ouçam porque não tenho argumentos para tal, só sei que grudou e me agrada o fato deles estarem firmes rumo a um novo álbum.

alguém me belisca, por favor.

uniko é uma aplicação que deixa você montar um álbum virtual de fotos digitais com uns templates e firulas; você paga e depois recebe o álbum fÃsico no conforto do seu lar.
ainda não interage com o flickr, como o qoop faz.
ah, e ainda está em beta. um povo que eu conheço está fazendo…
de setembro até o fim do ano tem uma boa leva de novos livros saindo, para desespero das minhas finanças, já tão atribuladas, coitadas.

a inglesa clare dudman estreou com o competente one day the ice will reveal all its dead, uma comovente ficcionalização da vida do cientista alemão alfred wegener. foi ele quem criou a teoria da deriva dos continentes, que sugere um continente único (pangeia) que teria dado origem a todos os outros depois de várias mudanças na crosta terrestre.
a teoria de wegener era motivo de chacota e seguiu desacreditada até a sua morte numa expedição a uma ainda misteriosa groelândia.
em 98 reasons for being, clare coloca seus dotes ficcionais para preencher a vida do médico alemão heinrich hoffmann, um dos percussores da psiquiatria. se for metade do que o one day… foi, já está valendo.
quem me visita sabe que eu não tive uma boa experiência com o submarino.com recentemente, mas o que está acontecendo (1 2) precisa ser visto de outra maneira.
descobriram um erro num cupom que era enviado à membros do clube uol na última sexta-feira, cupom que, em compras acima de 50 reais, dava um abatimento de 15 reais do seu valor total.
algum programador desavisado, porém, multiplicou os 15 reais por cada item que o cliente tinha no seu carrinho.
foi só o primeiro espertinho descobrir o bug e publicá-lo no orkut para uma massa de e-gersons entrarem no site de comércio eletrônico e fazerem a rapa, alguns alegadamente comprando mais de 3.000 reais e pagando 200 (em 12 vezes sem juros no cartão, lógico).
agora que o submarino cancelou os pedidos com erro e extornou os valores, querem meter processo.
só vejo uma chance de se ganhar um processo desses: se o email mandado para os membros do clube uol não foi claro o bastante quanto a aplicação do tal desconto.
caso contrário, diga adeus aos seus 400 novos dvds por 2 reais cada.
é lógico que a confiança na marca submarino está comprometida. se a loja tivesse fundos para arcar com o prejuÃzo desse fim de semana arrasa-estoque, deveria até pensar em honrar todos os pedidos e ficar com a imagem de vó relapsa que mima os netos (e não de mãe chata que estraga a brincadeira das criancinhas).
eu, por exemplo, não sei se faria alguma outra compra grande lá, até porque sofri com os prazos estipulados por eles na hora de trocar um equipamento comprado com defeito.
umas dicas para os gerentes de tecnologia e diretores de marketing do brasil:
será que o submarino aprendeu a lição?
roger avary comprou os direitos para filmar o glamorama do bret easton ellis. o co-criador de pulp fiction já tinha escrito e filmado a excelente adaptação de ellis, regras da atração.
via ain’t it cool
assista ao kanye west sendo gongado pela nbc quando falava que george w. bush não gosta de negros numa transmissão especial para angariar fundos para a missão da cruz vermelha em nova orleans.
“I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don’t let people criticize you for this — after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?”
“This is a nuthouse”
15.000 pessoas vivendo dentro de um estádio. mulheres e crianças estupradas, tiros, saques, suicÃdios, cocô de gente para todo o lado.
um relato triste de um paÃs que criou uma indústria para invadir outros paÃses, ferir suas soberanias e instituir novas ordens em poucos dias, e que não consegue colocar essa mesma máquina para cuidar dos seus.