home/ arquivo outubro de 2005

segunda, 31 de outubro de 2005

vandermeer

“The jungle is easy, Dradin. I could survive, frail as I am. It’s the city that’s hard.”

Jeff VanderMeer, City of Saints & Madmen

# 12:05 · comente (1), arquivado em livros
explore as tags tags: books, quotes, vandermeer+
sexta, 28 de outubro de 2005

séries

carnivàle terminou essa semana com tudo que a gente queria ver e uma sobra desnecessária. será que houve uma falta de comunicação entre a hbo e os produtores da série?

a segunda temporada estava mais corrida, com cara de quem já sabia que era a última. e então temos um final com uma grande reviravolta, daquelas de dar raiva por ter que esperar para saber o que irá acontecer meses depois.

só que a hbo confirmou mesmo que a série acabou por ali mesmo. e agora?

acho que com carnivàle a hbo achou um limite; até onde ela pode ir, o quão diferente ela pode ser com as suas séries. e perto de carnivàle, sex and the city e sopranos são até bem convencionais.

tem gente dizendo que a igreja católica fez pressão para a série não continuar (o padre da série era o demonho himself), mas, convenhamos, que tipo de força ela ainda tem nos estados unidos?

o que rolou mesmo foi que uma série sobre o macabro, que se passava nos anos negros pós quebra de 30, com um texto de altíssima qualidade foi demais até para o público mais esclarecido da hbo.

Invasion Cast

invasion, irmã caçula do lost na programação da abc, foi feita mesmo sob encomenda para pegar o público desse que é seriado mais visto da tv americana.

e até que não faz feio. pecou por ter tido um episódio de estréia que precisou apresentar muitos personagens e acabou não dizendo muito a que vinha.

só que já na segunda semana deu uma boa engrenada e já ganhou a minha atenção.

como o nome sugere, tudo indica que uma cidade da flórida devastada por um furacão (nada mais atual) esteja sendo invadida por seres alienígenas, que estão trocando pessoas por clones, no melhor estilo invasores de corpos.

não é tão boa quanto lost, claro, tem uns atores bem chinfrins, mas, por outro lado, tem se mantido fora dos clichés básicos de séries com ets e abduções, mesmo que para isso precise tomar emprestrado outras tantas idéias.

# 01:43 · comente (0), arquivado em tv
explore as tags tags: carnivàle, lost, invasion, hbo, tv, series+
segunda, 24 de outubro de 2005

marcas da violência starstarstarstar

david cronenberg é provavelmente o diretor com a filmografia mais singular da atualidade. é simplesmente impossível de se prever para onde o interesse do film auter canadense vai o levar.

se com spider, seu penúltimo, cronenberg deixou de lado a veia do terror visceral que caracterizou seus primeiros filmes (mesmo que o livro de patrick “new gothic” mcgrath em que o filme era baseado tivesse uma boa predisposição à uma adaptação neste estilo), cronenberg revisita rapidamente o seu lado mais gore em marcas da violência.

não que marcas seja, por isso, de alguma forma mais previsível do que spider, por exemplo.

baseado na hq homônima, a history of violence (título original) narra a história de tom stall, arquétipo do americano interiorano, que vê sua vida mudar a partir do momento que mata, com surpreendente maestria, dois sujeitos que tentavam roubar sua lanchonete.

depois de virar pauta em noticiários como herói local, tom stall (interpretado competentemente por viggo mortensen) desperta o interesse de forasteiros que alegam que ele é uma outra pessoa, com um passado negro.

é o tratamento dessa dubitabilidade quanto ao caráter de tom que faz o filme de cronenberg brilhar ou provocar quem vê o filme como uma discussão sobre a origem da violência.

pois este interiorano redneck é, para alguns, a identidade secreta de um super-herói. tom stall seria geneticamente “programado para matar” mas naquela fase de negação que a maioria dos super-heróis passam de tempos em tempos.

a prova disso viria numa das melhores cenas, na qual o seu filho, o cdf eternamente saco-de-pancadas dos atletas populares descobre seus “superpoderes” e dá uma surra homérica em seus algozes.

estaria cronenberg implicando que a violência é de origem genética e não só de uma condição socio-econômico cultural?

pessoalmente, acho que isto está tão longe de ser a principal razão pela qual o filme funciona que não precisaria ser pauta para tal discussão.

marcas da violência mostra como a natureza humana pode acimentar uma via fácil e quase irrecusável de resolver qualquer coisa na base do tiro e da porrada.

o sucesso de público, talvez o maior de cronenberg desde a mosca, deve-se ao fato de que, como todo bom filme, este funciona não apenas num só nível. poderia ser um filme retórico e enfadonho, mas funciona como um tarantino bem menos inconseqüente.

# 21:02 · comente (2), arquivado em filmes
explore as tags tags: cronenberg, movies, reviews+

não, não entendo

um direito do cidadão é mais do que um direito pessoal. no caso das armas, mesmo sendo um direito pessoal, abro mão dele pelo direito de todos a vida, sem pestanejar.

do mesmo jeito que agüentaria todos os tropeços da gestão da dona marta por mais 4 anos por achar que ela fez um bom trabalho social para os mais carentes, que, com mais qualidade de vida, melhorariam minha vida por tabela.

é um círculo, e muitas vezes é preciso abdicar de alguma coisa que te beneficiaria diretamente hoje para que você seja beneficiado de maneira mais completa e duradoura no fim do processo.

o meu consolo é a desconfiança que muita gente tenha interpretado a pergunta como “você acredita na capacidade deste governo de impedir a venda de armas” ou simplesmente não tenha entendido o que foi a coisa toda.

a minha faxineira, por exemplo, veio me perguntar como ela deveria votar no “reverendo“. ela teve a casa invadida e a sobrinha assassinada a tiros ano passado e queria saber se eu achava que o sim poderia impedir que isso acontecesse outra vez.

tenho certeza que na casa dela o sim venceu.

o que eu não consigo entender é a correlação entre quem votou não “com vigor”, como li na folha, e quem já teve uma arma apontada para si - seriam 23% dos 64% da contagem final.

agora me respondam, 23%, como ter porte de arma poderá ajudar vocês na próxima vez que alguém colocar uma arma a suas cabeças?

# 19:19 · comente (3), arquivado em atualidades
explore as tags tags: referendo, plebiscito, desarmamento+

anos atrás: checking-in (2003)

quinta, 20 de outubro de 2005

flock you

flock é um browser baseado no gecko (ou seja, usa a mesma rendering engine do firefox, portanto se beneficia de toda a estabilidade, robustez e compatibilidade do mesmo) que possui uma gama de ferramentas xul (seriam como as extensões do firefox) embutidas que te dão o poder de controlar seus feeds favoritos, seus bookmarks no del.icio.us, suas fotos no flickr e até mesmo editar o seu blog, tudo de dentro da interface do próprio navegador.

acabei de baixar um developer preview e mexer um pouco.

a princípio, a interface precisa de ajustes e nem tudo é óbvio - aonde coloca o login e password do del.icio.us? fiquei um bom tempo procurando.

outra: pode ser que realmente eu não tenha entendido, mas parece que tudo que eu coloco no meus favoritos vira bookmark no del.icio.us automaticamente e eu não gosto disso.

uso o del.icio.us e os bookmarks no browser de maneira diferente: geralmente “tagueio” um site no del.icio.us que eu acho interessante num dado momento e quero lê-lo com atenção mais tarde, é uma coisa de momento mesmo.

já os meus bookmarks do browser são páginas que eu uso diariamente, como url de bancos, programação de cinema, sites com novidades em dvds e discos, links internos de sites do trabalho, etc. não sei se isso precisa entrar no del.icio.us “folksonomeado” e tudo mais.

o editor de blog também parece interessante mas está dando pau com os acentos usando a api do wordpress.

de qualquer maneira, a premissa de juntar tudo isso em volta de um browser com sabor mozilla (portanto de eficácia comprovada) é bacana. vamos ver as próximas versões.

# 21:04 · comente (0), arquivado em web
explore as tags tags: flock, browsers, social bookmarks, web services+
sábado, 15 de outubro de 2005

ausência

caramba, zuou.

misturou veemebê com mudança de tribo (mudei de uma das dezenas ruas com nomes de tribos da vila pompéia para outra) e limpeza de meio de campo para umas férias de 20 dias.

pra piorar, resolvi fazer o tal do switch no meio disso tudo.

voltaremos em breve - por enquanto vá vendo o jardineiro fiel do fernando meirelles que mandou mais uma vez muito bem, ou o ótimo (e oportuno, em tempos de discussão intensa sobre o desarmamento) o senhor das armas.

ah, e eu voto sim.

# 03:42 · comente (3), arquivado em misc, atualidades
explore as tags tags: movies, referendo+