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segunda, 28 de novembro de 2005

firefox e sidetabs

inventaram uma extensão que deixa o firefox com as tabs tipo screenshot do omniweb.

essas tabs são bacanas porque dão uma referência visual para quem trabalha alternando entre duas ou mais janelas e ainda resolvem o pior da interface do firefox que é aquele único e solitário botão de fechar tabs perdido à direita do navegador.

como o hicks notou, o rendering dos screenshots dessa extensão de firefox (esquerda) ainda apanha muito do omniweb (à direita), que usa as funções nativas do osx para fazer o aliasing.

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anos atrás: china consolada (2003)

sexta, 25 de novembro de 2005

the descent starstarstarstarhalf star

dvd duplo zona 2, sistema pal
widescreen 16:9
som dts 5.1
£12.99
site oficial

the descent

the descent estava na minha listinha desde o começo de fevereiro.

pois acabou de sair em dvd na inglaterra e chegou quentinho em minhas mãos (o filme ainda não tem data de estréia nos estados unidos, mas, ao que parece, a lgf - que está assinando com todos os bons genre movies - prepara a distribuição para o ano que vem.

neil marshall é um nerd dos bons, um rato de videolocadora na adolescência assim como tarantino e peter jackson.

com a falta de criatividade em que o cinema americano de horror se encontra, este inglês já havia provado com dog soldiers, um mash-up de filme militar fim de domingo da globo com filme de lobisomem (soa ruim, mas o resultado diverte), que sabia fazer filmes de custo baixo e de boa qualidade.

these two rock!

the descent, seu terceiro filme, é daquele tipo de terror claustrofóbico e psicológico que colocou no mapa filmes como tubarão, alien e o iluminado.

a história começa quando seis amigas aficionadas por esportes radicais (é o girl flick que os homens rezaram para ver) decidem explorar uma caverna nas montanhas cheyenne a fim de reunir outra vez o grupo, abalado pela morte recente da filha e marido de uma delas.

tudo muito divertido, até que a montanha começa a destoar demais da rota já traçada por outros aventureiros e descobrir-se que uma delas, a encarregada pela escolha do local, resolveu desbravar uma outra caverna ainda não explorada por ninguém, só para aumentar o desafio.

algumas passagens apertadíssimas depois (ninguém com claustrofobia deve, em sã consciência, assistir a este filme), a caverna começa a ruir, deixando as spice-rapel-girls sem nenhuma escolha senão se embrenhar mais e mais profundamente no interior da montanha, à procura de uma outra saída.

vale a pena mencionar agora o jeito do qual marshall decidiu filmar este filme. é como ele mesmo diz no making of: “se não ficasse com a iluminação mais real possível, desligava-se todas as luzes e filmava-se com uma caixa de fósforos”. e é isso que ele conseguiu: em 90% do filme, você vai ficar com mais medo do escuro do que as seis divas do grito na tela.

a partir desse momento, tire os cardíacos da sala. como desgraça pouca é bobagem, as meninas encontram umas coisas no interior da montanha e elas estão com fome!

depois disso, não vai dar pra respirar direito. pode procurar em vão: não existe seqüências de sustos mais elaboradas em película este ano.

isto é tudo que eu vou/posso falar sobre o filme sem spoilers.

a trilha dts do dvd zona 2 é acachapante, merece ou um home-theater bacana ou pelo menos um bom dolby de sala de cinema . o woofer trabalha muito (quando uma das paredes da caverna começa a ruir é como morar a uma quadra do aeroporto de cumbica) e os efeitos de gotas e gritos das coisas famintas se viram bem nos surrounds.

o menu do dvd é um dos mais bacanas do ano, vem todo “apagado” e uma luz vai deixando as opções disponível à medida que ela vai balançando de um lado a outro.

menu do dvd de extras

existe ainda outro dvd inteiro de features (com outro bom menu que imita uma mini-dv de uma das personagens) um extenso documentário, cenas estendidas, material não utilizado, trailers, etc.

pode anotar na sua listinha, the descent é um dos melhores filmes do ano.

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anos atrás: deadly ringers (2003)

quinta, 24 de novembro de 2005

arnold goes to rio

não acredito que este video do arnold schwarzenegger encoxando mulatas no rio de janeiro tem só 14 entradas no delicious. e que a versão pankadão dele, só 2.

baixe e divulgue. a diversão é garantida!

[via leituras]

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terça, 22 de novembro de 2005

bug no gmail

segundo este site, o gmail tinha um bug de segurança muito feio que deixava qualquer um logar na conta de quem quisesse, sem precisar de senha.

o bug foi silenciosamente comunicado ao google, que silenciosamente o teria corrigido.

é uma vulnerabilidade seríssima. do tipo que acaba com a credibilidade até de um monólito tech feito o google.

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anos atrás: daft mylo (2004)

segunda, 21 de novembro de 2005

zero hour

o tão falado evento no deserto mojave não parecia assim tão animado pelas fotos uploadeadas no flickr.

as lojas abrem hoje à meia-noite pra vender o bichinho.

# 19:16 · comente (2), arquivado em games
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luv camino

o meu browser favorito para osx é definitivamente o camino. parece ser o mais rápido, usa o mesmo renderer do firefox 1.5 (o gecko 1.8) e é cocoa, o que deixa ele escriptável e aberto a todas as facilidades do osx.

o safari, embora possua uma pá de features legais (leitor de rss embutido, private browsing) e mantenha o look aqua é meio lento se comparado ao camino ou ao omniweb, e ainda se embaralha no rendering de sites com css/xhtml. ainda vai ser um grande browser, mas precisa comer mais arroz e feijão.

o omniweb é o segundo favorito da casa - bonito, rápido e com features legais, como tabs com screenshot das páginas e switcher de preferências por site. também é cocoa e é incrivelmente nivelado ao firefox quanto a padrões de css e xhtml.

o firefox chega em terceiro. é bom para desenvolvimento web por causa da ampla oferta de extensões. só que é bem mais lento que o safari, camino e omniweb e não é cocoa.

esse lance de ser cocoa não é frescura, não. é que browser é um aplicativo vital num sistema operacional e se ele roda fechadão, sem falar com outros programas, você fica dependente das funcionalidades do próprio programa.

no osx, por exemplo, o que não falta são interfaces bacanas para serviços na web, mas fica difícil usar os seus programas favoritos com o firefox porque ele roda “sozinho”.

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anos atrás: almighty halo! (2004), happy birthday (2004), learn your lesson (2003), rockin' my world (2003)

sexta, 18 de novembro de 2005

lcd? crt? dlp!

enxergando um horizonte límpido e promissor da minha janela (bem, não custa dar uma de pollyanta) e uma farta oferta com o advento da copa do mundo, pretendo trocar o meu tubo catódico 100% flat por um televisor de última geração ano que vem.

e aí que só se fala de plasma, quero um plasma, compra um plasma. mas, já com o meu estilo seminal de ser sempre do contra, não estou vendido na idéia.

vamos então procurar comparações. daí que só se encontra gente comparando lcd com plasma, e o plasma ganha pelo preço, já que o preço de lcd aumenta vertiginosamente conforme aumenta o tamanho da tela (40″ sendo uma boa idéia para a tela).

não gosto de lcd, das cores, do brilho. os fabricantes costumam estabelecer uma porcentagem para deadpixels (aqueles pixels que morrem nos monitores são considerados normais, um revés da tecnologia), e para telas grandes, até 100 pixels mortinhos da silva não implicariam necessariamente em defeito. too bad.

bem, e plasmas. a idéia é ter uma parada widescreen, hdtv ready e com imagem boa. não ligo pra finura do aparelho. aliás, não vim com esse codec instalado, de achar a miniaturização o máximo. às vezes, acho que diminuir demais acaba fazendo do objeto menor uma paródia do maior.

então eu encontrei as dlps (óoo!), que são uma nova versão dos velhos televisores de projeção, aqueles que eram a última coca-cola light (sabor antigo) do deserto, nos anos 90.

elas têm o maior contraste de todos os modelos do mercado e as lâmpadas são descartáveis - ou seja, depois de 5000 horas, você troca a lâmpada (que custa caro mas a tendência, dizem, é baratear) e a imagem está como nova mais uma vez.

o problema é o tal do rainbow effect - dependendo da pessoa, você vê, mesmo careta, o feixe de luz dissociando as três cores básicas se olha de um ponto para outro da tela - que, embora tenha diminuido com hacks na velocidade do refresh, não avisa quando e se vai aparecer em algum momento da vida útil do aparelho.

voltando às plasmas; elas são levemente mais caras que as dlps. mas o plasma seca, coitado. leva 60.000 horas, mas seca. depois, só comprando outro, o que você fará feliz se em 60.000 horas aparecer uma mega nova tecnologia em televisão, mas é pouco provável. e em 30.000 horas, ou seja, entrando na meia-idade, a sua plasma perde 50% do brilho. todas elas, está no seu manual e, assim como os deadpixels, não garante troca por defeito.

passando a régua, se eu tivesse grana hoje eu comprava uma dlp. mas ainda há tempo para pesar prós e contras. muito tempo, até!

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mysterious skin starstarstarstar

widescreen anamórfico
som dts 5.1
U$18.74

gregg araki tem uma paixão por sensacionalismo. é como se ele escolhesse seus roteiros para chocar mas acaba por fazer filmes cheios de estilo mas meio rasos, muito visual e pouco conteúdo.

não é o caso de mysterious skin, último e talvez melhor filme dele. araki analisa a vida de dois garotos abusados sexualmente por seu professor de educação física de forma sensata, sem estilizar o tema e tender à apologia.

neil (joseph gordon-levitt, do seriado third rock from the sun), um dos garotos, “aceita” o ato como algo do destino, enquanto o outro (brady corbett) mascara suas lembranças do dia como uma possível abdução por alienígenas.

nos anos que seguem ambos sofrem com as seqüelas, araki faz questão de mostrar que ninguém sai ileso disso.

mesmo sem serem explícitas, apesar do nc-17 que o filme ganhou nos estados unidos (vamos dizer que você não vai encontrar o filme para alugar numa blockbuster lá), muitas cenas impressionam justamente pelo que não mostram; não é para qualquer um.

a trilha sonora, que ajuda a tornar o assunto digerível, é uma das mais bacanas do ano. composta pelo guitarrista do cocteau twins robin guthrie e o compositor (e parceiro eventual de brian eno) harold budd, não faz feio como um álbum de idm, bom de se ouvir em dias chuvosos.

o dvd é da tla (tartan video), portanto impecável tecnicamente - imagem estalando, audio em dts (uma ordem de magnitude melhor que dolby). entre os extras, entrevistas e passagens do livro que deu origem ao roteiro lidas pelos atores.

a desaparecida elizabeth shue está ótima como a mãe de um dos garotos.

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anos atrás: amazon.com - novo feature (2003), versão ms do google news (2003), matrix spam (2003)

quarta, 16 de novembro de 2005

dominion starstarstarhalf star

U$19.98
widescreeen anamórfico
5.1 dolby surround

finalmente coloquei as mãos no dvd da versão descartada da prequel do exorcista!

dominion: prequel to the exorcist de paul schrader, lançada em dvd rapidamente depois de uma curta vida em festivais e num número pequeno de salas, é melhor do que eu esperava. é mais filme do que a versão the beginning do renny harlin, esta lançada mundialmente nos cinemas.

é verdade que a versão de paul schrader não é um festival de sustos, que era o que a morgan creek precisava para levantar a marca “exorcista” com o público adolescente (que muitas vezes só conhece o clássico de 73 pelo nome) e garantir mais algumas décadas de seqüências sobre o mesmo tema.

não precisa ser muito conhecedor do assunto para saber que não dá para se fazer slasher movie à la massacre da serra elétrica com um roteiro enraizado no clima moral e político pós segunda guerra mundial.

o filme de schrader preferiu colocar o diabo como contraponto ao deus que deixou profundas feridas no consciente de um padre (o padre merrin, interpretado em ambas as versões por stellan skarsgard) que teve que assistir os abusos do holocausto sem poder fazer muita coisa.

se no primeiro exorcista o demônio é uma menina apodrecida vomitando gosma verde para todos os lados, o anjo do mal de dominion habita o corpo de um jovem manco, doente e maltrapilho e o cura, torna-o apresentável e oferece ao padre a eliminação instantânea de toda culpa que carrega nas costas pelos anos de guerra.

com mais estrada que renny harlin, schrader explora melhor o cenário árido africano, dando ao filme um ar mais real da época. os subenredos (a presença de um contigente do exército britânico numa cidade sagrada africana é um deles) estão obviamente melhor resolvidos.

dominion corre tão bem que não seria realmente necessário um exorcismo nos moldes do filme de 73. o possuído não é uma inocente criança bochechuda, não existe este tipo de apelo. o que paul schrader quer mostrar é o dilema entre o padre que perdeu a fé e o demonio fica a lembrá-lo disso.

os defeitos do filme de schrader são visivelmente decorrentes de uma pós-produção já desprovida da verba necessária. na época da finalização da edição, dominion já estava descartado e a nova versão já em fase de pré-produção.

a trilha sonora, por exemplo, é uma colcha de retalhos. entre dois ou três temas do angelo badalamenti soma-se uma trilha razoável de trevor rabin (ambos não levaram dinheiro algum pelo trabalho) , nada que atrapalhe demais o filme mas de certa forma aquém do necessário.

os efeitos especiais, embora em bem menor quantidade do que o filme que chegou à tela grande, são meio toscos. não estou falando só das hienas digitais, reaproveitadas da versão de hardin, mas de outros que só estão presentes nesta versão (uma espécie de aurora borealis ao final do filme é mal feita, chega a atrapalhar).

quanto aos extras, o dvd não oferece nada fora do normal. cenas não utilizadas (ainda não as vi) e galeria de fotos. a cereja do bolo mesmo é a trilha comentada por paul schrader, que eu ouvi até certa altura, só para saber se ele iria falar sobre todo o fiasco da morgan creek. mas não, parece que o diretor se atém ao processo da realização do seu filme e só.

paul schrader talvez entre na história do cinema como o primeiro diretor a ver um filme seu pronto e editado, vetado por um estúdio e refeito por outro diretor ao gosto de quem está pagando a conta.

mas, caso este fato seja esquecido nos anos futuros, dominion se sustenta tão somente como um bom prelúdio ao filme de william friedkin.

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anos atrás: fantastic in art & fiction (2003), o presente perfeito (2003), educação no cinema (2003)

sábado, 12 de novembro de 2005

lost forum

olha que bacana: no fórum do site the fuselage alguns atores são visitantes freqüentes - o locke (terry o’quinn) é o campeão de posts dentre os protagonistas, com mais de 1000 mensagens com o nick oquinn. o hurley (jorge garcia) também participa bastante.

quem dá a dica é o blog begging to differ está fazendo um apanhado de cada episódio da segunda temporada. cuidado: só siga o link se não se importar em saber qual dos sobreviventes mais importantes morre no próximo episódio.

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sexta, 11 de novembro de 2005

we share your pain

neste vídeo, uma janela de erro do windows dá opção do usuário castigar o desenvolvedor responsável pelo código bugado.

no meu mundo perfeito seria lei.

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anos atrás: malditos covenants! (2004), os esquecidos (2004), dark walter (2004)

quarta, 9 de novembro de 2005

the fountain

o primeiro teaser de the fountain, projeto micado que é o terceiro filme do darren aronofsky (diretor de pi e requiem para um sonho), acabou, mas acabou mesmo de entrar no ar.

o filme está ganhando momento, com boas impressões de quem acompanhou as filmagens e carte blanche do estúdio, que nem pressionou o diretor para cortar o filme antes do natal (e olha que a warner para largar o osso assim só se viu com o kubrick).

o elenco tem hugh jackman, rachel weisz (nada boba a moça) e a sensacional ellen burstyn.

brad pitt vai queimar no inferno por ter deixado o diretor na mão e atrasado o lançamento do filme - é que ele não entendeu o roteiro e saiu para fazer o péssimo tróia.

darren também vai dirigir um dos últimos episódios da segunda temporada de lost, que irá ao ar em 2006.

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congelado

o que é isso? o mp3 divertido da semana.

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anos atrás: firefox 1.0 (2004)

sexta, 4 de novembro de 2005

31 dias de horror

o bom site not coming ofereceu uma lista de 31 filmes para cada dia do mês do halloween (que já passou, eu sei).

a lista é bem balanceada entre clássicos, cults americanos, asiáticos. só não é perfeita porque não tem um zombie ou slaughter movie sequer!

a mostra esse ano? não vi nem metade do que eu queria, morri na praia. o empreendimento logístico para conseguir ingresso para todas as sessões que eu queria me venceu, ainda mais quando eu coloquei os gastos na ponta da caneta e cheguei a conclusão que o custo de se ir no cinema em são paulo (entrada, translado e estacionamento) é o mesmo de se pedir o dvd importado pelo correio - é sério!

mais um ponto a favor do lançamento sincronizado de que o senhor shyamalan é tão contra.

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anos atrás: hábitos (2004)

quinta, 3 de novembro de 2005

nova coca light

toda vez que eu leio em jornais e revista como certa marca aumentou a participação no mercado se adaptando ao gosto do brasileiro é batata: tascaram mais açúcar ou mais sal ou mais gordura hidrogenada.

se as mudanças realmente proporcionam um número maior de vendas, eu, então, devo ter um paladar muito peculiar.

não compro mais chocolate “abrasileirado” de qualquer forma, seja achocolatado (o nescau é um poço de açúcar), seja em barra (a hershey’s era boa, mas depois que descobriram a fórmula mágica, só de pensar em todo o açúcar me embrulha o estômago), seja bombom (o recheio de todos é uma pasta engordurada de margarina vegetal), seja no recheio dos biscoitos.

agora só posso agradecer à coca-cola pelo novo sabor da coca light porque vou ter que largar este meu vício.

o novo sabor parece uma versão mais doce (deve ter pelo menos um terço a mais de adoçante) e até mais aguada do sabor da light original. parece que usam o mesmo adoçante do kuat light, que já chegou a me dar dor de cabeça algumas vezes - um engodo.

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anos atrás: visões (2004), o começo da queda (2004), secret life (2004)

terça, 1 de novembro de 2005

warriors director’s cut starstarstarhalf star

widescreen anamórfico
dolby surround 5.1
$13.99

não se sabe direito o que despertou a warriorsmania dos últimos meses. o fato é que o filme maldito de 78 dirigido por walter hill está mais vivo do que nunca: com uma linha de action figures que não pára nas lojas, game recém-lançado (e elogiadíssimo) para xbox e playstation e um remake sendo aprontado por tony scott para a mtv films, warriors (guerreiros da noite) está finalmente recebendo a atenção que merece.

warriors se passa numa noite de uma nova iorque distópica, dividida e dominada por mais de 200 gangues.

cyrus, tido como um profeta do submundo, convoca representantes das maiores gangues para uma reunião e num discurso (talvez o mais sampleado de toda história de música eletrônica - can you dig it?, the future is ours, twenty thousand hardcore members, we got the streets suckers, todas já viraram hit em pistas de dança) propõe uma trégua entre as gangues para que juntas elas possam tomar conta da cidade.

uma das gangues então atira em cyrus, que cai morto, provocando uma confusão só piorada por uma batida da polícia, à espreita até então.

na correria, o assassino de cyrus compra briga com uma gangue desconhecida de coney island, os warriors, dizendo pra quem quisesse ouvir que eram eles que haviam matado o profeta.

daí, todas as gangues da cidade saem em perseguição aos warriors, se comunicando por meio de uma dj de rádio que manda mensagens “encriptadas” nas escolhas das músicas.

com uma fotografia bacana e edição que não faz feio mesmo hoje em dia, warriors merece o revival. tem uma importância fundamental no cinema americano da década de 70 (talvez no seu momento mais experimental) e na própria história de nova iorque, que na época passava por profundos problemas com guerras de gangues (daì o seu caráter distópico) que acabaram por resultar na sua retirada precoce dos cinemas e a “condenação” à sobrevida como cult - parecido com o destino de laranja mecânica sete anos antes na inglaterra.

com o filme original quase fora de catálogo, a paramount encomendou este director’s cut que acabou de sair na europa e estados unidos e de gosto duvidável.

para explicitar a origem hq da história, water hill resolveu estilizar alguns dos cortes do filme como se fossem quadrinhos de uma graphic novel, com direito à enquanto issos e não muito longe dalis que jogam água fria no impacto de certas cenas, como a do confronto entre os warriors e os baseball furies (um dos momentos mais célebres do filme original).

a versão do diretor também inclui um prólogo no qual o próprio diretor narra uma passagem da história grega que se assemelharia à tragetória dos guerreiros. um, bacana, seu diretor.

porém nem tudo está perdido. a imagem deste dvd está enxutíssima, é widescreen e o som, um dolby surround 5.1 bem nítido. o documentário, dividido em cinco featurettes que reunem boa parte dos atores e equipe técnica, é o único extra além das sempre sem graça galerias de stills e trailers.

o que mais se sente falta são das cenas excluídas, já que uma (um começo alternativo que se passava durante o dia) é até mostrada en passant durante o documentário.

perfeito mesmo teria sido se este lançamento incluísse tanto a versão que foi aos cinemas originalmente quanto esta, que até funcionaria bem se fosse apenas mais um extra.

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