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quinta, 30 de novembro de 2006

can you digg it?

kevin rose (esq.) disse uma vez que sugeriu num almoço com o fundador do slashdot rob malda que o site pudesse filtrar seu conteúdo pelos votos dos usuários, de modo que qualquer usuário pudesse inserir um link para uma notícia que, conforme sua relevância, poderia chegar à primeira página.

malda disse que tinha outras prioridades para o slashdot. kevin resolveu apostar nessa idéia e surgiu o digg.com.

só que esse marco democrático nos sites de notícia está dando sinais de fraqueza.

com toda essa sua nova abordagem, o digg não previu que usuários mais ativos fossem crescendo dentro da comunidade e que adquirissem uma certa street cred que desse um peso, uma importância aos seus links que os colocassem na home do site mais frequentemente do que de usuários menos populares ou ativos.

a solução para “tornar o digg mais democrático” tem sido reescrever o algoritmo que qualifica as notícias a fim de evitar o “digging em bloco”, ou seja, as pessoas que votam em notícias de outras não pelo conteúdo da notícia, mas por troca de diggs (o toma lá dá cá) ou fama/credibilidade do usuário que a submeteu.

isto é, quanto mais você contribuir com notícias menos provável será vê-las na primeira página, pois você precisará de mais diggs para tal.

num sistema em que a única remuneração é o reconhecimento pelos outros usuários pelo trabalho de “escavamento” de notícias pela internet, isso é suicídio. ou até a corrupção de um sistema que nasceu da vontade de democratizar a publicação de links.

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anos atrás: mas pensando bem (2004), fun on irc (2004), knowing (2003)

quarta, 29 de novembro de 2006

freelas infernais

“Caros, O que está acontecendo? As pessoas nao amam mais seus talentos, seu trabalho, sua arte, sua profissao? Nao buscam mais sua realizaçao? Evoluçao? O que pensam os que lutam por uma vaga nesse mercado quase que fechado?”

a falta de profissionais de web no mercado

tenho recebido umas propostas de freelas que são tristes: é gente que não tem idéia do escopo daquilo que está pedindo, é projeto sem o mínimo de estruturação.

fico com pena, declino a proposta e acabo fazendo as vezes de consultor pro bono: “isso não é trabalho freela, vocês vão precisar de dedicação total, você quer levar isso para uma agência”.

não é que eu esteja esnobando, é só porque já faço isso a um bom tempo e por isso consigo ter algo de precognitivo que me diz aonde aquilo vai levar e não é um lugar onde eu queira estar agora, ou nos quatro meses seguintes.

então quando eu ouço que “tá faltando profissional no mercado” logo penso: “tá faltando proposta boa”. gente competente e com experiência está mais “gato escaldado”. o troco do freela ajuda, mas dá pra cortar umas idas a restaurante e maneirar no cartão para não se ver num inferno de dante.

“e você conhece alguém para indicar?” olha, na verdade não. conheço gente que escreve código para ibm, adobe. eles até fazem freela, trabalham offsite, horários flexíveis, mas daí a se despencar para ir em reunião in loco no meio da semana é punk. por isso você precisa de uma agência, e vai custar caro. e, convenhamos, você tem como pagar.

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youtuggle

eu já tinha ouvido sobre os detalhes íntimos da negociação do google com o youtube num episódio do diggnation e achei que eram de conhecimento geral. mas numa reuniãozinha em que se falava de direitos autorais e se especulava o porquê do youtube nunca ter sido processado só eu tinha tido conhecimento do assunto.

não foi, como você pode suspeitar, por mandinga de corpo fechado nem por uma inexplicável sorte que o youtube se manteve ileso por tanto tempo.

o que aconteceu, segundo uma fonte aparentemente confiável (ninguém vai falar oficialmente sobre o assunto já que todos envolvidos devem ter assinado nondisclosure agreements from hell) é que no auge da especulação sobre quem compraria o youtube, alguns grupos de mídia acenaram com a possibilidade de processos por infração de diretos autorais.

daí ensaiou-se um plano de participação na renda de anúncios do site, o que os grandes grupos de mídia rejeitaram por não acharem que o youtube pudesse passar mais tempo sem se afundar em processos.

entra em cena o google. com o negócio praticamente fechado, embora ainda na surdina, os advogados separam 500 milhões de dólares dos 1.65 bilhões para pagar os grupos de mídia e fazê-los prometerem fazer vista grossa por 6 meses, até que o google começasse a fazer acordos definitivos para o pagamento dos direitos autorais, como de fato vem fazendo agora.

o youtube, que há pouco só oferecia participação em vendagem de banner e agora estava prometendo milhões de dólares, não conseguiu esconder que estava em vias de ser adquirido.

ao invés do dinheiro pelos direitos autorais, que teria que ser parcialmente repassado para os artistas, os grupos de mídia preferiram entrar como investidores no youtube para logo depois venderem suas participações para o google. assim, o dinheiro que entrava era fruto de um bom investimento e não da veiculação de conteúdo autoral no site de vídeos.

para mim, saber disso reafirmou minha fé no sistema. por um tempo achei que os porcos capitalistas ianques estavam amolecendo.

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terça, 28 de novembro de 2006

anos atrás: firefox e sidetabs (2005), china consolada (2003)

segunda, 27 de novembro de 2006

anos atrás: rocking the decks (2004)

sábado, 25 de novembro de 2006

anos atrás: the descent (2005), deadly ringers (2003)

sexta, 24 de novembro de 2006

anos atrás: arnold goes to rio (2005)

quinta, 23 de novembro de 2006

jeffrey ford

the girl in the glass

“This guy’s the whitest guy you ever saw,” said Anthony, “and he’s got a head like a fucked-up Thanksgiving gourd with teeth. He could break your neck with his bare hands.”

“Is he single?” asked Miss Belinda.

Jeffrey Ford, The Girl in the Glass

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bladerunner em dvd

não comprem a versão do dvd do bladerunner que está em pré-venda por aí. trata-se de uma reedição daquela versão que existia no mercado até pouco tempo.

ano que vem sai a versão comemorativa de 25 anos do filme, com todas as edições existentes do filme e uma nova, nunca vista, editada por ridley scott há alguns anos atrás para os 20 anos do filme e que não viu a luz do dia por um processo que corria na justiça americana.

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anos atrás: bungie rox! (2004)

quarta, 22 de novembro de 2006

diggnation by microsoft

diggnation e ms

eu já estava acostumado a ver o videocast toda semana, mas confesso que acho que essa parceria com a microsoft compromete o conteúdo do programa. não vou mais vê-lo.

se os dois patrocinadores fossem o zune e o blu-ray ou hd-dvd e ipod, a coisa seria menos unilateral. ser patrocinado pelo zune e hd-dvd mostra uma parcialidade perigosa (e meio escondida), já que hd-dvd é o formato que a microsoft escolheu em detrimento do blu-ray, formato da sony.

fazer sucesso e ter patrocinadores cada vez maiores é algo natural, só que há de se ter cuidado na hora de escolhê-los.

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anos atrás: bug no gmail (2005), daft mylo (2004)

terça, 21 de novembro de 2006

anos atrás: zero hour (2005), luv camino (2005), almighty halo! (2004), happy birthday (2004), learn your lesson (2003)

segunda, 20 de novembro de 2006

anos atrás: halo, o filme (2004), two towers extended chegou (2003), feng shui geral (2003)

domingo, 19 de novembro de 2006
sábado, 18 de novembro de 2006

u de quem?

o cu de suely

o cachê do google é revelador! o da suely também.

o filme é bem legal, vale lembrar.

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