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seriam os novos números de lost? (não, é a dercy golçalvez cantando o bingo!)
seriam os novos números de lost? (não, é a dercy golçalvez cantando o bingo!)
não se sabe bem o porquê, mas blogueiro brasileiro não gosta de linkar para outros blogs. seria algum tipo de insegurança? medo de perder o leitor?
isso é relativamente novo - quando pipocavam os primeiros blogs brasileiros rolava uma tendência de ter blogrolls. não eram muitos os blogs também.
só que agora tem gente fazendo blogroll com rel=”nofollow”! ou seja, estão te sugerindo o link, mas, internamente, não querem que o google guarde a relação entre o seu blog e este link. para que linkar então?
se a web fosse um conjunto de páginas com “nofollow” ela não seria uma “teia”, pois aos olhos das ferramentas de buscas não existiria o link, não existiria função ao hipertexto.
pena que pouca gente pensa nisso e acha que seu blog é a última página da internet, encurralando o visitante a seguir um dos seus 400 links “monetizadores” do google ads.
sim, chegando atrasadÃssimo ao post que a maioria de vocês escreveu na primeira semana do ano e ao tag passado pelo daniel, mas vamos lá. em 2007, quero muito:
ontem no fantástico, o primeiro-ministro inglês tony blair em discurso no parlamento sobre a denúncia de racismo no big brother de lá:
“não assisti ao programa em questão”
tradução mister m:
“confesso que não tive tempo de assistir a esta edição do big brother”
a distorção é escabrosa! estão colocando palavras na boca de um chefe de estado para dar a impressão que ele já acompanhou ou acompanharia o programa (cuja edição nacional anda mal de audiência) caso ele tivesse o tempo necessário.
um exemplo de mau jornalismo.
como falei, troquei os snapshots da snap por um script que escrevi.
além de se integrarem melhor ao look do blog, a vantagem de usar uma solução própria é o tamanho do arquivo javascript, screenshots mais atualizados e uma adequação maior ao contexto em que são usados.
o arquivo js ficou nos 4k, contra os 80 e tantos do snap. não é porque sou um programador super econômico mas porque escrevi o código em cima do prototype, uma library que eu já estava carregando há um tempo em função da tag cloud e das tags com ajax. usar o snap era talvez carregar as mesmas funções para lidar com as diferentes implementações de css e javascript dos browsers, uma redundância.
como só estou usando eles para os links do blogroll (ainda não estou completamente convencido que ter preview em todos os links externos é algo positivo), posso agendar o script que captura aqueles endereços listados com uma frequência maior.
para a imagem, estou usando png 64 cores, o que eu acho que dá um resultado melhor do que jpg nas dimensões em que as imagens ficam (mas que gera arquivos um pouco maiores do que os da snap, que são jpg).
para aproveitar o contexto em que são usados, faço uma pesquisa no technorati para tentar descobrir a última atualização, incoming links e rank do blog.
a data da última atualização é algo muito doido: aparentemente, tem serviço de ping que usa o seu próprio fuso e outros, o do autor do blog - uma salada. além disso, sou obrigado a fazer um cache meio indecente, pois o limite diário de pesquisas que o technorati fornece a cada conta de developer é bem restritivo.
os screenshots são gerados por ruby e applescript, usando o webkit como renderer. o webkit é o projeto opensource que transforma o khtml (konqueror) na engine que o osx usa. dá para compilá-lo para virtualmente qualquer unix flavor (e até para windows). é, disparado, o renderer mais rápido do mercado.
o sistema em si está em beta, e planejo fazer um port para ser rodado completamente num servidor debian usando o firefox como renderer - existe um add-on que promete funcionar via linha de comando.
a cratera não pode ser tapada, já virou ponto turÃstico.
no rio, visite o cristo redentor e o pão de açúcar. em são paulo, bienal, o sanduÃche de mortandela do mercado municipal e cratera.
é sério, tem gente vindo de cidades próximas para ver o buraco.
a red bull aproveitou e fez uma ação com moçoilas distribuindo o energético e tirando fotos dos curiosos, alheia ou não ao fato da campanha deles sempre tirar personagens do aperto lhe dando asas. pois ninguém que tá lá embaixo vai sair vivo desse aperto, com ou sem asas.
acho que grande parte disso tem a ver com a crise moral que assola o paÃs, as pessoas não sabem bem o que é certo ou errado.
outra parte vem da espetacularização do ocorrido pelos canais de tv, fascinados com o aumento do ibope dos programas jornalÃsticos numa época que muita gente está de férias e vê menos tv.
é preciso notar também que uma cidade como são paulo precisa de mais pontos turÃsticos.
é triste que o sÃmbolo maior da cidade mais rica do paÃs seja um horizonte infinito de concreto e espelho fumê. não dá nem para repreender o visitante que quer ver a cratera. o que mais se tem para tirar foto por aqui?