mcsweeney’s
é difÃcil se livrar de certos costumes.
não sei se algum dia vou me acostumar com o ato de comprar música digital na juno ou beatport ao invés do vinil, mesmo que o novo icms que joga 18% em cima dos já absurdos 60% de taxa sobre qualquer item importado me empurre para longe do formato.
já algo que eu sei é que livro de papel nunca vou deixar de comprar. especialmente se continuar descobrindo essas editoras como a mcsweeney’s, que tomam tanto cuidado com os seus lançamentos que elevam os capas-duras a meu objeto de desejo número um.
eles tem uma série chamada rectangulars de livretos de 200 páginas de autores não muito conhecidos (da qual o a child again faz parte) que são os livros mais bem acabados que eu já vi. virou fetiche e de vez enquando compro um ou outro que o mumpsimus indica. chegam a destoar na estante de tão bonitos.
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google e a advogada
Uma representante do Google no Brasil foi condenada, em decisão de primeira instância, a pagar uma indenização de R$ 4,3 milhões para uma advogada gaúcha. Segundo a advogada, o site de buscas relacionava seu nome a uma página de conteúdo pornográfico. A decisão é passÃvel de recurso.
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a princÃpio é muito fácil achar que a justiça brasileira não entende picas de internet, o que já demonstrou no passado no caso cica vs. youtube.
mas já tinha pensado sobre o assunto antes da notÃcia e a questão é dilemática: o google, quer queira ou não, associa uma sentença (a sua pesquisa) a um conteúdo (as respostas da pesquisa) e ganha dinheiro (ainda que indiretamente) com tal serviço. então não seria ele responsável, de alguma maneira pelo menos, pelo contexto em que o conteúdo é apresentado/inserido?
da mesma forma, podemos indagar se o serviço do google seria tão interessante se ele se precavesse e filtrasse o máximo possÃvel de resultados para uma pesquisa, a fim de eliminar ou reduzir o risco de processos de difamação como este que a advogada gaúcha promoveu.
o mais razoável é que aceitemos esse dilema para ter uma ferramenta que possa domar o oceano de informação que é a internet e que o processo fosse sim contra o site pornô que jogou o nome de solteira da advogada (que com certeza deve ser homônima de alguma atriz pornô ou capa de revista masculina) no meio de outras centenas de keywords populares que têm a ver com sexo para conseguir um bom ranking no google sobre o assunto.
é certo que o resultado não seria tão volumoso…
em tempo: o blog direito e trabalho tinha dado o furo do processo antes da folha. power to the blogosphere!
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mau humor
tem dias que tenho certeza que o aquecimento global é algo inventado para me irritar e que, se por acaso eu morresse amanhã, ocorreria uma inversão do fenômeno que nem os cientistas do al gore conseguiriam explicar e nevaria em são paulo o ano inteiro. é muito egocentrismo, eu sei.
ainda para contribuir para o mau humor: a nota do macbook sofreu uma reação quÃmica (também não explicada nem pelos cientistas de al gore) e a tinta sumiu! nem o código de barras dá para ver, nada.
resultado: algumas horas de telefone para a apple store de miami para me mandarem a nova nota. eles até que foram prestativos mas o pedido parecia ser de um ineditismo tal que ficaram sem saber o que fazer - no resto do mundo só se usa o número de série das máquinas para consertos, é a polÃtica internacional da apple. aqui precisa de nota fiscal.
quero furar qualquer parede aqui para colocar um ar condicionado. eu não tenho carro, acho que posso me dar a esse luxo, eim tio al?
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a tela cinza da morte
alguns minutos após trabalhar nisso meu macbook de oito meses de vida travou e o hd foi para o inferno.
tudo que eu tenho agora é um grey screen of death, um backup mÃnimo de projetos mais importantes e mais nada.
não estou muito preocupado porque a) está na garantia e acho que encontrei uma autorizada bacana, b) tenho um outro computator e c) nesse mundo de idisks e strongspace de uma forma ou de outra o que eu estava fazendo está backupeado.
mas aquele conteúdo que era legado, que passava de computador pra computador e que tinha mais valor sentimental do que prático - emails antigos, fotos, etc, está comprometido, caso não consigam dar jeito no hd.
num primeiro momento eu estava puto com esse hardware da apple, que não resiste nem ao primeiro ano de utilização (entre isso, os random shut downs e a descoloração do plástico nos brancos, não foi um bom começo para a primeira linha de portáteis macintel). pensei em abandonar o barco.
mas usando meu pc outra vez por dois dias, vi que é impossÃvel fazer o que eu fazia no mac, trabalhar relaxado, por hobbie mesmo, nas minhas horas vagas.
em tempo: como é pouco trivial portar um projeto em rails de um ambiente *nix para pc, meu deus! há coisas para acertar em quase todos os nÃveis…
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