shared nunca mais
fiz o que eu queria ter feito há muito tempo: tirei o blog de um plano shared hosting e, com 5 dólares a mais por mês, acrescentei uma slice de 256 mb de ram às outras slices que rodam o orangotag no slicehost.
não é algo que eu necessariamente aconselharia qualquer um a fazer, você tem que lidar com logs, updates, monitoramento. mas quando já se faz isso (e eu cuido sozinho dos servidores do orangotag) e se consegue usar a mesma configuração em todos os ambientes, o trabalho não aumenta linearmente com o número de slices. hoje em dia é tão fácil clonar e subir unidades de servidores pequenos ao invés de concentrar tudo num servidor mais parrudo que em 5 minutos eu posso ter 20, 30 cópias de uma instalação inicial usando uma API, pelo meu celular.
para meu blog rodar bem numa slice de 256 é impossÃvel rodar apache, postfix e outras ferramentas já testadas e amplamente adotadas pela web afora. entra em campo o nginx, micro-servidor web russo adotado por meio mundo rails por ser algumas vezes mais rápido e mais leve que o apache e por isso mesmo perfeito para células de cloud computing. o lighttpd vem logo abaixo do ngnix para parsear e compilar o php (nginx não roda fastcgi ou qualquer outro programa externo), rodando com o xcache. o mail handling sai do servidor web e o mx vai direto pro google apps.
estou bem feliz com a nova configuração: gentoo (minha distro preferida para webservers), nginx, lighttpd, php e mysql. tudo numa slice que quase toma os 256 mb e nada de swap.
caso queira se aventurar, eu usei algumas referências que lhe podem ser úteis (1 2 3).
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the 4th dimension 



consigo entender por que algumas pessoas verão o the 4th dimension e o descartarão como pretensioso: é preto e branco, metade dos créditos são dedicados à consultoria de fÃsicos e, ao fim, muda para colorido.
não sei se existe algum termo para esse tipo de filme, eu chamo de puzzle movie e vai bem com o pi do darren aronofsky e o primer do shane carruth. é sobre jack emitni (”in time” ao contrário), um cara com TOC que acredita que pode sentir a quarta dimensão quando dorme. a história começa com ele pequeno, quando dá sinais de ser um gênio da matemática, mas, com o passar do tempo, com jack mais velho trabalhando numa oficina de relógios, não fica bem claro se ele realmente desenvolve a habilidade ou só pensa em seus delÃrios que o faz.
num de seus sonhos à quarta dimensão, jack vê alguém, que se supõe ser albert einstein, colocar um livro de anotações num relógio que jack havia recém consertado. ele vai a casa da dona do relógio e o rouba, com a esperança de que a fórmula para viajar no tempo. o estudo do livro, porém, desperta uma série de eventos que revelam a verdade sobre a vida de jack.
pensando bem, 4th dimension não é tanto um filme quebra-cabeças, já que o final dá uma conclusão bem clara à trama. porém existe espaço para divagação e elaboração de loucas teorias, o que deve garantir uma certa sobrevida cult ao filme, que foi bem recebido no circuito indie americano.
o que me fascinou em 4th dimension foi mesmo o clima pesado, as referências de teorias fÃsicas bem aplicadas e a trilha, que além de um bom score original, repete a insana gwely mernans do aphex twin quase à exaustão. é frio na espinha certeiro todas as vezes que é executada.
o filme é o debut de uma dupla de diretores que já estão no meu radar, tom mattera e david mazzoni. ainda vou revê-lo com as 2 trilhas de comentários, é em filmes assim que o dvd brilha como formato.
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