obamão contra os mortos-vivos
brilhante a idéia do nytimes.com de resenhar outra vez o night of the living dead, filme de 68 de george a. romero que deu inÃcio à zombiemania, como filme a ser visto neste halloween.
além do subtexto talvez óbvio demais de ver os republicanos como mortos-vivos (citado na resenha, aliás), night of the living dead foi o primeiro filme de terror com um protagonista negro que não só chega até o final do filme vivo mas como também é o único ser vivo que demonstra ter alguma noção de como sair ileso de uma casa de campo rodeada por zumbis e lotada de rednecks que só fazem merda e gritam help pra todo lado. o pior é que o cara lembra muito o obama fisicamente.
não por acaso, george romero mata o cara no fim do filme: ele é assassinado por uma equipe de resgate que vê um negro com uma espingarda na mão e não pensa duas vezes.
touché pro nyt.
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a mÃdia assassina
se você fosse um pé rapado que da noite pro dia virasse a celeb mais concorrida do paÃs e recebesse ligação da ana maria braga de manhã, da ana “gata” hickman um pouco depois e desse tchauzinho pro datena à tarde, será que você não pensaria duas vezes antes de voltar ao ostracismo? ninguém pensou nisso?
esses apresentadores, deuses enviados à terra para zelar pelos bons costumes e o bem estar comum, não estão percebendo que seguraram a arma e atiraram em duas adolescentes também?
e, finalmente, o poder público não sacou que essas pessoas completamente despreparadas instigavam ainda mais a situação de seqüestro?
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rails summit 2008
está acontecendo o rails summit latin america, o primeiro evento na america latina dedicado exclusivamente ao ruby on rails, a popular plataforma de desenvolvimento web.
num dia em que vimos grandes nomes da plataforma discursar (inclusive o criador da primeira versão da mesma, o dinamarquês david hansson), a pessoa que mais se destacou foi um estudante de programação do rio grande do norte de 17 anos que usou o espaço “birds of a feather”, uma faixa especial do evento em que o palco é aberto para quem quiser mostrar algum trabalho próprio desenvolvido com a plataforma, para se apresentar.
sem um “notebook para usar durante a conferência”, elomar frança subiu ao palco com um arquivo PPT e um macbook emprestado. visivelmente nervoso e sem experiência com o os x, o cara demorou alguns minutos para se acertar.
tudo ligado e funcionando, elomar vai passado os slides mais feios do dia e vai tirando gargalhadas da platéia. os slides contam a aventura do cara com amigos em formar um grupo de aprendizado de rails em natal. eles saem e distribuem cartazes divulgando um grupo de estudo de rails. mais de 100 pessoas aparecem no encontro, eles se mudam para um espaço maior, felizes e as pessoas desbandam aos montes quando se ligam que o lance é sério. eles descobrem que podem se registrar como um grupo de ensino nas grandes editoras de livros técnicos e receber livros de graça para resenhar e assim constroem uma pequena biblioteca.
as fotos dos slides e a mensagem do elomar são tão francas que causam a risada inicial mas não deixam de te emocionar. tá aà uma galera que sai da inércia, se junta em torno de um objetivo e se poem a aprender uma tecnologia junto pelo simples barato da coisa, sem medo de sair da cadeira e subir no mesmo palco que os bigshots da linguagem ocuparam horas antes só para mostrar ao mundo o que tão fazendo.
é uma experiência que bota o teu pé no chão nos seus momentos mimimi. no fim do dia, tudo que você precisa é de um computador xing-ling em casa, uma conexão fubeca à internet e força de vondade para mudar o seu mundo.
os slides da apresentação do elmar estão online e, ao que parece, ela foi filmada e vai ser disponibilizada em breve.
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twittosfera
estava dando unfollow numas pessoas que não me seguiam no twitter mais usando o friendsorfollow e tentando achar um padrão para o meu uso do twitter e quem eu acho realmente interessante seguir. pessoas, basicamente, não corporações, acho estranho seguir PJ.
o twitter é mais que microblogging ou uma aplicação de lifestreaming a partir do momento que incorpora a possibilidade de se manter uma conversa via reply ou mensagem direta. virou uma ferramenta de lifestream mais uma espécie de “messenger” assÃncrono e bidirecional. assÃncrono porque eu posso mandar a mensagem e a pessoa “recebê-la” um dia depois; bidirecional porque eu posso mandá-la e o outro não receber porque não me segue mais. se você pensar bem, é um tipo de “chat” que pode ser bem frustrante e muitos vão argumentar que isso não foi feito ground-up para ser chat. concordo, é por vezes um “messenger” que não te garante que entregou a mensagem, o que não o torna nem um pouco menos frustrante, vamos combinar.
sou viciado no twitter, heavy user total. tento não abusar do reply, mas quando o uso, quero ter certeza que o outro lado recebeu a mensagem. ou seja, unfollow em quem não me segue, via de regra.
mas, pera aÃ, tem gente que eu preciso seguir, porque são muito interessantes: os emissores. eles usam o twitter como microblogging, e, porque são “gente que faz”, têm muito followers. não usam o twitter totalmente como ferramenta social, seguem muito pouca gente. os emissores geralmente têm mais de 2.000 seguidores e não seguem nunca mais de 100. emissores são legais, eles não escrevem muito, é fácil seguir um monte deles.
a comunicação com os emissores é quase que unilateral, vale lembrar. é mais fácil você interagir com eles no blog que eles mantêm. eles têm blog com comentários habilitados, logicamente, do contrário o que você está fazendo os seguindo para começo de conversa?
existem também os propagadores, que são os que eu realmente gosto. eles podem ter um número significativo de followers, até 2.000, 4.000, mas seguem muita gente, mais de 200. boa parte do que eles emitem é alimentada pelos seus followers, por isso propagadores. eles não só são “gente que faz” mas usam o twitter como ferramenta para troca de informação, o que é bacana porque o twitter é um bom hub de informação, talvez com um sinal/barulho elevado demais, mesmo assim a maior parte do tempo divertido. a comunicação pode lhe parecer unilateral também, eles já seguem um número considerável de gente, mas deixam claro que estão interessados no que está sendo falado pelo twitter, estão mais abertos ao contato pela ferramenta.
tem também os protegidos, geralmente seus amigos que por uma razão ou outra não querem que qualquer pessoa (ou google) fique xeretando sua vida. o que eu entendo, nem todo mundo precisa ter uma presença digital tão grande por conta do trabalho, eu particularmente acho que preciso. eles são meio que emissores privados, ou propagadores de alcance limitado, um mundo à parte dentro do twitter que pode valer outro post caso eu pense mais sobre eles.
lógico que existem desvios das regras. tem propagador que funciona mais como emissor no twitter, mas pelos posts do blog do sujeito você pode imaginar que o twitter é uma grande fonte de informação. a propagação acontece fora da twittosfera nesse caso.
existe também emissor que configura sua conta para receber todo reply feito a ele, mas poucas vezes tive uma resposta recebida dessa maneira. é talvez um erro do twitter não divulgar publicamente que aquela pessoa está com os replies “abertos”, seria um jeito de diminuir esse caráter aparentemente unilateral da comunicação dos emissores.
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