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terça, 24 de março de 2009

e como minimizar o mimimi?

1) não entre nessa enquanto puder evitar. se você não vê chances de se tornar uma referência no assunto que você aborda, a possibilidade de você ganhar uma grana boa é pequena. se o seu blog é uma plataforma para você divulgar idéias sobre a sua profissão, leve em conta que o retorno vem em outro tipo de moeda.

2) se for fechar um contrato, comunique seu público antes. tente estabelecer as regras sobre o que é conteúdo e o que é publicidade. não existe razão para explicar por que você precisa ganhar pelo conteúdo que produz, é óbvio que se você chegou num estágio em que o seu blog é atrativo para anunciantes o conteúdo é bom o bastante para te gerar algum dinheiro.

3) observe que mesmo com regras claras sobre o que é conteúdo e o que é publicidade existe um desgaste natural da sua credibilidade com o leitor, especialmente se o anunciante tiver uma ligação direta com o seu conteúdo ou se ele já trouxer consigo uma imagem negativa. não adianta espernear, o lance é continuar a fazer seu trabalho e esperar que a sua coerência se sobressaia às dúvidas sobre sua conduta.

guardada a cagação de regra, esses itens seriam um bom começo para eu, como leitor, pudesse manter minha fé sobre o conteúdo dos blogs que leio.

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anos atrás: emi releases brazilian drm cds that totally hose their customers (2006), beira-mar chega a brasília com segurança reforçada (2006), ângela guadagnin - dança da impunidade (2006), 60% of windows vista code to be rewritten (2006), sbt é condenado a pagar r$ 25 milhões a nudistas (2006)

quinta, 19 de março de 2009

o tal do mimimi

uma celebridade topa ganhar um para divulgar suas impressões sobre um serviço na sua conta do twitter. algumas pessoas acham isso ruim, que isso mistura “conteúdo editorial” com propaganda, algo discutível pelo veículo ser algo tão novo como o twitter, mas compreensível visto que é um modo de se vender um produto que até então não existia.

é como se tivéssemos televisão sem intervalos por anos e tivéssemos nos acostumado com esse formato e de repente começam do nada as inserções pagas por entre os programas. é fácil de entender por que as pessoas reagem assim, é razoável.

agora, o que não dá pra entender é a outra parte das pessoas que apoiam incondicionalmente o novo negócio e acham um absurdo a reação negativa. o argumento dessa parte é algo tão profundo como o bordão mais usado em perfis do orkut desse lado do planeta, “sua inveja fará minha fama”.

sério, isso não é inveja. inveja seria se quem reclamasse fosse outra celebridade com o mesmo número de followers da pessoa em questão e teria iguais chances de ser recrutado para tal campanha. é reação negativa de quem tem uma opinião diferente sobre um problema que vai além do twitter, aposto que em todo veículo de comunicação existe o dilema do ponto de equilíbrio entre informação de interesse público e publicidade.

será que não dá pra pensar fora da caixa e entender que isso exista sem apelar pro “isso é inveja” ou o “se as pessoas policiassem os políticos como policiam a blogosfera o país seria diferente”? o que seria o ideal? uma audiência apática que aceitasse tudo o que fosse publicado sem emitir nenhum tipo de opinião? a reação, qualquer que seja ela, não é prova que existe gente de verdade lendo o que vocês publicam?

as pessoas normais (as que não trabalham no mundo da propaganda) acham, via de regra, publicidade um troço chato. elas vão no banheiro no comercial, lê-se primeiro a notícia no jornal, para depois passar os olhos nas ofertas. reclama-se de revista que tem muita página de anúncio pago. esse é o mundo real e vocês que trabalham com isso devem sabê-lo melhor do que eu, afinal passam muito tempo analisando campanhas e tentando criar algo que vá além da pura propaganda e que caia no gosto popular. é esse o desafio.

acho o mimimi chato, mas tenho que concordar que eles, por hora, têm um argumento melhor do que o esquadrão anti-mimimi.

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