machine tags
o flickr oficializou o uso de machine tags no site. os usuários vão poder colocar um namespace nas tags de suas fotos, ou seja, vão ter como contextualizar do que está se falando quando criam tags.
uma foto “taggeada” com são paulo, por exemplo, pode ser uma foto da cidade são paulo, de algum evento na cidade de são paulo ou até de uma estátua de um santo. com machine tags a confusão fica bem limitada, uma vez que você pode especificar do que está falando.
tenho certeza que o flickr, que modificou bastante a estrutura de banco de dados do site para melhorar o suporte ao feature, vai encorajar o uso indiscriminado das tags, mas deve “entender” mesmo somente um número pequeno delas.
eu estou trabalhando numa aplicação que também gira em torno das machine tags e pensei muito se a melhor maneira de criar um frontend para elas fosse simplesmente deixar o usuário digitar algo do tipo “upcoming:event=81334″ num campo de texto.
o nome, afinal, é machine tags e elas, querendo ou não, têm um mark-up pré-definido para que uma máquina entenda a informação no fim do processo. seria então mais fácil esconder esse mark-up no backend e criar uma interface gráfica tipo click-drag-pull?
depois de matutar um pouco cheguei a um meio termo: criei uma espécie de tooltip que é acionado a medida que algo que pareça uma machine tag dentro do escopo da aplicação é digitado e dá a quem está inserindo a tag uma confirmação visual que é aquilo realmente que se quer dizer.
desse modo, eu não preciso esconder certas tags do usuário nem forçá-lo a aprender uma meta-linguagem a fim de se escrever uma simples tag “folksonômica”.
vai ser interessante ver isso se proliferando por aÃ. sei que qualquer pessoa que escrever uma implementação de machine tags vai esbarrar no mesmo problema.

14/02/2007 @ 10:23 - #