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domingo, 2 de março de 2008
trocando o fire pele wire

troquei a versão light (freeware) do netnewswire, o feedemon de mac, pelo newsfire(foto) logo depois de sair da mtv - já não precisava do feature de sincronização entre máquinas que o newswire tem já que passei a trabalhar só com o meu macbook.
não me habituo com os readers de web, nenhum ainda te dá a rapidez de uma interface compilada rodando no seu desktop, e ler feeds para mim tem que ser algo rápido, qualquer firula ou demora no acesso a um feed já tira minha atenção e volto a fazer o que estava fazendo anteriormente (invariavelmente trabalho). eu também não tenho o costume de “zerar feeds”, assino muita coisa, não teria como. eu uso smart folders para tentar domar o overload de informações, o que funciona muito bem.
feeds querem ser livres, pela sua própria natureza. eles são versões push de sites e blogs que, em sua imensa maioria, são de acesso gratuito. nunca ninguém pagou por browsers, os leitores de sites e blogs. ninguém quer pagar por feeds, o browser de RSS.
ninguém estranhou muito quando a versão parruda do netnewswire virou freeware no começo do ano (a versão light não tinha procura nem baixava podcasts).
agora o newsfire seguiu a tendência e é dado de graça também e muita gente achou ruim porque pagou, além da licença, mais 11 dólares para ter todos os upgrades de graça do programa, para sempre. também paguei pela licença mais cara, ultimamente era a única razão para continuar usando ele.
apesar da sua interface ser muito mais bonita, simples e mais confortável para o usuário de mac, o newsfire tem um grande problema em gerenciar muitos feeds, o que o torna um comedor de RAM crônico toda vez que está buscando novas atualizações ou reorganizando-se internamente.

o netnewswire (foto) é muito mais comportado com memória RAM e ciclos de processamento, mas é feio e desajeitado, claramente feito por quem usa PC. é altamente configurável, o que é bom, mas deixá-lo utilizável no primeiro uso depois de uma instalação sempre me toma tempo. nenhum dos mais de 20 estilos de templates que vêm com ele o deixa com uma cara de outra ferramenta mac, o que me coloca numa jornada pela rede para achar um template melhorzinho (estou usando o feedlight).
o engraçado é que realmente nenhuma dessas soluções incorpora tudo que eu procuro num feed reader, pulo de um para outro até achar um que dome os meus feeds e não me cobre isso em tempo. tempo somente, porque, ao contrário da tendência de não se cobrar por eles, estou disposto a pagar por um que seja o menos obstrutivo possível.
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sábado, 5 de janeiro de 2008
blu-ray vs. hd-dvd
tenho acompanhado a guerra de formatos como consumidor de filmes que sou. procuro entender os aspectos técnicos, mas não me julgo um grande conhecedor.
ontem a warner puxou o tapete do grupo hd-dvd anunciando que a partir de maio de 2008 só vai lançar títulos em blu-ray. o grupo hd-dvd, que tratou de lançar um comunicado se dizendo perplexo com a atitute do estúdio, cancelou a participação na feira eletrônica CES, o que é quase um jogar de toalha dado ao burburinho que ele próprio fazia do tamanho da campanha que estava preparada. muitos especialistas já dizem, enfaticamente, que o hd-dvd morreu ontem e prevêem até que alguns consumidores devolvam os player do formato comprados durante as últimas festas de fim de ano.
para ser curto e grosso, hoje em dia optar pelo blu-ray quase que implica comprar um playstation 3. os players da sony e pioneer são ainda direcionados ao consumidor de equipamentos topo de linha e custam em torno de 500 dólares. muito já se especulou sobre um player bd (corruptela de blu-ray disc) na faixa dos 100 dólares, mas não parece muito provável que tal player chegue ao mercado tão cedo.
o ps3 não é uma má escolha como bd-player. ele tem um bom processador e espaço em disco que permite que updates de firmware o mantenham atualizado por vários anos, até porque o formato blu-ray foi desenhado para constantes upgrades (já se pensa em discos com 100, 200 Gb de armazenamento, por exemplo). o que tem sido uma constante reclamação é o suporte de audio do ps3, que não tem suporte ao DTS HD, o formato que compete com o TRUE-HD e que está se tornando popular nos discos que estão sendo lançados. é lógico que o fato dele custar mais ou menos a mesma coisa que um bd-player normal com tudo a mais embutido nele - hd, processadores, ram, bluetooh, wi-fi - mostra que a sony está disposta a financiar a sua compra de ps3, desde que você seja um bom menino e compre bastante títulos blu-ray e videogames.
a toshiba tem uma linha de players de 100 dólares, mas ela está praticamente sozinha no mercado de players pelo que parece uma eternidade. se num futuro próximo só existir uma marca de player hd-dvd no mercado, você sabe o perrenhe que vai passar como consumidor.
falando em consumidor, nenhum dos formatos foi pensado tendo-o em mente, mas o blu-ray pode ser visto como o formato mais abusivo. ambos têm DRM (o blu-ray com um formato considerado mais difícil de ser quebrado e portanto mais cruel), ambos forçam o consumidor a comprar novamente os filmes que ele quer ter em alta-definição. no entanto, o hd-dvd acabou com a idéia estúpida de zonas, enquanto que o blu-ray dividiu o mundo em a, b e c, numa estratégia de mercado que, embora seja mais bem pensada que a do dvd (brasil e eua estão na mesma zona), beneficia os estúdios e não o consumidor.
o blu-ray, em contrapartida, oferece algumas vantagens não presentes no hd-dvd. por ser mais sensível à riscos que o hd-dvd, um mero risco pode arruinar o disco inteiro, o blu-ray recebe uma nova camada de proteção que o torna muito mais protegido aos maus-tratos que o dvd. imagino que essa proteção tenha sido uma das razões pelas quais a blockbuster resolveu optar pelo blu-ray ao invés do hd-dvd para os títulos colocados em locação (lógico que um cheque graúdo do grupo blu-ray também deve ter ajudado).
outra vantagem sobre o hd-dvd, e talvez a mais divulgada, é que o bd pode armazenar 4x mais dados do que o hd-dvd e, sendo um formato de armazenamento pensado como upgradable, pode vir a armazenar até 200gb por disco.
muito se compara essa guerra dos formatos de alta-definição com a guerra do vhs vs. betamax, mas eu acho que o gosto do consumidor foi instrumental dessa vez.
a tomada de lado dos estúdios não criou uma defasagem em números de lançamentos, a diferença entre títulos blu-ray e hd-dvd não passa de 30. os consumidores simplesmente compram mais blu-ray, mesmo que o número de hd-dvd players vendidos seja sensivelmente maior.
algumas pessoas apontam a disney como vantagem nessa predileção pelo blu-ray, mas eu acho que é improvável que os títulos mais família deles tenham todo esse apelo com o consumidor de alta-definição, pelo menos nesse estágio inicial.
se o blu-ray for mesmo o formato vencedor, como tudo indica, foi porque os números de vendas de títulos em blu-ray se mantiveram num patamar 2:1 sobre os em hd-dvd o ano inteiro.
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sexta, 28 de dezembro de 2007
kindle e mídia digital em 2007
quem consegue viver sem as suas engenhocas, ainda mais as que podemos carregar pra todo lado?
o carro, por exemplo, foi um dos primeiros e é o ultimate gadget, além do óbvio serviço que presta locomovendo quem está dentro, o dono o pode levar para todo lado. porém nem tudo justifica as rodas - com a miniaturização dos componentes dos eletrônicos, a gente passou a poder levar mais coisas de um lado para o outro. um marco dessa história é o walkman.
pois eu estava lendo esses dias um editorial da fangoria, a maior revista de cinema fantástico, que chamava a atenção para o fato que os commuters, como são chamados os profissionais que moram nos subúrbios de grandes cidades e precisam se locomover um tanto para chegar no local de trabalho, não estavam mais lendo livros nos trens ou ônibus. eles estavam muito ocupados ouvindo música no ipod, vendo o último episódio das suas séries favoritas nos seus ipod video, jogando um videogame nos seus psp’s ou navegando na internet nos seus iphones.
daí me atentei que o kindle da amazon, além de ser um veículo que vem tentar familiarizar o leitor ao e-book, que nunca realmente deslanchou, é uma tentativa desesperada de transformar o livro num gadget.
se vai conseguir ou não, é só esperar mais um pouco. eu acho que o páreo é duro, a gente gosta de carregar nossas engenhocas, mas existe um limite de espaço nos bolsos, pastas e bolsas.
o e-book também não trouxe um breakthru em como se vende mídia autoral digital. eu tenho um grande problema com o jeito que se distribui música digitalmente, por exemplo: ela custa o mesmo preço da mídia física e a sua durabilidade é muito menor.
99% das lojas que vendem música te dão uma cópia em mp3 do disco que você comprou só uma vez, cópia que você armazena num hd, um dispositivo de armazenamento mecânico, portanto bem passível de mortes súbitas. o re-download é considerado uma porta à pirataria, então se você perdeu um hd e quer reaver o que já tinha, tem que pagar mais uma vez pelo que perdeu, numa operação que seria virtualmente sem custo para quem vende, já que você já havia pago pelo direito de ter aquela música.
no caso dos livros, algumas editoras já praticam a venda casada da versão pdf e física do livro, mas o acréscimo ao preço final pela facilidade do pdf é incrivelmente alto. um pdf é um arquivo digital que é invariavelmente gerado no processo de confecção do livro, não existe custo adicional para a editora (e você já está pagando pelos direitos autorais da mídia, pois isso já é embutido no preço do livro físico).
eu não acho que o consumidor precise ser doutrinado para optar pela mídia digital mais, ele já entendeu o que está em jogo, já sacou a efemeridade do produto e está bem com isso. o mercado de dvd pirata nada mais é que a necessidade de se consumir um filme de forma quase descartável. ninguém está querendo a capa do filme, ou trilha de comentários do diretor. as pessoas só querem pagar 5 reais e assistir a um filme. quem quer o produto dvd, com capa bonita, disco durável e de boa qualidade, vai atrás do original.
é lógico que a informalidade deve ser combatida, mas não a mídia ou o mercado. existe um mercado de filme em dvd ruim e porcamente encodado por 3, 5 reais. acabar com ele é burrice, o lance é trazer para a formalidade.
da mesma forma que antes que o kindle vire mais um gadget a ser carregado, por que não dar o pdf de graça para quem já comprou o livro? as pessoas poderiam ler um ou outro capítulo no seu iphone ou psp antes de chegar no trabalho.
não preciso citar a questão do drm, ele não é a causa do problema, nem a solucão. a raiz do problema é que querem te vender o que você não quer comprar e 2007 ainda não foi o ano em que quem vende mídia digital atendeu à necessidade de quem a compra.
“When someone buys a book, they are also buying the right to resell that book, to loan it out, or to even give it away if they want. Everyone understands this.”
— Jeff Bezos, Open letter to Author’s Guild, 2002
“You may not sell, rent, lease, distribute, broadcast, sublicense or otherwise assign any rights to the Digital Content or any portion of it to any third party, and you may not remove any proprietary notices or labels on the Digital Content.”
— Amazon, Kindle Terms of Service, 2007
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quinta, 22 de novembro de 2007
apple “store” brasileira
tem coisas que a gente sabe que não vão dar certo, como a rede tv fazendo a versão brasileira de desperate housewives e essa apple store dentro do extra.
as flagship stores da apple são mais do que um lugar de se comprar computador, elas servem como uma central de informações para tudo da marca. tal serviço é inevitável já que a plataforma apple não é tão conhecida quanto a plataforma windows.
tem aquele anúncio da campanha “mac/pc” que brinca que os mac geniuses, os consultores que andam pelas lojas da apple, sabem tudo. é lógico que eles não sabem tudo, mas eles sabem bastante.
eles resolvem pequenos problemas com o seu computador ou ipod, trocam peças, apertam um parafuso; basta entrar na loja com algo da apple. e não são macacos treinados, eles são instruídos, creio eu, a sempre estar do lado do consumidor, como consumidores da marca eles mesmos: já ouvi alguns deles falando que tal máquina estava dando problema, que certa linha de notebooks da apple não era tão boa, que se comprasse seria melhor estender a garantia.
em resumo, a loja é mais que a loja, é um hub de informação sobre a marca, um grande comercial da apple, portanto teria que ser feita obedecendo tal propósito aqui do mesmo modo que é feita no resto do mundo.
poderia falar sobre a inadequação do lugar escolhido levando-se em conta o preço dos computadores apple no brasil, mas acho que isso é o óbvio ululante.
a questão é que a apple sabe o quanto tem de usuários no brasil, se não por número de vendas oficiais, via classes de ip que fazem updates pela rede, ou até atendimentos dos suportes autorizados.
ter uma loja que facilite a vida do usuário que quer trocar uma memória ou um hd, assistir a uma palestra sobre um software, comprar uma maleta nas dimensões certas do seu laptop ou até mesmo bater um papo com outros usuários macs para decidir qual será seu próximo modelo na maior cidade da américa latina é uma necessidade tamanha que faz parecer piada esse balcão turbinado de prova de iogurte do extra (ainda mais com essa maçã gigante em preto que deve ferir todos os manuais de aplicação da marca).
uma pena, porque se a notícia era uma prova que a apple brasil ao menos existia, a execução acabou por nos fazer sentir mais órfãos ainda.
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sexta, 26 de outubro de 2007
lo grande twittador
tenho fuçado as grandes aplicações web que usam ou tentam implementar, até certo ponto, os conceitos RESTful em suas APIs.
o twitter é, das apps mais conhecidas, uma que mais se aproxima de uma aplicação web que segue os padrões “milenares” do HTTP para simplificar a externalização das operações do site. desse modo, é possível criar algo como lo grande twittador em menos de meia hora usando rails 2.0 com activeresource.
nada mais cômodo para você twittar nesse dia internacional de se hablarse portunhol!
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quinta, 30 de agosto de 2007
brainstorm #9
o macaco aqui participou mais uma vez do podcast do brainstorm #9.
falamos sobre estadão x blogs, twitter, tv digital e secondlife. vai lá ouvir!
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sábado, 11 de agosto de 2007
facebook como plataforma
sem essa de novo myspace, o facebook, depois de pensar um pouco, é quase como um second life. você tem lá uma ferramenta fechada (mesmo que duas meta-linguagens usadas pelo site tenham sido lançadas com licença aberta, o facebook como um todo não é open source), com um grande número de usuários dando sopa e uma plataforma para que outras empresas possam criar um negócio lá dentro e explorar a ociosidade desses usuários.
a plataforma para os developers é bem feita e consiste em tornar a sessão do facebook viva na sua aplicação, que roda metade no seu servidor e metade no deles.
um usuário acrescenta a sua aplicação à conta dele. a partir daí, você pode, quase como um vírus (pense meme e não hacker), usar o próprio objeto de sessão ou até o fql, a simple query language do facebook, para copiar a sua aplicação para cada conta de usuário amigo.
o facebook, dessa forma, serve como um repositório de amizades, na medida que você pode replicar o usuário do facebook na sua aplicação.
a idéia é boa, você centraliza a relação entre usuários da sua aplicação num único local, e se livra dessa parte chata que é o ciclo que se repete a cada nova rede social: abrir um cadastro, convencer amigos que o serviço é bacana, esperar amigos adotarem o serviço, adicionar amigos, pular para a próxima novidade.
só que o facebook não é open source, sabe-se lá o que o serviço será depois do seu capital ser aberto. então nenhum empreendimento com algum plano de negócio vai delegar sua base de usuários a uma outra empresa, essa com interesses próprios e um contrato muito genérico de serviço com você.
o que acontece é que o usuário facebook vai ter que sair do ambiente facebook e abrir uma nova conta, em outro site, para ter, por exemplo, suas bandas favoritas no seu perfil do facebook.
a vantagem, no fim das contas, volta a ser a de você usar o círculo de amizades do fulano para divulgar seu serviço. o que, se você pensar bem, o fulano já fazia via “invite your friends” no seu site, mas sem o fator novidade do facebook computado - afinal, pageview já não é a moeda corrente da internet e sim a tal da unidade de atenção.
no entanto, o que você deve ter em mente é que a experiência “sua aplicação dentro da minha aplicação” do facebook está aquém do necessário para que o usuário saiba que ele está usando o seu serviço e não o do facebook.
a sua aplicação sofre um crippling, uma adequação ao padrão facebook. uma conversão a um formato proprietário, quando tudo que você quer é a sua aplicação, já pronta, gloriosa, dentro de um frame do facebook (aonde foi parar o frameset quando tanto se precisa dele?)
se você desenvolveu uma aplicação com uma boa api nos moldes RESTful, é trabalho de alguns dias chegar a uma mini aplicação para rodar no facebook, e isso só prova que a plataforma facebook é boa mas ela não é melhor que a internet em si.
(uma nota prática: se a sua aplicação for em rails, por exemplo, o head de se ter uma sessão alienígena viva no seu mongrel é proibitivo e você terá que pensar numa segunda aplicação para cuidar dos requests à api do facebook).
o facebook acaba sendo um browser engessado, com uma camada de relacionamento, dentro do seu próprio browser. e o triste é que essa camada de relacionamento poderia ser obtida com uma solução definitiva e livre de open id, algo como um repositório de identificação, e um microformato de amizades que você mesmo poderia hostear no seu blog ou em um repositório gratuito de microformatos, a la blogspot.com ou wordpress.org.
cheguei a conclusão que o melhor a ser feito é explorar a novidade do facebook ao seu favor. fazer uma aplicação que rode no formato iframe da plataforma, o mais fácil, dar só uma pequena amostra do seu aplicativo com um logo bem aplicado e esperar que um pequeno percentual dos usuários do facebook se converta em usuários da sua aplicação.
dessa forma, você mantém o controle total da experiência do usuário (cliché inevitável) no seu site, explora o poder viral do facebook ao seu favor e não encoraja outros grandes sites a criarem suas próprias meta-linguagens, o que inevitavelmente diminuiria o poder democratizador de lingua franca que o html mantém na internet.
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sexta, 3 de agosto de 2007
blu-ray vs. dvd
com muito pesar, tive que desistir de comprar o meu xbox 360 depois de comprovar que eu não era a única pessoa do mundo com muitos amigos que perderam o console para o bug das três luzes vermelhas da morte.
com uma taxa de 33% de consoles que dão problema nos primeiros meses de uso, o 360 deixou de ser uma solução viável para países como o brasil, que não possuem suporte de hardware do fabricante dentro do seu próprio território.
goodbye halo 3, hello ps3. nunca tive um playstation, pulei do nintendo pro xbox, mas estou gostando do ps3 como game console e como media center também. mas isso é papo para outro post, porque eu caí (ou me deixei levar) pela estratégia esperta da sony de embutir um blu-ray player no console (e cortar 100 dólares do seu preço na mesma semana que a microsoft formalizou o problema com o 360) e adotei o blu-ray como formato de dvd de alta definição.
o blu-ray e hd-dvd, assim como o dvd, são apenas formatos de media storage e pouco mais do que isso. então não vá pensando que comprando um disco blu-ray você está necessariamente comprando algo com uma imagem melhor que um dvd.
é a mesma história do dvd. no começo, os estúdios estão querendo vender um novo formato ao consumidor, então ficam super zelosos com a qualidade do encoding dos filmes. depois, com o formato já amplamente aceito e distribuidoras menores autorando seus títulos para o novo formato, um blu-ray ou hd-dvd pode ter uma imagem tão ruim quanto um dvd da lk-tel.
mas a questão é, com um bom encoding, saída 1080p e uma hdtv que aceite, sem downscaling, pelo menos 1080i (é quase um disparate falar em hdtv que não aceite 1080i, mas no brasil se vende plasma que não consegue mostrar isso) um blu-ray faz diferença, mesmo para quem consegue uma saída 720p com um dvd bem autorado. tanto que, depois de ver the fountain em blu-ray, decidi não mais comprar esses títulos maiores em dvd. a caixa do bladerunner, por exemplo, vai ter que esperar até a versão blu-ray, que deve sair uns dois meses depois da versão em dvd.
agora, quanto a guerra de formatos, muito embora dizem que o blu-ray é praticamente o vencedor e o preferido dos estúdios, tive a impressão de ver mais títulos em hd-dvd à venda na gringa. no entanto, com a toshiba vendendo hd-dvd player (que faz upscale de dvd para 1080i) à 200 dólares, não custa muito ter os dois formatos em casa.
que vale a pena o upgrade para hd, isso vale.
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quinta, 12 de julho de 2007
novas dlps da samsung

a samsung anunciou a sua nova linha de dlps e elas são magníficas. além de exibir 1080p nativo, a taxa de contraste finalmente chegou nos 10.000:1 dos plasmas.
eu já tinha cantado aqui que prefiria dlp às lcds e plasmas. estou há seis meses com uma dlp da samsung em casa e não trocaria por nenhum modelo lcd ou plasma. se comprasse outra vez, iria outra vez numa dlp. para quem liga mesmo para qualidade de imagem em filmes em dvd, não dá para negar que dlp é o que mais se assemelha à textura de filme visto no cinema, tanto é que é o formato base do cinema digital proposto pela thx.
a relação polegada/preço também é mais favorável nas tvs hd de dlp. o grande problema aqui no país é que não existe uma vontade de se vender dlp como tecnologia porque o povo compra mais tv como móvel (tem que ser preto, tem que ser fino, tem que dar para pendurar na parede) do que como gadget.
daí não se consegue reverter a má impressão que as antigas tvs de projeção deixaram: imagem lavada, efeito burn-in quando se jogava o mesmo video game por um número grande de horas, etc.
eu odiava tv de projeção, mas quando vi a imagem de uma dlp rodando um dvd me apaixonei na hora. e, o mais importante, depois de seis meses continuo adorando a minha.
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segunda, 9 de julho de 2007
if/then/else em lolcode
HAI
CAN HAS STDIO?
I HAS A VAR
GIMMEH VAR
IZ VAR BIGGER THAN 10?
YARLY
BTW this is true
VISIBLE “BIG NUMBER!”
NOWAI
BTW this is false
VISIBLE “LITTLE NUMBER!”
KTHX
KTHXBYE
#
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sábado, 30 de junho de 2007
iphonemania
meus novos co-workers ficaram 20 minutos só na fila, e compraram 2 iphones em nova york. lógico que me ligaram no ichat e ficaram me monstrando.
um funcionou na boa, outro não conecta nem com reza braba. estão tentando ligar no suporte, que é em algum lugar na índia, e que está absolutamente congestionado.
por mais bacana que seja, não é exatamente o que eu gostaria de estar fazendo numa sexta à noite. e você?
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quarta, 20 de junho de 2007
safari no windows, outra vez
eu não vi falarem por aí, mas o que eu mais esperava com o port do código do webkit/safari para o windows era que a apple instalasse as fontes-padrões dela na pasta de fontes do windows.
uma coisa que só quem usa os x descobre é que 80% dos grandes sites arrumadinhos (blog estilosos e web apps em geral, feitos com css/xhtml) são feitos em mac e usam fontes primariamente de mac, a lucida grande sendo a grande campeã.
não acredita? procure a versão ttf da fonte por aí e instale no seu windows para ver se a sua navegação não dá uma melhorada.
por algum motivo, a apple internalizou as fontes no próprio aplicativo windows, assim como o faz no itunes de pc. uma pena.
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terça, 12 de junho de 2007
safari 3 - fique longe
não sei se foi uma boa jogada lançar o safari 3 extremamente bugado para fazer bonito no wwdc.
nem no meu g5 com tiger aqui estava funcionando e já foi devidamente desinstalado. no pc aqui do lado, cada página era uma obra de arte conceitual.
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second life
é só uma impressão boba minha ou tem mais gente no second life fazendo pauta do second life do que gente “normal” usando o second life?
eu tenho uma teoria para isso: acho que grande parte do surto second life entre os publicitários e jornalistas vem do fato dessas pessoas não acompanharem o mundo dos games há pelo menos uma década, daí o deslumbramento excessivo.
para mim o second life só vai ficar algo interessante se eu puder entrar de master chief num dos shows virtuais da banda eva ou fatboy slim ou no ônibus-balada da gilette e botar o lança-míssel pra funcionar.
entrar num mundinho controlado, para ficar de papinho e vôozinho, sendo metralhado por campanhas de marketing “descolado”por todos os lados ainda não me apetece.
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sexta, 1 de junho de 2007
update the updater!
The Adobe Updater must update itself before it can check for updates. Would you like to update the Adobe Updater now?
ummm, do i have a choice?
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“hear no evil”
apagaram uma crítica muito construtiva deixada como comentário neste post do blog do developer day.
não lembro o nome do desenvolvedor, mas ele reclamava, entre outras coisas, da falta de foco nos desenvolvedores.
muito chato isso! quem não está aberto à críticas positivas, não tem como melhorar. ano que vem não estarei lá.
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google developer day 2007
o primeiro google developer day brasileiro, um evento internacional da empresa dedicado aos desenvolvedores, foi frustrante. é triste ver que a pauta no resto do mundo todo foi mais avançada e mais voltada ao público a que o evento se destinava.
enquanto lá se falava no novo google gears, a nova plataforma de aplicações offline do google lançada oportunamente para a ocasião, no brasil se ensinava como escolher template do adsense, qual a região de maior clickthru nos sites, o que é um hello world (”um programa bem simples”), que a taxa de freqüência de atualização do cache do igoogle é da última até a próxima atualização (!), que você deve testar seu google gadget no firefox e que deve mandar para seus amigos, que se pá vira viral.
sim, quem escolheu o tema e o nível das palestras subestimou a capacidade do público presente. só porque era o primeiro developer day brasileiro tinha que ser mais introdutório? pois acho que todos os presentes queriam sair de lá cheios de dúvidas na cabeça e com a noção que existe muito a ser aprendido, muito chão para percorrer. não era a hora de “pegar leve”.
não devia nem falar da falta de wi-fi para todos, nem do almoço miado (dois sanduíches de queijo com cenoura e qualquer coisa e *um* refri); mas uma consulta rápida ao flickr (1 2) mostra que nisso também o evento ficou aquém do resto do mundo.
e só para não falar algo legal sobre o evento, a palestra sobre o google maps foi tudo que as outras não foram: direta, hands-on, sem apresentações “developers, esta é a javascript”.
ah, e quando você deixava o bluetooth de qualquer laptop ligado (até os palestrantes com mac tinham que ficar dando ok entre um ou outro slide do powerpoint), alguém entitulado “google” te mandava esta foto bizarra (uma privada borrada?)
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segunda, 23 de abril de 2007
fontes no ubuntu
alguém por aí sabe ou pode me apontar na direção de uma lista das fontes que o ubuntu instala?
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terça, 13 de fevereiro de 2007
machine tags
o flickr oficializou o uso de machine tags no site. os usuários vão poder colocar um namespace nas tags de suas fotos, ou seja, vão ter como contextualizar do que está se falando quando criam tags.
uma foto “taggeada” com são paulo, por exemplo, pode ser uma foto da cidade são paulo, de algum evento na cidade de são paulo ou até de uma estátua de um santo. com machine tags a confusão fica bem limitada, uma vez que você pode especificar do que está falando.
tenho certeza que o flickr, que modificou bastante a estrutura de banco de dados do site para melhorar o suporte ao feature, vai encorajar o uso indiscriminado das tags, mas deve “entender” mesmo somente um número pequeno delas.
eu estou trabalhando numa aplicação que também gira em torno das machine tags e pensei muito se a melhor maneira de criar um frontend para elas fosse simplesmente deixar o usuário digitar algo do tipo “upcoming:event=81334″ num campo de texto.
o nome, afinal, é machine tags e elas, querendo ou não, têm um mark-up pré-definido para que uma máquina entenda a informação no fim do processo. seria então mais fácil esconder esse mark-up no backend e criar uma interface gráfica tipo click-drag-pull?
depois de matutar um pouco cheguei a um meio termo: criei uma espécie de tooltip que é acionado a medida que algo que pareça uma machine tag dentro do escopo da aplicação é digitado e dá a quem está inserindo a tag uma confirmação visual que é aquilo realmente que se quer dizer.
desse modo, eu não preciso esconder certas tags do usuário nem forçá-lo a aprender uma meta-linguagem a fim de se escrever uma simples tag “folksonômica”.
vai ser interessante ver isso se proliferando por aí. sei que qualquer pessoa que escrever uma implementação de machine tags vai esbarrar no mesmo problema.
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segunda, 22 de janeiro de 2007
snappin’ it myself
como falei, troquei os snapshots da snap por um script que escrevi.
além de se integrarem melhor ao look do blog, a vantagem de usar uma solução própria é o tamanho do arquivo javascript, screenshots mais atualizados e uma adequação maior ao contexto em que são usados.
o arquivo js ficou nos 4k, contra os 80 e tantos do snap. não é porque sou um programador super econômico mas porque escrevi o código em cima do prototype, uma library que eu já estava carregando há um tempo em função da tag cloud e das tags com ajax. usar o snap era talvez carregar as mesmas funções para lidar com as diferentes implementações de css e javascript dos browsers, uma redundância.
como só estou usando eles para os links do blogroll (ainda não estou completamente convencido que ter preview em todos os links externos é algo positivo), posso agendar o script que captura aqueles endereços listados com uma frequência maior.
para a imagem, estou usando png 64 cores, o que eu acho que dá um resultado melhor do que jpg nas dimensões em que as imagens ficam (mas que gera arquivos um pouco maiores do que os da snap, que são jpg).
para aproveitar o contexto em que são usados, faço uma pesquisa no technorati para tentar descobrir a última atualização, incoming links e rank do blog.
a data da última atualização é algo muito doido: aparentemente, tem serviço de ping que usa o seu próprio fuso e outros, o do autor do blog - uma salada. além disso, sou obrigado a fazer um cache meio indecente, pois o limite diário de pesquisas que o technorati fornece a cada conta de developer é bem restritivo.
os screenshots são gerados por ruby e applescript, usando o webkit como renderer. o webkit é o projeto opensource que transforma o khtml (konqueror) na engine que o osx usa. dá para compilá-lo para virtualmente qualquer unix flavor (e até para windows). é, disparado, o renderer mais rápido do mercado.
o sistema em si está em beta, e planejo fazer um port para ser rodado completamente num servidor debian usando o firefox como renderer - existe um add-on que promete funcionar via linha de comando.
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terça, 16 de janeiro de 2007
snap preview anywhere
esse lance de ver screenshots do site cujo link você passou o mouse por cima é bacana, mas não só isso: é uma economia de clicks, de tempo, de “ah, eu já tinha visto esse site”.
o problema é que a snap preview não consegue manter shots muito atualizados, eles não são o google.
implementei um script que se conecta aos blogs do meu blogroll, aonde estou usando o snap!, e renova os snapshots cada vez que algo novo é publicado nele. ele usa o webkit (o renderer do safari, omniweb e outros browsers do osx - sei que o mozilla pode fazer isso mas não achei o método exportado para applescript - ele não é cocoa) para tirar um screenshot da página e o próprio script de blogroll do wordpress.
assim que tiver um tempo eu vou colocá-lo em funcionamento e aposentar o spa.
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sexta, 12 de janeiro de 2007
revolvendo o iphone
a apple anunciou o iphone na última terça com ainda quase 6 meses até que ele possa efetivamente ser comprado e o celular virou o gadget mais desejado do ano. eu me pergunto se isso não leva a uma reavaliação do trabalho dos departamentos de r&d da concorrência, já sabendo que a resposta deve ser não.
veja bem, a apple não veio do futuro, nem de uma outra galáxia. tudo que eles inventam usam tecnologias que existem por aí e que estão, de alguma forma, disponíveis para outras empresas também.
montar um notebook, muita gente monta. agora, pensar nos pequenos detalhes que fazem dos macbooks os melhores notebooks que eu já vi, só a apple faz.
é um cabo de força que é ligado ao computador magneticamente para que se alguém tropece no fio não leve o aparelho junto, é fazer uma função que escurece a tela depois de alguns minutos de inatividade para economizar energia, é colocar um medidor de duração da bateria na parte externa para que não se precise ligar o computador para saber quanto tempo resta nela.
agora, com o iphone, colocaram outra vez a cabeça para pensar num jeito de facilitar a vida do usuário, o que deveria ser a prioridade número um de qualquer produto.
a apple como corporação consegue manter uma filosofia ao mesmo tempo que a nokia, a dell, a hp, a motorola aparentam ser simplesmente organismos corporativos multicelulares liderados por um cérebro enjarrado faminto por gráficos de pizza.
isso deve afetar todo o jeito de se trabalhar num lugar, o modelo hierárquico de lá deve ser algo novo, que, se não totalmente revolucionário, pelo menos mais inspirador, menos podante, menos brochante, mais baseado em idéias e em quem as tem do que nos parâmetros enferrujados de rh.
eu já vi gente em ti de empresas grandes sendo promovida por ser “asseadinha e sempre chegar no horário”. essas pessoas, há de se concordar, nunca desenvolveriam um iphone.