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sexta, 29 de fevereiro de 2008

mister b. gone

clive barker - mister b. gone

“It seemed to me, while I was talking of the brief, harsh years of those who plowed fields and blinded birds, that life - any life - is not unlike a book. For one thing, it has blank pages at both ends.”

Clive Barker, Mister B. Gone

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sexta, 28 de setembro de 2007

spook country

spook country

“He was, basically, a DJ. Or DJ-like, in any case, which was what counted. His day job, troubleshooting navigational systems or whatever it was, made a sort of sense too. It was, often as not, the wonk side of being DJ-like, and often as not the side that paid the rent.”

William Gibson, Spook Country

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anos atrás: videodroming (2004)

sexta, 15 de junho de 2007

estiagem literária

tudo bem, ainda tenho uns 20 livros novinhos me esperando, mas conto com a pressão de uma estante cheia para acabar o que estou lendo no momento (um livro de contos do paul di filippo, muito bom por sinal, e alternando com outro livro de contos do jeffrey ford, também bem agradável até o momento).

por mais emocionante que a história seja, o que me leva terminar um livro é a idéia de ler o próximo. então estava averiguando os lançamentos na locus e a decepção bateu - nada de interessante no horizonte, a não ser o novo do gibson.

uma grande distribuidora de livros faliu nos estados unidos no fim do ano passado, o que deixou a situação bem difícil para os estilos mais marginais de literatura, os estilos que invariavelmente mais me interessam.

isso, aparentemente, não desencorajou alguns editores que continuam lançando muita porcaria no gênero ficção-científica e fantasia.

voltando ao ponto, a grande parte dos lançamentos na locus tem “parte número nove da saga x” na resenha e, sinceramente, não dá para ler oito livros antes de chegar ao determinado lançamento de capa de gosto duvidoso.

alguns até tiram uma boa risada só pela rápida descrição de contra-capa: meat puppet cabaret, por exemplo, trata de um presente alternativo onde o príncipe charles estaria em órbita cuidando da vida da sua filha, allegra, resgatada ainda em estado embrionário da barriga da princesa diana pelo jack o estripador minutos depois do fatídico acidente da limosine em paris!

tenho, como já disse, comprado pelo menos um livro por mês da mcsweeney’s, uma das editoras mais abaladas pela falência da ams, cujos livros, além de interessantes, são os mais bonitos e bem acabados que eu já vi. eles estão com uma promoção com vários livros por menos de 10 doletas, ou seja, menos de 20 reais.

livro, é bom lembrar, não paga imposto de importação e você ainda treina o seu inglês com o mínimo de esforço.

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anos atrás: medo do longhorn (2005), firefox 0.9 (2004), vivíssimo (2004), bob fosse? (2004), casal sarrafada (2003)

sexta, 30 de março de 2007

mcsweeney’s

a child again

é difícil se livrar de certos costumes.

não sei se algum dia vou me acostumar com o ato de comprar música digital na juno ou beatport ao invés do vinil, mesmo que o novo icms que joga 18% em cima dos já absurdos 60% de taxa sobre qualquer item importado me empurre para longe do formato.

já algo que eu sei é que livro de papel nunca vou deixar de comprar. especialmente se continuar descobrindo essas editoras como a mcsweeney’s, que tomam tanto cuidado com os seus lançamentos que elevam os capas-duras a meu objeto de desejo número um.

eles tem uma série chamada rectangulars de livretos de 200 páginas de autores não muito conhecidos (da qual o a child again faz parte) que são os livros mais bem acabados que eu já vi. virou fetiche e de vez enquando compro um ou outro que o mumpsimus indica. chegam a destoar na estante de tão bonitos.

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anos atrás: best fight scene of all time (2006), sucky logo (2006), learn css positioning in ten steps (2006), welcome to hive7 (2006), mydeathspace.com (2006)

sábado, 17 de fevereiro de 2007

cloud atlas

cloud atlas

“I swear, Sixsmith, that warty old Shylock looks more repulsive every time I clap eyes on him. Has he got a magical portrait of himself stashed in his attic, getting more beautiful by the year?”

David Mitchell, Cloud Atlas

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anos atrás: q - q [kju:] (2006), amazon plans to develop its own ipod (2006), lost the musical (2006), wordpress 1.5 (2005), weird science (2004)

terça, 16 de janeiro de 2007

woken furies starstarstarstar

Del Rey
464p.
$10.17

richard k. morgan woken furies

woken furies é o terceiro livro de richard k. morgan sobre takeshi kovacs, o cara que jack bauer e chuck norris chamam quando não conseguem dar conta do recado.

no futuro dos livros de morgan (e o de vários outros autores, é dificilmente uma idéia original) quem pode pagar (e quem não faz parte de seitas que condenam a tecnologia) não morre mais.

a memória é guardada num cartucho localizado na espinha cervical e o corpo humano vira mais um produto que pode ser comprado, tunado e até sintetizado no caso de você precisar fazer uma viagem por needlecast (a transmissão de memória de um planeta para outro). você é imortal enquanto seu cortical stack esteja operante e o seu plano de back-up remoto em dia.

o livro é mais do que uma boa adição a série, é uma injeção de ânimo na franquia kovacs que mostrava algum sinal de desgaste no anterior broken angels.

morgan escreveu seu livro mais moroso, tanto pela densidade do enredo e grande número de personagens (ao ponto de pedir um dramatis personæ, este não incluso), mas que mostra que está entrando no panteão dos autores de sci-fi que tem a chance de quebrar a barreira dos paperbacks de capas vexaminosas (foto ilustrativa no começo do post).

altered carbon, é bom lembrar, foi vendido para o cinema para o produtor joel silver, um cara de erros e acertos (produziu matrix e v de vingança mas também swordfish - a senha e dungeos & dragons), por um milhão de dólares.

pode ser o começo de uma boa série de filmes, pode ser uma bosta encabeçada por ben affleck, pode virar roteiro maldito como o neuromancer de gibson.

não espere para ver, compre os livros originais antes dos tie-ins e seja um geek de respeito!

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anos atrás: palpites globo de ouro (2006), vocês também? (2006), ifilm movies: slither (2006), domelhor.net (2006), apple is worth more than dell (2006)

quinta, 23 de novembro de 2006

jeffrey ford

the girl in the glass

“This guy’s the whitest guy you ever saw,” said Anthony, “and he’s got a head like a fucked-up Thanksgiving gourd with teeth. He could break your neck with his bare hands.”

“Is he single?” asked Miss Belinda.

Jeffrey Ford, The Girl in the Glass

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anos atrás: bungie rox! (2004)

terça, 10 de outubro de 2006

canibais

dark delicacies

“All this protein is messing with our systems.”

“Atkins is so full of it.”

“We should eat him”, Dwight chuckled.

“He’s dead, dork.” Angelo grinned.

“Hasn’t always stopped us.”

Nancy Holder, Out Twelve-Steppin’, Summer Of AA

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anos atrás: vmb 2004 (2004), mostra (2003), tracklist joba (2003)

segunda, 2 de outubro de 2006

two commercial planes…

“Two commercial planes have flown over low and close together. The recent increase in plane crashes is mainly down to this crazy behaviour by pilots, who try to make up for the actual lack of air space with imagination and arrogance. But what would aiports be without these little delights.”

Ray Loriga, Tokyo Doesn’t Love Us Anymore

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anos atrás: rocking my world... (2003)

sexta, 23 de junho de 2006

álbuns da dark horse

crimes macabros

entre os 4 álbuns que a pixel desovou nas bancas e o lançamento do spin-off do hellboy, b.p.d.p., pela mythos, este foi o mês que eu mais gastei com quadrinhos (não por mera coincidência, todos são da dark horse comics, a editora americana mais bacanuca, imho). prova do crescimento da cultura do hq no país, talvez pelo hq ter sido terreno fértil para as adaptações cinematográficas nos últimos anos.

não dá pra reclamar dos lançamentos nacionais, a qualidade está quase que impecável - a pixel deu visivelmente uma melhorada na qualidade de impressão e “localização” nesta última leva, os preços estão justos.

só dá pena que o formato álbum esteja se consagrando, ao invés do lançamento em partes. a compra semanal de episódios faz parte da cultura hq e também permite um certo grau de seletividade, não gostou do rumo da história, começa a comprar outro título…

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anos atrás: gif animadinhas! (2003)

quinta, 25 de maio de 2006

cell starstarstar

Scribner
384p.
$16.17

stephen king - cell

não consigo lembrar do último livro de s. king que eu li antes deste cell, só sei que eu tinha lido tudo que podia aguentar sobre garotos excepcionais e extra-terrestres em volumes que beiravam as oitocentas páginas.

cell parece ser muito bem editado, sem partes lentas e que não servem ao fluxo da trama, o que num livro de king só ajuda.

trata-se, a dedicatória à george romero entrega já no início, de uma zombie novel, mas com um quê tecnofóbico: numa tarde de outono uma ligação transforma instantaneamente todos os portadores de celular numa espécie de zumbi, causando explosões, acidentes de carro e aviões; um 9 de setembro de proporções continentais.

king conta, a partir daí, a história de um trio improvável de sobreviventes que se unem no desespero do momento e começam a procurar abrigo enquanto as hordas de zumbis vão ficando cada vez mais organizadas.

o que impede cell de habitar o topo da produção de king é o último terço do livro, que infelizmente não sobrevive à promessa do virar de páginas que é o começo. é o preço de se tirar o chão dos pés do leitor assim de supetão sem uma ótima razão reservada para o final.

é preciso dizer, no entanto, que cell está muito acima de tommyknockers ou desesperation. enxuto e com várias referências culturais moderninhas (de “crazy frog” à “emo”, king mostra que é tudo menos um escritor ermitão), é leitura pop e diverte.

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anos atrás: acaba hoje (2005)

terça, 2 de maio de 2006

celular

De acordo com a tia, o celular em que a estudante falava, da marca Motorola, foi o que explodiu. A explosão teria provocado uma reação em cadeia, e o outro celular, da marca Nokia, também explodiu… #

caramba, tou lendo o cell, último do stephen king, e confesso que essa notícia da folha hoje me deu arrepios.

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domingo, 2 de abril de 2006

your own pet fish

the course of the heart

“You haul yourself over the wall, you glimpse new country: good! You can never again be what you were! Just as you’re patting yourself on the back you see this string of stuff tied to your leg like the tail of a kite, and it’s all the fucking Christmas card you ever sent. All the gas bills you ever paid. All the family snaps which will never, ever allow you to be anybody else: there you are, goggling out, nosing against the glass - your own pet fish.”

M. John Harrison, The Course Of The Heart

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anos atrás: lov.e hoje (2004)

terça, 28 de março de 2006

mantra-meer

“Once you are not disillusioned, you need to take yourself out back and shoot yourself in the head.”

Evil Monkey (aka Jeff VanderMeer), via mumpsimus

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anos atrás: confusion (2005)

sábado, 18 de março de 2006

new weird

matéria sobre new weird na folha. não dá pra saber como colocaram o stephen king lá, um exercício de alongamento conceitual para citar um nome que soe familiar ao grande público?

uma mistura de tolkien com matrix? ow gowd.

prós: deve ser a primeira vez que se fala no gênero num jornal de peso, a matéria cita alguns bons nomes e tem um caráter de urgência que pode fazer com que alguns livros sejam editados por aqui e acertaram o sexo do china miéville, mesmo que tenham errado o sexo da escritora australiana k.j. bishop.

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anos atrás: m-11-m (2004), blog survey (2004), mt 3.0 alpha (2004)

quarta, 15 de março de 2006

clive barker em nova hq

the great and secret show

não dá para se lembrar da última vez que clive barker, escritor inglês baseado na califórnia e uma vez tido como o futuro da literatura de horror, escreveu algo de interessante no estilo que o consagrou.

hoje em dia ele é uma máquina muito bem engraxada de licenciar produtos baseados no seu heyday de escritor.

resta, para os fãs, revisitarem os bons momentos de sua verve literária nos subprodutos dela. e eis que chegou a vez de the books of art, uma trilogia capenga (a terceira parte foi prometida mas nunca escrita) mas que é o que a ficção metafísica de barker tem de melhor.

adaptada pela mesma equipe que cuidou da recente versão quadrinhesca do mundo de george romero, a série de 12 hqs chega às bancas americanas este mês.

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anos atrás: em tempo (2005), constantine (2005), xbox 2 no g5 (2004), séries (2004), shit hits the fan (2004)

terça, 7 de março de 2006

wess’har novels

acabei de ler o segundo volume das wess’har novels (crossing the line), série de seis livros da escritora karen traviss, famosa pelos tie-in’s do star wars.

são space-operas competentes (e eu não lia uma há muito) sobre um sistema solar em que três diferentes sociedades alienígenas disputam um planeta habitável. três não, quatro, porque os humanos acabaram que chegar para animar a festa.

muito embora os livros funcionem como os tradicionais livros de bolso sci-fi-militares, karen vai um pouco além quando escolhe como mote a preocupação ambiental: a civilização mais poderosa é ortodoxalmente a favor do equilíbrio ecológico a qualquer preço (eco-terrorismo é muito pouco para definir a filosofia de vida dos wess’har).

além do fato dessas trilogias que viram hexalogias me incomodarem, todas as raças alienígenas têm algum tipo de memória genética que sugere que o homem, por comparação indireta, seria supostamente menos produto do seu meio e mais do seu passado genético. é uma afirmação, mesmo que inserida num contexto ficcional, dura de se engolir.

mas, passando a régua, é bom divertimento. texto rápido, sem rococó.

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anos atrás: arcades (2003), flap: flash-remoting com perl (2003)

sexta, 3 de março de 2006

pilha de livros

snake moon, mike mignola cover

pois não é que a pilha de livros comprados ano passado estava quase minguando? veio o natal e ganhei alguns, recentemente comprei outros tantos e ela está com aquele olhar petulante outra vez.

ganhei e vou ler o cell, novo do stephen king, de tanto que me falam que o volume é decente. nem lembro do último que li dele, talvez desperation anos atrás, que não me agradou muito. estou empolgado.

a coletânea de contos do miéville (looking for jake, china miéville) também me aguarda, a nova roubada (woken furies, richard k. morgan) na qual o takeshi kovacs irá se meter, a edição americana do viriconium do mestre m. john harrison, natural history da hypada justina robson e four and twenty blackbirds, debut de cherie priest.

preparo cofre e coração para mais uma edição limitada da night shade books, dessa vez do snake moon do ray manzarek (imagem), capa desenhada por mike mignola (hellboy), com autógrafo do mesmo e do autor.

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anos atrás: spiceee.com (2003)

quinta, 9 de fevereiro de 2006

air starstarstarstar

St. Martin's Griffin
400p.
U$10.50

geoff ryman: air

assim como gibson e sterling, geoff ryman é uma espécie de escritor infojunkie que quando escreve ficção cyberpunk investe mais em cultura pop do que na pura especulação científica, moral ou até militar que caracteriza a maior parte dos volumes sci-fi.

em air, geoff escreve sobre uma nova internet que, num futuro próximo (vinte e tantos anos a frente), é transmitida pelo ar, direto ao cérebro de todos, sem precisar de nenhuma interface externa e de maneira compulsória.

só que mesmo passados vinte anos, ainda existem lugares onde nem a primeira onda de internet chegou.

chung mae, uma consultora de modas de uma pequena aldeia do fictício país asiático karzistan (inspirado levemente no kasaquistão), sofre um trauma no primeiro teste de conectividade da nova rede, o qual é um desastre total, levando milhares à morte.

a partir daí ela decide que precisa educar as pessoas do seu vilarejo agrícola para a chegada da nova tecnologia, que acontecerá em breve, mesmo com os maus resultados do primeiro teste.

mae, uma mulher que vive numa sociedade de valores seculares, que é obrigada a tomar o rumo de sua vida, da sua casa e da sua vila inteira é a personagem mais cativante que encontrei nos últimos anos de leitura.

ela não sabe ler, nunca saiu dos arredores da sua vila, mas entende que, por algum motivo, precisa se conectar ao mundo e ser o agente da mudança aonde vive, mesmo que qualquer tipo de mudança seja repelida pelos costumes locais.

mas antes de sentir os ares de mudança chegando ao dia a dia da cidade, mae tem que administrar as mudanças na sua própria vida: o marido alcoólatra penhora a casa num empréstimo cujos juros não vai conseguir pagar, a temporada de formaturas, quando consegue vender vestidos, acabou e seu caso com o vizinho acaba de lhe dar uma gravidez bem fora do normal.

do mundo desenvolvido, ryman conta muito pouco. o contato externo é feito pela única tv digital da cidade, que é disputada a tapas pelos moradores, que preferem ver sessões infindáveis de kung-fu a usar os programas de email e browser instalados na máquina.

mas isso pouco importa: a intimidade com que o autor escreve sobre os modos e costumes asiáticos faz com uma ambientação global ou que até alguns fatos que requerem um tanto de suspensão da realidade por parte do leitor passem batido.

o final, vale avisar, é acachapante.

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segunda, 31 de outubro de 2005

vandermeer

“The jungle is easy, Dradin. I could survive, frail as I am. It’s the city that’s hard.”

Jeff VanderMeer, City of Saints & Madmen

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terça, 20 de setembro de 2005

iron council starstarstarstar

Ballantine
564 p.
U$15.95

comecei lendo o último livro do china miéville já esperando uma subida íngreme e lenta, escorado no estilo dos dois outros livros dele que se passam em bas-lag, ambos já muito comentados por aqui, perdido street station e the scar.

iron council não é diferente. sedimenta o estilo de miéville e este é lento, exaustivamente criativo, preocupado mais com o efeito de cada uma das suas sentenças do que manter o leitor acordado à noite, indo de capítulo em capítulo. não existe cliff-hanger que funcione com miéville.

justamente por este ser o livro mais audacioso em sua forma, miéville consegue se safar como um escritor de fantasia que revisita o seu universo paralelo pela terceira vez, numa carreira que gerou até hoje apenas quatro livros.

a predileção do autor pela forma nem sempre age a favor de quem lê iron council.

o exemplo mais claro é quando quase na metade do livro miéville pára o bonde e regride quase duas décadas para contar a história de judah law e a sua conexão com os peões rebeldes que, após uma série de infortúnios (estes sempre presentes na história da sua metrópolis-mor new crobuzon) roubam o trem cuja linha foram contratados para abrir na faca e neste trem constroem uma cidade itinerante.

continue lendo iron council

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sexta, 9 de setembro de 2005

boa safra i

de setembro até o fim do ano tem uma boa leva de novos livros saindo, para desespero das minhas finanças, já tão atribuladas, coitadas.

a inglesa clare dudman estreou com o competente one day the ice will reveal all its dead, uma comovente ficcionalização da vida do cientista alemão alfred wegener. foi ele quem criou a teoria da deriva dos continentes, que sugere um continente único (pangeia) que teria dado origem a todos os outros depois de várias mudanças na crosta terrestre.

a teoria de wegener era motivo de chacota e seguiu desacreditada até a sua morte numa expedição a uma ainda misteriosa groelândia.

em 98 reasons for being, clare coloca seus dotes ficcionais para preencher a vida do médico alemão heinrich hoffmann, um dos percussores da psiquiatria. se for metade do que o one day… foi, já está valendo.

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anos atrás: megaliga (2004), sonar (2004), gizele fala (2003), filmes... (2003), blogs, fotologs, etc. (2003)

segunda, 22 de agosto de 2005

stanley kubrick archives

se você não tem cartão internacional ou quer comprar parcelado, a americanas.com está vendendo o sensacional stanley kubrick archives da taschen por R$829,90 com pronta entrega (dois dias úteis na grande são paulo).

lembrando que o preço tabelado do livro lá fora é 200 doletas (quase 50% a menos que o preço da americanas) e livro, mesmo com a conhecida falta de apreço do nosso presidente pela leitura, ainda não paga imposto no brasil - olha que beleza.

o livro é gigantesco e é a coisa mais bonita que eu tenho na minha casa.

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anos atrás: segway roubado (2003), 'con', googled. (2003), wired (2003)

quarta, 17 de agosto de 2005

iron council

“Creatures who fight murder die and reconfigure everything for beauty, for the intricacy of the web that is the world they see, a concatenation of threads in impossible spiral symmetry.”

China Miéville, Iron Council.

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terça, 19 de julho de 2005

além de hogwarts

harry potter é bacana?

você fica esperando sempre pelo próximo e faz fila pra comprar o livro ainda em inglês, entra na pré-venda e tals?

parabéns, você gosta de ler e um pouco de boa fantasia escapista faz o seu dia a dia mais interessante.

então, depois de ler o príncipe mestiço, que tal dar uma olhada nestes escritores (1 2)?

[via mumpsimus]

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