pimp dem covas dog!

capas de discos em versão hip-hop anos 90.

capas de discos em versão hip-hop anos 90.

o último álbum do grizzly bear, o yellow house, é trilha sonora oficial das madrugas programando em rails. um folk meio cabeça, psicodélico, sem a presunção de se agarrar a esses novos rótulos tipo indie folk, electro-folk, etc.
agora, com a première do video de knife que o stereogum fez, tou achando que os caras são realmente ruins da cabeça! faz tempo que não vejo clipe tão legal.
a versão acústica e andarilha da mesma música pelas ruas de paris é outro clipe tão bom quanto o oficial.

os desavisados, que pegam o bonde no último ponto e querem ir na janelinha, devem lembrar que esse negócio de techno tem história e ela é, como toda história, cÃclica, tende a se repetir.
pode-se dizer que a onda de repúdio ao minimal é, salvo as proporções (esse negócio de música eletrônica cresceu um tanto), algo bem parecido ao que rolava com o detroit techno alguns anos atrás.
era talvez até mais pontual dado ao fato que o estilo então era a música vinda de um lugar só - era como se o minimal, vejam só, se chamasse “berlin techno”. se você não era de berlin, você não fazia berlin techno, ganhava muitas frações a menos que os djs de lá e definitivamente não podia andar na janelinha do bonde do berlin techno. você, dj inglês suburbano, era um cocô.
os djs de detroit faziam fortuna e monopolizavam as grandes festas de techno da europa no apogeu do estilo. época que o menino surgeon lançou uma trinca bombástica de álbuns: este basictonalvocabulary (em 97), balance (de 98) e o force+form (em 99) - este o álbum que ajudou a definir o techno percussivo que 9 em 10 produtores iriam fazer nos os anos seguintes.
basictonal (para resumir) é o álbum mais desengonçado dos três, mas o que ainda me intriga até hoje. a falta de formosura em cada track (e no álbum como um todo) pode ser justificada pelo fato de menino surgeon falar a todos os cantos (discurso que mantém até hoje, até onde sei) que o detroit techno é algo supervalorizado. muito bem, mas como explicar o clima jeff-millsiano que habita as ambiências de todas as faixas do disco?
é uma dicotomia falsa, provar a regra pela exceção quando uma não desqualifica imediatamente a outra.
mesmo assim, basictonal tem mills que não podia ser feito por mills, um olhar para a frente, uma bagunça com certa atenção à textura do som e à qualidade do mix final que não se via muito em detroit e que bem pode ter sido o seu fim, uma vez que o mundo do techno foi invadido por adolescentes europeus mimados com seus super estúdios e uma destreza inacreditável em suas equalizações.
o álbum tem uma consistência difÃcil de se achar por aÃ: é um trabalho em que a única constante é a vontade de fazer techno dançante com barulhos que formam um unidade entre si. não existe break nem tampouco apelo de pista, mas também não existe viagem, muito menos improvisação.
depois do sucesso de force+form, que colocou o elemento percussivo no mapa e lançou surgeon numa série de eps pelo selo counterbalance (esses que foram até hoje o maior crossover da sua carreira- quem não dançou la real?), o som do menino foi realmente se distanciando das influências de detroit e foi beber na veia punk da cena de birmingham, criando uma espécie de hÃbrido techno-ebm popularizado pela dupla com seu chapa regis, os british murder boys.
o mérito de surgeon, como de todo bom artista, é de se repetir até o ponto de cansar e, sem aviso, pular para outra fase. nada tem o virtuosismo analógico de 9 hours into the future ou a 303 acachapante de scourn; o casamento entre o tranqüilo e noiado de first.
agora que a passagem do bonde surgeon pelo brasil está mais uma vez confirmada, é de se sentar e ouvir basictonal com ouvidos frescos. e, quem sabe, garantir uma janelinha.

wincing the night away, o novo disco do the shins vazou (que disco não vaza esses dias?) e é nada menos que brilhante.
o som continua o mesmo (uma brejeirice country escondida atrás de uma paixão descabida por beach boys), acrescido de uma grande pitada de the smiths (james mercer faz até voz de morrissey em sea legs) e novos elementos eletrônicos aqui e ali (a bateria eletrônica em sea legs, os efeitos de cordas sintetizadas em split needles).
um álbum que, de tão cativante, vai tomando o lugar de tudo mais que eu tenho no ipod até o ponto de enjoar completamente. o cd, já encomendado (os encartes do the shins sempre valem a pena), sai dia 23 de janeiro próximo.

“I made a song. I own it. How come, when I wirelessly send it to a girl I want to impress, the song has 3 days/3 plays?” Good question. There currently isn’t a way to sniff out what you are sending, so we wrap it all up in DRM. We can’t tell if you are sending a song from a known band or your own home recording so we default to the safety of encoding. And besides, she’ll come see you three days later. .
# via boingboing.net
eu adorei o zune, assim de primeira olhada. a capacidade de mandar arquivos por wifi para outros aparelhos na mesma área que o meu é muito legal. é algo como o melhor do nintendo ds com o melhor do ipod.
mas, lá no fundo, sempre tive certeza que se a microsoft fizesse um player capaz de oferecer rivalidade aos ipods da apple, ele seria estragado pela quantidade de regras de direito autoral que viriam com ele.
e, ao que parece, não deu outra. num mundo de modernos programas de virtual studio, onde todo usuário de computador é um dj e compositor em potencial, o zune faz questão de oferecer, para todos, um produto restringido por uma regra de limite de execuções a fim de tentar barrar o mal uso de alguns.
ainda por cima, quando o aparelho marca uma música que você acabou de fazer com o drm from hell da microsoft, ele ignora por completo qualquer outra licença que estiver regendo aquela faixa, como uma das licenças da creative commons, por exemplo.
por default, é tudo pirataria. você, o pirata de você mesmo.

se por um lado o debut do mstrkrft (masterkraft sem vogais), spin-off eletrônico do independente canadense death from above 1979, perde pontos em originalidade por soar como um daft punk genérico, ele acaba empolgando por se concentrar no melhor que o daft punk já ofereceu e de que não se ouviu muito nos seus dois últimos álbuns.
the looks são oito faixas despretenciosas e que fazem bonito em qualquer pista: da mais baba fm às mais indies e electrohouse. parece mais uma compilação de hits, o que é engraçado pois antes do álbum tudo que o duo fazia era remixar hits do indie rock.
vale o download mas saiba que você já deve estar ouvindo por aÃ!

polysics é a banda da semana no ipod e um dos segredos do novo rock nipônico. misturam devo com mario bros, punk e tecnopop japonês.
estão preparando a segunda turnê inglesa, depois de uma bem sucedida série de shows abrindo pro kaiser chiefs e uma turnê pelos estados unidos que passou pela já hypada conferência/festival sxsw agora em março.
assista ao vÃdeo de i my me mine e baby bias, singles de now is the time!, o mais recente da banda, e veja que animados são os shows deles (1 2 3 4 5) !

sins, o debut da banda sueca antennas (pense spoon + arcade fire), está fazendo o round (1 2) pelos mp3 blogs nas últimas semanas e é bem bacana.
adapt!, always on my mind e it’s not over fizeram a minha trilha da semana.
sem globo de ouro, grammy, clipe musical no fantástico ou qualquer outro vestÃgio de música no seu horário nobre, o que quer a globo com as transmissões dos shows do u2 e rolling stones?
apelar para o público que deixou a tv aberta por falta de opção? ou foi só para não deixar outra rede transmitir?

adoro a voz dessa mulher. mia doi todd canta new folk, que deve ser basicamente folk feito por pessoas mais descoladas.
e mia é um hub de pessoas descoladas. losangelina, faz parte do elenco do selo plug research, uma gravadora que já foi o canal para a seminal cena de minimal da costa oeste há alguns anos atrás (quando ninguém queria saber muito dos cliques e clonques do estilo) e que soube o tempo certo para amadurecer e virar referência de hip hop experimental.
manzanita é o seu melhor álbum, em que mia está mais a vontade com uma banda a acompanhando (três dos seus cinco álbuns são só voz e violão).
bom de conferir são também os remixes e participações que mia faz junto com os companheiros de gravadora dntel (projeto de jimmy tamborello, metade do duo postal service, famoso agora pelo clip que inspirou a nova campanha da apple).
a plug research promete um álbum de remixes do manzanita para breve.
gente, não estou crendo neste pandemônio que está acontecendo em são paulo por causa da venda de ingressos do show do u2 no pão de açúcar!
hoje fui comprar um mero saquinho de sabão em pó nesta bendita rede de supermercados, desisti e voltei pra casa com medo da visão dantesca que tive pela porta.
é sério que o u2 ainda é a coqueluche do momento? é sério que tá sobrando 200 reais assim pra tanta gente? é o espetáculo do crescimento?
diplo remixando gold digger do kanye west. é mp3 blog, portanto num esquema enquanto durar o estoque.

sim, ela está em são paulo outra vez e o seu show é definitivamente a coisa mais divertida que eu já vi em terras tupiniquins.
perdi o café camalehon, mas sexta estarei na funhouse de qualquer jeito!
vamos!
Turnê ‘Sou anti-Gal, anti-Maria Rita, meu nome é igual’

here comes everyone do aloha é o disco que eu mais escutei nos últimos 12 meses. o top 25 do ipod não me deixa mentir, todas as faixas estão nas primeiras posições e não há ninguém que tire elas de lá.
nem tenho o escutado tanto ultimamente, mas vale o desabafo aqui, nem que seja só para fins de arquivar o efeito do disco; fechar um ciclo.
desconfio que o apelo deve-se a um certo resgate de um som que não ouvi nos anos oitenta, o rock com um toque progressivo à the police.
não sugiro que ouçam porque não tenho argumentos para tal, só sei que grudou e me agrada o fato deles estarem firmes rumo a um novo álbum.

muita gente estava dizendo que plans, o novo do death cab for cutie, era mais decepcionante que o x&y do coldplay.
tou ouvindo e acho que o papo era balela. soul meets body (o primeiro single), pelo menos, é melhor que speed of sound.

o czech tek é o maior festival de techno ao ar livre da república tcheca, dura vários dias, o público geralmente acampa no gramado da fazenda durante o evento.
esse ano alguém resolveu ganhar alguns votos; armou-se uma mega operação policial no meio do evento, que já faz parte do calendário de comemorações do paÃs e, portanto, completamente legal. desceram o cacete, acabaram com a festa à base do gás lacrimogênio.

essa semana, grupos que organizam festas, djs e frequentadores começaram os protestos e o senado já declarou a ação da polÃcia ilegal.

tracklist perfeito!

eu toco da 00h às 02h.
update: a gol cancelou o vôo 1660, não conseguiu pousar em congonhas antes do fechamento do aeroporto, diz ela devido a intensidade do tráfego aéreo, portanto culpa da embraero, mas tudo indicava que a empresa estava com atraso de mais de uma hora em mais de um vôo.
conclusão, não pude ir a festa e, com muita argumentação, consegui que me deixassem em casa, me livrando, pelo menos, do ônus do taxi de volta. morri com o dinheiro da ida ao aeroporto, porque segundo a gol a culpa não foi deles.
eu vi pelo menos 3 pessoas reclamando de diferentes vôos gol cancelados, sendo que o de todas as outras companhias aparentemente decolaram.
até a hora que saà de lá, umas onze e pouco, eles estavam fretando pelo telefone um ônibus de turismo para levarem os passageiros que quisessem embarcar na madrugada de sábado num vôo que sairia de cumbica, sem conseguir precisar o horário que o vôo pousaria no rio.
parece que a gol quer fazer mais vôos do que seria possivel com o seu número de aeronaves.
ponte aérea gol, nunca mais!!!

fiz um novo remix para a karine alexandrino, de uma das músicas do último álbum, o querem acabar comigo, roberto.

dois djs (1 2) “performam” a marcha imperial em scratches!

maya arul é a one-woman-band m.i.a.
filha de imigrantes cingaleses, maya é de uma singularidade de fazer arular, seu álbum de estréia, pular de gravadora em gravadora até achar a londrina xl, que teve peito para bancar o competente misto de electro, hip hop, reggae e letras politizadas.
m.i.a. parece uma versão bollywood de neneh cherry, no bom sentido. o álbum ecoa raw like sushi (debut de neneh em 89) de várias maneiras e o figurino da maya no sensacional clipe de galand (dirigido pelo ruben fm) parece entregar que ela tem bem noção de ter bebido no hip-house/acid inglês do final dos 80.
felizmente, arular não é para se analisar mas para se dançar. então, faça uma sessão galand - sunshowers - 10 dollar - pull up the people e acredita na foto!
dói no coração ver a rasgação de seda em cima do techno do oscar mulero e do christian wünsch, em tour pelo brasil.
não fiz nada nos últimos anos senão tocar os discos dos caras, desde os primeiros… e tem gente rasgando kilos de seda que não aparece para ver um set meu há anos… tem gente que até aparece e diz na miúda que não gosta do tipo de techno que eu gosto e tá lá, falando que a freqüência do techno deles é uma maravilha!
por isso nem espere que eu apareça para ver os caras - é o tipo de sentimento que mina qualquer tentativa de me divertir.
santo de casa…
alguém quer tirar essa afro-americana gritante do meu ’strings of life’ please??
“So this is the new year and I don’t feel any different
the clanking of crystal explosions off in the distance in the distance…
so this is the new year and I have no resolution
it’s self-assigned penance? for problems with easy solutions”
Death Cab For Cutie, The New Year
e feliz 2005 para os amigos e habitués!

esquentando o ipod. o debut do tussle é rock/funk/disco, dubzão instrumental e eletrônico. eu recomendo!