quinta, 6 de agosto de 2009
twitter is down
ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
twitter, facebook e livejournal estão com problemas essa manhã. um post do mashable chama a atenção para os últimos trending topics antes do twitter sair do ar: tweets created e twitter zombies, o que apontaria para algum tipo de ataque.
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terça, 7 de abril de 2009
a interface ideal
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de tempos em tempos, é vendido um tal de macheist bundle, um pacote de apps para mac os x que são vendidas juntas por um preço bem especial. pois nesse último pacote veio esse times, um rss reader que trata os feeds como notícias e não como email como quase todos os outros agregadores fazem.
o software tem algumas falhas, é pesado (não mais que o newsfire, o que estava usando anteriormente) e não parece ter um grupo de usuários ativos grande o bastante que justifique seu desenvolvimento, mas quando acabei de configurá-lo levei um susto com a satisfação de ter encontrado o formato ideal de se ler feeds, um jornal feito pra mim.
logo comecei a pensar nas possibilidades e esbarrei nas limitações dessa transformação de agregrador tipo cliente de email para um agregador que parece um jornal digital: eu gostaria de diagramações diferentes por página, subseções para cada assunto e que as “notícias” mudassem de lugar e de formato conforme sua importância, algo como um editor automático, que soubesse que certa notícia é mais importante do que outra, talvez cruzando o link com informação de sites como digg ou pesquisando “hot words” em sites como google news. por exemplo, hoje notícias como earthquake e italy teriam prioridade sobre uma notícia econômica num dia de mercados mornos.
estou tão apaixonado com essa interface que estou pensando em retomar meus estudos de objective-c. por hora, vou fazer essas sugestões à equipe do times, mas penso até em meter a mão na massa caso a aplicação não vá para frente.
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terça, 24 de março de 2009
e como minimizar o mimimi?
1) não entre nessa enquanto puder evitar. se você não vê chances de se tornar uma referência no assunto que você aborda, a possibilidade de você ganhar uma grana boa é pequena. se o seu blog é uma plataforma para você divulgar idéias sobre a sua profissão, leve em conta que o retorno vem em outro tipo de moeda.
2) se for fechar um contrato, comunique seu público antes. tente estabelecer as regras sobre o que é conteúdo e o que é publicidade. não existe razão para explicar por que você precisa ganhar pelo conteúdo que produz, é óbvio que se você chegou num estágio em que o seu blog é atrativo para anunciantes o conteúdo é bom o bastante para te gerar algum dinheiro.
3) observe que mesmo com regras claras sobre o que é conteúdo e o que é publicidade existe um desgaste natural da sua credibilidade com o leitor, especialmente se o anunciante tiver uma ligação direta com o seu conteúdo ou se ele já trouxer consigo uma imagem negativa. não adianta espernear, o lance é continuar a fazer seu trabalho e esperar que a sua coerência se sobressaia às dúvidas sobre sua conduta.
guardada a cagação de regra, esses itens seriam um bom começo para eu, como leitor, pudesse manter minha fé sobre o conteúdo dos blogs que leio.
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quinta, 19 de março de 2009
o tal do mimimi
uma celebridade topa ganhar um para divulgar suas impressões sobre um serviço na sua conta do twitter. algumas pessoas acham isso ruim, que isso mistura “conteúdo editorial” com propaganda, algo discutível pelo veículo ser algo tão novo como o twitter, mas compreensível visto que é um modo de se vender um produto que até então não existia.
é como se tivéssemos televisão sem intervalos por anos e tivéssemos nos acostumado com esse formato e de repente começam do nada as inserções pagas por entre os programas. é fácil de entender por que as pessoas reagem assim, é razoável.
agora, o que não dá pra entender é a outra parte das pessoas que apoiam incondicionalmente o novo negócio e acham um absurdo a reação negativa. o argumento dessa parte é algo tão profundo como o bordão mais usado em perfis do orkut desse lado do planeta, “sua inveja fará minha fama”.
sério, isso não é inveja. inveja seria se quem reclamasse fosse outra celebridade com o mesmo número de followers da pessoa em questão e teria iguais chances de ser recrutado para tal campanha. é reação negativa de quem tem uma opinião diferente sobre um problema que vai além do twitter, aposto que em todo veículo de comunicação existe o dilema do ponto de equilíbrio entre informação de interesse público e publicidade.
será que não dá pra pensar fora da caixa e entender que isso exista sem apelar pro “isso é inveja” ou o “se as pessoas policiassem os políticos como policiam a blogosfera o país seria diferente”? o que seria o ideal? uma audiência apática que aceitasse tudo o que fosse publicado sem emitir nenhum tipo de opinião? a reação, qualquer que seja ela, não é prova que existe gente de verdade lendo o que vocês publicam?
as pessoas normais (as que não trabalham no mundo da propaganda) acham, via de regra, publicidade um troço chato. elas vão no banheiro no comercial, lê-se primeiro a notícia no jornal, para depois passar os olhos nas ofertas. reclama-se de revista que tem muita página de anúncio pago. esse é o mundo real e vocês que trabalham com isso devem sabê-lo melhor do que eu, afinal passam muito tempo analisando campanhas e tentando criar algo que vá além da pura propaganda e que caia no gosto popular. é esse o desafio.
acho o mimimi chato, mas tenho que concordar que eles, por hora, têm um argumento melhor do que o esquadrão anti-mimimi.
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quinta, 16 de outubro de 2008
rails summit 2008
está acontecendo o rails summit latin america, o primeiro evento na america latina dedicado exclusivamente ao ruby on rails, a popular plataforma de desenvolvimento web.
num dia em que vimos grandes nomes da plataforma discursar (inclusive o criador da primeira versão da mesma, o dinamarquês david hansson), a pessoa que mais se destacou foi um estudante de programação do rio grande do norte de 17 anos que usou o espaço “birds of a feather”, uma faixa especial do evento em que o palco é aberto para quem quiser mostrar algum trabalho próprio desenvolvido com a plataforma, para se apresentar.
sem um “notebook para usar durante a conferência”, elomar frança subiu ao palco com um arquivo PPT e um macbook emprestado. visivelmente nervoso e sem experiência com o os x, o cara demorou alguns minutos para se acertar.
tudo ligado e funcionando, elomar vai passado os slides mais feios do dia e vai tirando gargalhadas da platéia. os slides contam a aventura do cara com amigos em formar um grupo de aprendizado de rails em natal. eles saem e distribuem cartazes divulgando um grupo de estudo de rails. mais de 100 pessoas aparecem no encontro, eles se mudam para um espaço maior, felizes e as pessoas desbandam aos montes quando se ligam que o lance é sério. eles descobrem que podem se registrar como um grupo de ensino nas grandes editoras de livros técnicos e receber livros de graça para resenhar e assim constroem uma pequena biblioteca.
as fotos dos slides e a mensagem do elomar são tão francas que causam a risada inicial mas não deixam de te emocionar. tá aí uma galera que sai da inércia, se junta em torno de um objetivo e se poem a aprender uma tecnologia junto pelo simples barato da coisa, sem medo de sair da cadeira e subir no mesmo palco que os bigshots da linguagem ocuparam horas antes só para mostrar ao mundo o que tão fazendo.
é uma experiência que bota o teu pé no chão nos seus momentos mimimi. no fim do dia, tudo que você precisa é de um computador xing-ling em casa, uma conexão fubeca à internet e força de vondade para mudar o seu mundo.
os slides da apresentação do elmar estão online e, ao que parece, ela foi filmada e vai ser disponibilizada em breve.
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terça, 14 de outubro de 2008
twittosfera
estava dando unfollow numas pessoas que não me seguiam no twitter mais usando o friendsorfollow e tentando achar um padrão para o meu uso do twitter e quem eu acho realmente interessante seguir. pessoas, basicamente, não corporações, acho estranho seguir PJ.
o twitter é mais que microblogging ou uma aplicação de lifestreaming a partir do momento que incorpora a possibilidade de se manter uma conversa via reply ou mensagem direta. virou uma ferramenta de lifestream mais uma espécie de “messenger” assíncrono e bidirecional. assíncrono porque eu posso mandar a mensagem e a pessoa “recebê-la” um dia depois; bidirecional porque eu posso mandá-la e o outro não receber porque não me segue mais. se você pensar bem, é um tipo de “chat” que pode ser bem frustrante e muitos vão argumentar que isso não foi feito ground-up para ser chat. concordo, é por vezes um “messenger” que não te garante que entregou a mensagem, o que não o torna nem um pouco menos frustrante, vamos combinar.
sou viciado no twitter, heavy user total. tento não abusar do reply, mas quando o uso, quero ter certeza que o outro lado recebeu a mensagem. ou seja, unfollow em quem não me segue, via de regra.
mas, pera aí, tem gente que eu preciso seguir, porque são muito interessantes: os emissores. eles usam o twitter como microblogging, e, porque são “gente que faz”, têm muito followers. não usam o twitter totalmente como ferramenta social, seguem muito pouca gente. os emissores geralmente têm mais de 2.000 seguidores e não seguem nunca mais de 100. emissores são legais, eles não escrevem muito, é fácil seguir um monte deles.
a comunicação com os emissores é quase que unilateral, vale lembrar. é mais fácil você interagir com eles no blog que eles mantêm. eles têm blog com comentários habilitados, logicamente, do contrário o que você está fazendo os seguindo para começo de conversa?
existem também os propagadores, que são os que eu realmente gosto. eles podem ter um número significativo de followers, até 2.000, 4.000, mas seguem muita gente, mais de 200. boa parte do que eles emitem é alimentada pelos seus followers, por isso propagadores. eles não só são “gente que faz” mas usam o twitter como ferramenta para troca de informação, o que é bacana porque o twitter é um bom hub de informação, talvez com um sinal/barulho elevado demais, mesmo assim a maior parte do tempo divertido. a comunicação pode lhe parecer unilateral também, eles já seguem um número considerável de gente, mas deixam claro que estão interessados no que está sendo falado pelo twitter, estão mais abertos ao contato pela ferramenta.
tem também os protegidos, geralmente seus amigos que por uma razão ou outra não querem que qualquer pessoa (ou google) fique xeretando sua vida. o que eu entendo, nem todo mundo precisa ter uma presença digital tão grande por conta do trabalho, eu particularmente acho que preciso. eles são meio que emissores privados, ou propagadores de alcance limitado, um mundo à parte dentro do twitter que pode valer outro post caso eu pense mais sobre eles.
lógico que existem desvios das regras. tem propagador que funciona mais como emissor no twitter, mas pelos posts do blog do sujeito você pode imaginar que o twitter é uma grande fonte de informação. a propagação acontece fora da twittosfera nesse caso.
existe também emissor que configura sua conta para receber todo reply feito a ele, mas poucas vezes tive uma resposta recebida dessa maneira. é talvez um erro do twitter não divulgar publicamente que aquela pessoa está com os replies “abertos”, seria um jeito de diminuir esse caráter aparentemente unilateral da comunicação dos emissores.
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terça, 30 de setembro de 2008
luckytweets

não dá pra contar as inúmeras vezes que o código que eu fiz fora do horário de trabalho salvou minha vida. tudo que eu apliquei no último ano no trabalho é consequência direta das horas de madrugada trabalhando no orangotag.
portanto, não tive dúvida, na hora de montar um farm no ec2, o sistema de cloud computing da amazon, ao invés de me aventurar com o código do aupeo, criei uma aplicação do zero para testar o scalr, uma das ferramentas de controle de ec2 que existem por aí.
o luckytweets é uma resposta à um problema de uma amiga que queria tirar cara ou coroa com uma outra amiga pela internet. é estúpido, mas não existe um jeito de duas pessoas tirarem cara ou coroa ou zerinho ou um pela internet. estranho né? pois a questão vinha me atormentando há alguns meses.
usando o twitter como base você não precisa lidar com login e password de usuários; em suma, é muito fácil resolver o problema na teoria. na prática, é preciso lidar com as inconsistências da api do twitter e com o downtime da plataforma, nada que queueing não dê jeito - estou testando starling e backgroundrb para lidar com isso.
não sei se estou totalmente confiante no scalr. é uma plataforma nova e mais voltada ao php. a imagem de memcached deles tinha um erro no iptables que fechava justamente a porta do memcached, pra ter uma idéia dos tipos de bug que eu encontrei até agora. de qualquer forma, eles são bem mais baratos que o rightscale, cujo plano “básico” começa com 500 dólares por mês mais 2.500 dólares de taxa de inscrição. isso fora o que você gasta com o hosting dos servidores.
o mais estranho é que deployment no ec2 é um lance completamente alien, a falta de documentação de como jogar o código do seu site para a cloud salta aos olhos. eu praticamente escrevi um capistrano passivo/reverso para fazer dump do código do github e duplicá-lo por todas as instâncias da cloud.
acho que vou testar o cohesiveft nos próximos dias, eles te deixam criar uma imagem de um servidor antes de duplicá-la pela cloud, o que parece ser bem interessante.
não deixe de testar o luckytweets se você tiver uma conta no twitter. quero saber até que ponto o código funciona à medida que o twitter começar a sair do ar ou o números de conexões do meu cliente chegar ao limite por hora da api deles.
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quinta, 29 de maio de 2008
rails conf 2008
já estou em portland me preparando para o começo do rails conf 2008.
tem mais brasileiro do que eu imaginava, então para quem está aqui, o meu schedule pra ical. os items que se sobrepõem são os que eu ainda não decidi se vou ver até o final, se tiver ruim um, pulo pro outro.
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sábado, 17 de maio de 2008
a volta do hotwired?
o valleywag postou sobre a compra da ars technica pela empresa dona da wired e do anúncio da wired em retomar o webmonkey, um site que ensinou uma boa parte dos webslaves a fazer web.
a wired tinha talvez o site mais visitado do mundo na década passada, o hotwired, que foi minguando depois que foi comprado por uma pechincha pela lycos após o estouro da bolha das .com.
foi uma tremenda besteira se você pensar em quanto eles estariam faturando hoje só com anúncios tipo adsense, os caras tinham o maior portal da internet, se não tanto em termos de visitação pelo menos em números de páginas. sem falar de um pagerank thru the roof, o site abordava de receita de coquetéis à esportes e viria na primeira página do google para praticamente qualquer pesquisa.
não tenho certeza qual seria o papel do hotwired atualmente, com a pulverização do conteúdo em formato de blog. ele era um tipo de portal que você visitava algumas vezes ao dia para passar o tempo, algo como o nosso agregador de feeds hoje em dia. o bacana era que ele ditava as regras que todo mundo seguia, a combinação de cores gritantes tipo fúchsia e verde flúor, o gif animado, até o banner foi ele que inventou.
resta saber se as novidades são realmente uma tentativa de restabelecer a marca. no fim da quantas, a internet tá precisando de um cnet mais descolado.
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quinta, 15 de maio de 2008
shared nunca mais
fiz o que eu queria ter feito há muito tempo: tirei o blog de um plano shared hosting e, com 5 dólares a mais por mês, acrescentei uma slice de 256 mb de ram às outras slices que rodam o orangotag no slicehost.
não é algo que eu necessariamente aconselharia qualquer um a fazer, você tem que lidar com logs, updates, monitoramento. mas quando já se faz isso (e eu cuido sozinho dos servidores do orangotag) e se consegue usar a mesma configuração em todos os ambientes, o trabalho não aumenta linearmente com o número de slices. hoje em dia é tão fácil clonar e subir unidades de servidores pequenos ao invés de concentrar tudo num servidor mais parrudo que em 5 minutos eu posso ter 20, 30 cópias de uma instalação inicial usando uma API, pelo meu celular.
para meu blog rodar bem numa slice de 256 é impossível rodar apache, postfix e outras ferramentas já testadas e amplamente adotadas pela web afora. entra em campo o nginx, micro-servidor web russo adotado por meio mundo rails por ser algumas vezes mais rápido e mais leve que o apache e por isso mesmo perfeito para células de cloud computing. o lighttpd vem logo abaixo do ngnix para parsear e compilar o php (nginx não roda fastcgi ou qualquer outro programa externo), rodando com o xcache. o mail handling sai do servidor web e o mx vai direto pro google apps.
estou bem feliz com a nova configuração: gentoo (minha distro preferida para webservers), nginx, lighttpd, php e mysql. tudo numa slice que quase toma os 256 mb e nada de swap.
caso queira se aventurar, eu usei algumas referências que lhe podem ser úteis (1 2 3).
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sexta, 28 de dezembro de 2007
apple ameaçando blogueiros
“Apple is setting a frightening precedent. It’s signaling to other companies that with the right amount of bullying, you can shut down the bloggers you don’t like.”
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terça, 18 de setembro de 2007
facebook javascript
por que você precisa fazer uma versão estupidificada do seu site para rodar dentro do facebook usando tecnologia que, por sua vez, é uma versão estupidificada de outras tecnologias mais coerentes por ter um espectro de atuação muito maior do que um só site da internet?
depois do html e do sql, a versão estupidificada da vez é o javascript, que virou fbjs, ou seja, facebook javascript.
reconheço a necessidade de se estar presente lá, uma vez que o site cresce rapidamente e tem um público que pode adotar uma aplicação facebook muito mais rapidamente que uma aplicação “solo”. mas é preciso apontar para os perigos dessa aplicação: a centralização e customização de serviços que o facebook gosta tanto pode chegar à um ponto que o serviço comece a ditar como os browsers vão poder interpretar o seu código.
lembre-se que o facebook é uma empresa ainda “independente” mas na mira de vários grandes conglomerados pela sua crescente base de usuários. portanto tem futuro incerto, um passado bem obscuro (o dono da empresa é acusado de roubar partes do código de seus antigos colegas de universidade) e ultimamente vem demonstrando ter uma política de segurança deficiente, códigos fontes da aplicação têm vazado na internet.
vejo empresas adotando o facebook tão completamente, criando verdadeiras novas versões das suas aplicações e baseando suas estratégias numa plataforma proprietária que pode, a qualquer momento, ser comprada pela microsoft e ser “portada” para rodar somente no ie.
fico preocupado com o facebook aglutinando serviços, porque é a contra-mão da web 2.0: um site fechado, não semântico, não indexável, aleijando tecnologias amplamente utilizadas e de domínio público e as lançado como facebook qualquer coisa.
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terça, 11 de setembro de 2007
reconhecimento
o pensaletes ganhou o prêmio de décimo pior blog do brasil, segundo o o fim da várzea (rel nofollow, que não nasci ontem). a justificativa são as opiniões herméticas e mal escritas.
não conhecia o blog, mas, segundo o link “sobre”, é basicamente um blog sobre monetização, otimização para ferramentas de busca e google. color me unimpressed.
essa tão chamada blogosfera brasileira está me dando um pouco de nojo. rankings e mais rankings, um hedonismo só. falta mesmo é propósito (fora o da monetização, é claro) e sobra pompa, cheia de gente que entrou agora no bonde e já quer ir pegando a janelinha.
o interessante é que o pensaletes não é um blog de links. ele está um blog de links no momento porque ele é um blog quase que orgânico, os posts brotam com a minha vontade de me comunicar.
não sei se isso é uma idiossincrasia do usuário brasileiro, o fato de não ler os arquivos do blog. sei que isso põe em cheque minha vontade de blogar, pois, sempre que fazia uma resenha de um filme ou livro, esperava que aquilo ficasse, de certa forma, como um registro a ser lido no futuro. se tudo que eu escrever aqui morrer assim que sair da primeira página do blog, eu realmente não sei se vou continuar com o pensaletes, pelo menos em sua forma atual. talvez possa partir para o inglês.
enfim, um desabafo.
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quarta, 15 de agosto de 2007
i-caught
vi ontem o i-caught, programa da abc que está sendo testado na mid-season e tenta capitalizar em cima da onda de vídeos pela internet.
diferentemente do fiz.tv, que aqui no brasil tenta replicar um pouco do feeling de se ver vídeos online - mantendo um braço na internet e outro na tv, mostrando os vídeos sem explicação, somente aglutinados por um suposto assunto - a abc tenta imprimir o velho formato americano de programas jornalísticos a la 60 minutes ao programa, que mostra os vídeos mais populares de sites tipo o youtube com a história por trás do vídeo sendo contada por quem filmou e/ou quem fez o upload.
tudo começa com um bom screencap do vídeo no youtube, com o apresentador (um ryan seacrest menos afetado) contando quantas pessoas assistiram a ele. toca-se o vídeo então, entra o depoimento do autor do feito e conta-se as glórias da fama: apareceu na ophrah, conseguiu emprego, teve fama instantânea.
pode ser interessante por alguns segundos, e com alguns vídeos com conteúdo mais sérios até parece dar certo, mas no geral o programa acaba ficando parecido com o piada em debate do inesquecível tv pirata.
o “problema” é que o público americano gostou, a estréia teve uma audiência acima da esperada nessa época do ano, quando existe um tremendo recesso de séries de tv no ar.
de alguma forma, é um exemplo de mídia já estabelecida que se rende à informalidade da internet ao invés de vê-la como inimigo mortal, como a tal campanha do estadão.
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sábado, 11 de agosto de 2007
estadão e blogs
há umas duas semanas cancelei minha assinatura da folha.
os motivos foram muitos: o jornal estava tomando dimensões absurdas por causa dos anúncios e folhetos promocionais, juntava uma pilha de lixo muito grande. o anúncio-aba que cobria a manchete principal em alguns dias da semana e me fazia ter que já começar o dia jogando alguma coisa no lixo se juntava ao meu mau humor matinal e tomava proporções dantescas. estou tendo que ir para nova york por causa do trampo e passo algumas semanas sem nem desfrutar da comodidade de ter o jornal entregue em casa todos os dias. e, por fim, os erros das matérias da folha ilustrada e a cobertura pífia do mundo digital, aquele caderno de informática que é uma mera desculpa para veicular classificados de venda de computador.
troquei a despesa da assinatura da folha por uma assinatura da locus mag (revista mensal de literatura) e outra da fangoria (bíblia do cinema fantástico), ouço religiosamente todos os podcasts da cbn e leio posts de blogs de meus jornalistas favoritos.
só sinto falta dos vídeos dos sites de notícia. por incrível que pareça, nenhum portal de jornalismo no brasil tem vídeos que funcionam no mac ou, até arrisco, no linux.
agora vem essa campanha do estadão, que nada mais é que o último grito de socorro, que apela para a insegurança intelectual do leitor em decidir, ele próprio, se a fonte de informação que ele escolheu para si é digna de confiança ou não.
não colou. quem lê jornal no brasil é intelectualizado o bastante para saber colocar um filtro naquilo que lê na internet.
prefiro ler um blog de um dos maiores escritores do new weird do que ler um texto encomendado para um jornalista que pegou o barco andando e tenta advinhar o sexo dos escritores do movimento, ignorando uma rápida e indolor consulta a internet.
o argumento não levanta muito mais discussão.
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terça, 17 de julho de 2007
a vizinhança do lastfm
tenho estudado um pouco sobre filtros colaborativos para construir um algoritmo de sugestão para o orangotag e o novo trampo.
o filtro do lastfm, por exemplo, me parece uma enganação - ele aparentemente se baseia nas minhas 2 ou 3 bandas mais ouvidas e pronto. já perdi a conta de vezes que achei perfis que batiam exatamente com o meu gosto e o tasteometer deles me dá um low em compatibilidade e outras em que a pessoa só tinha a primeira ou segunda banda mais ouvida por mim em sua lista e já dava um high.
é certo que deve ser custoso processar uma matrix de todos os usuários do site, mas há maneiras de se contornar isso, imagino. pode-se pegar uma amostra completamente aleatória, ou até um nódulo n de distancia do usuário em questão - gerando um “popular entre amigos”, por exemplo.
de qualquer forma, vou ter que dar a cara a tapa porque precisamos implementar um parecido no meu novo trampo. se não for melhor que o filtro do lastfm, pode reclamar à vontade.
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terça, 3 de julho de 2007
pownce.com
soube do pownce só alguns dias atrás. na verdade estamos no mesmo barco: construindo web apps com cliente em adobe air, lutando para que o public release do air inclua uma pá de coisas bacanas que precisamos para nossas aplicações.
o pownce é tipo um twitter de outra turminha (kevin rose do digg está nessa), que deixa os usuários compartilharem mensagens, arquivos e compromissos a partir do seus desktops.
de qualquer forma, eu tenho umas contas para distribuir (ele ainda está fechado para novas contas); deixa um comentário com um email válido se interessar!
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sexta, 22 de junho de 2007
mudança de ares à vista
depois de 7 anos e outros tantos meses de mtv, anos de cachorro para o mundo de ti, estou embarcando no maravilhoso mundo do outsourcees em meados de julho.
conheço pouca gente em ti que ficou tanto tempo num lugar só, mas não tive muita escolha - foi definitivamente, o lugar mais divertido; as pessoas mais “firmeza” com quem já trabalhei.
em breve, junto forças com o claus wahlers e a côdeazur num projeto internacional que infelizmente vai ficar na penumbra por enquanto: pense gadgets, mais gadgets, já falei gadgets?, rails + plataforma da empresa do photoshop, web 2.0, música e vídeo!
tou muito animado, as pessoas já não me aguentam falar sobre isso, então vou poupá-los de clichés gehringerianos. just wish me luck!
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terça, 12 de junho de 2007
safari 3 - fique longe
não sei se foi uma boa jogada lançar o safari 3 extremamente bugado para fazer bonito no wwdc.
nem no meu g5 com tiger aqui estava funcionando e já foi devidamente desinstalado. no pc aqui do lado, cada página era uma obra de arte conceitual.
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second life
é só uma impressão boba minha ou tem mais gente no second life fazendo pauta do second life do que gente “normal” usando o second life?
eu tenho uma teoria para isso: acho que grande parte do surto second life entre os publicitários e jornalistas vem do fato dessas pessoas não acompanharem o mundo dos games há pelo menos uma década, daí o deslumbramento excessivo.
para mim o second life só vai ficar algo interessante se eu puder entrar de master chief num dos shows virtuais da banda eva ou fatboy slim ou no ônibus-balada da gilette e botar o lança-míssel pra funcionar.
entrar num mundinho controlado, para ficar de papinho e vôozinho, sendo metralhado por campanhas de marketing “descolado”por todos os lados ainda não me apetece.
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segunda, 4 de junho de 2007
brainstorm #9
cheguei tarde mas consegui participar do último podcast do brainstorm #9, com o brainstormer carlos merigo mais cris dias, fabio seixas e ricardo cavallini.
puxa uma cadeira e ouve lá que o papo sobre direitos digitais foi bom e longo.
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sexta, 1 de junho de 2007
amigos no orangotag
o orangotag está um lugar um pouco mais aconchegante a partir de hoje: você pode ter amigos no site!
uau, você diz, amigos num site! é, nada demais. mas pelo menos no orango dá para assistir a episódios juntos – sim, amigos que servem para alguma coisa.
se você é a parte não relapsa de um relacionamento, por exemplo, e seu significant other fez uma conta mas nunca a usou, você pode ser o/a macaco/a-velho/a dele/a e ir marcando os episódios aos quais vocês assistiram juntos.
eu devo fazer um screencast ainda essa semana explicando melhor o feature, as coisas bacanas e suas limitações, no momento a coisa deve ser encarada como algo bem experimental.
na verdade, a parada é tão simples ou tão complicada quanto você quiser - dá para juntar cluster de amigos que viram o mesmo episódio seguindo uma lei básica de permissão, a do macaco-velho, por exemplo.
outro feature que deve esclarecer o propósito da watchlist, a lista das séries que você está acompanhando no momento, é a área “já assistiu a” do seu perfil. ela tem as séries cujos episódios você assistiu mas já tirou da sua watchlist.
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“hear no evil”
apagaram uma crítica muito construtiva deixada como comentário neste post do blog do developer day.
não lembro o nome do desenvolvedor, mas ele reclamava, entre outras coisas, da falta de foco nos desenvolvedores.
muito chato isso! quem não está aberto à críticas positivas, não tem como melhorar. ano que vem não estarei lá.
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segunda, 28 de maio de 2007
facebook
já recebi uns convites, mas ainda não tive vontade de abrir uma conta no facebook. tenho achado mais interessante passar o tempo em redes sociais que não girem em torno somente do puro hedonismo e scrapspam que é o orkut.
o myspace; mesmo com sua interface horrorosa (que comete o pior pecado do mundo da usabilidade: deixar o usuário tomar conta da interface - mais ou menos como ir num restaurante e cozinhar sua própria comida), acaba girando em torno de bandas e djs, o que o torna um pouco mais relevante, acabo usando mais frequentemente.
no entanto, acabei seguindo um link do waxy.org e caí na página de developers deles e, pasmem, tem api! já é o bastante para garantir uma conta lá e abandonar o orkut de vez.
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quinta, 3 de maio de 2007
salvem o hyperlink
quando alguém cria um blog e esse blog começa a ter leitores regulares, estabelece-se um contrato subliminar entre quem escreve e quem lê.
um blog, um meio de organizar um conteúdo na internet, é apresentado em forma de posts, arquivados por data.
o conteúdo desses posts pode variar mas é, na maioria das vezes, apresentado em formato de hypertexto.
o formato mais antigo de apresentação de conteúdo da web, o hypertexto é um texto digital em que algumas palavras-chaves podem ser destacadas (chamadas hyperlinks) e, ao clicar-se nelas, direcionar o usuário à outro conteúdo relacionado de alguma maneira com o contexto a que elas pertencem.
o hypertexto, portanto, também vale-se de um contrato subliminar entre quem escreve e quem lê. quem escreve garante que o documento-alvo do hyperlink tem a ver com que está escrito, quem lê o texto e segue o hyperlink espera encontrar no documento-alvo algo que expanda o significado daquilo que está sendo lido.
agora com essa corrida à monetização, que me parece algo idiossincraticamente nacional, blogs sérios estão quebrando esse contrato de confiança do leitor, inserindo no texto dos posts, sem pudor ou critério, hyperlinks para lojas online que pouco ou nada têm de relação com o conteúdo deles ou simplesmente com as palavras que estão denotadas como link.
isso é gravíssimo, pois dessensibiliza quem lê o texto a usar a ferramenta mais básica da web, que é a navegação de link a link. da mesma forma, desabilita quem escreve o texto porque não se tem o mesmo poder nas mãos de enriquecer o que está sendo escrito com referências de outros blogs, wikis, reportagens.
se eu linkar para um texto sobre conduta na blogosfera e, dentro de um mesmo contexto e apresentação, para uma pesquisa sobre a palavra blogs no mercado livre, você não acha que o meu primeiro link perdeu credibilidade? quem garante que você vai clicar nesse terceiro link, se, clicando no link anterior, o mercado livre te ofereceu um cd-rom “como ganhar dinheiro e conquistar mulheres com seu blog”?
não fica claro que isso é jogo sujo? não dá para manter os links de parceria com lojas online numa área pré-estabelecia e conhecida como tal pelo seus leitores?
eu, que achei que blog só com link nofollow era o ápice da falta de noção, ando muito decepcionado com essas atitudes e ainda mais com a justificativa gerson do “ah, mas sabe quanto ele ganha com adsense?”
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